Carballal anuncia investimento de R$ 1,4 bilhão da Galvani e geração de mil empregos na Bahia
Empresa atuará no segmento de fosfato e calcário na Bahia e vai permitir que o estado atenda 30% da demanda de fertilizantes fosfatados das regiões Norte e Nordeste
Divulgação/GeoMinE 2025
A Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) anunciou, nesta quarta-feira (30), o projeto industrial da Galvani, empresa de capital aberto que atuará no segmento de fosfato e calcário na Bahia. A ação prevê investimentos de R$ 1,4 bilhão no estado, além da geração de mais de mil empregos. O anúncio foi feito durante evento na Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), cujo objetivo foi anunciar o projeto e divulgar o que a Galvani vai demandar da indústria baiana.
Em entrevista ao Portal M!, o presidente da CBPM, Henrique Carballal, defendeu que a cadeia produtiva local deve ser preparada para atender às demandas da nova operação, com foco no crescimento econômico sustentável e integração das indústrias e comércio da região.
“Estamos buscando fazer com que haja um crescimento econômico vertical da nossa economia, e esse crescimento se dá quando você prepara as indústrias, o comércio, para atender empresa de capital aberto na Bolsa de Valores, muitos empresários nossos não estão acostumados com isso”, disse.
“Precisam compreender que há documentação, toda uma formatação do negócio que precisa se enquadrar nessas regras internacionais, nessas regras que o mercado estabelece”, explicou.
Compromisso com a mão de obra e fornecedores locais
O presidente da CBPM reforçou que a iniciativa prioriza a contratação de mão de obra e empresas locais, destacando o caráter inclusivo do projeto e o seu potencial para promover o desenvolvimento regional. Ele explicou que o sucesso do empreendimento depende da preparação do setor produtivo e do comércio para atender aos novos padrões.
“Quem vai prestar serviço para a empresa Galvani serão empresas baianas. Porém, a gente tem que preparar essas indústrias, o comércio e as pessoas. Esse é o nosso objetivo hoje aqui, unir todos os setores do governo que se envolvem com o projeto para que a gente possa de fato fazer com que essa atividade seja garanta um desenvolvimento vertical da nossa economia”, pontuou.
Projeto prevê investimento de R$ 1,4 bilhão
O montante total do investimento previsto para o projeto da Galvani é de R$ 1,4 bilhão, incluindo recursos já negociados junto ao Finep, agência de fomento do governo federal. A produção será focada em fosfato e calcário, com uma parte da produção destinada à agricultura familiar, beneficiando diretamente comunidades rurais.
A operação também tornará a Bahia independente da importação de fertilizantes fosfatados e permitirá que o estado atenda 30% da demanda das regiões Norte e Nordeste.
“Nós conseguimos ajudar a Galvani no processo de financiamento junto ao Finep. Foram R$ 400 milhões, mas já está chegando a R$ 600 milhões. O forno que eles já adquiriram, a gente já anunciou e já está a caminho de Irecê. Está indo por parte, porque ele é muito grande. Nós vamos produzir fosfato e calcário, e vamos doar 10 mil toneladas por ano para a agricultura familiar, que vai ser distribuído através de uma empresa do nosso governo, de desenvolvimento da agricultura familiar”.
Além de representar um marco para a mineração baiana, a iniciativa deve gerar mais de 1.000 empregos, segundo a CBPM.
Desenvolvimento social e cultural com recursos para municípios
Além dos investimentos na indústria, o projeto também contempla ações sociais, com aportes financeiros para o desenvolvimento dos municípios diretamente impactados pela operação. A prefeitura de Irecê receberá R$ 7 milhões para projetos sociais antes do início da operação da Galvani, reforçando o compromisso com a sustentabilidade econômica e social da região.
“Nós estamos exatamente crescendo bastante nesse sentido e sabendo que nós estamos gerando emprego, renda e, acima de tudo, desenvolvimento”, disse Carballal.
Segundo o presidente da CBPM, está previsto ainda, o envio de R$ 3 milhões para o município de Campo Alegre de Lourdes. “Nós vamos, esse ano, mandar R$ 1 milhão e R$ 2 milhões no ano que vem. Nós estamos trazendo desenvolvimento, associado ao crescimento econômico e também um desenvolvimento social e cultural do nosso povo”, celebrou.
Confira a entrevista na íntegra:
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