Joe Biden promete US$ 50 milhões para o Fundo Amazônia em visita ao Brasil
O valor ainda depende de aprovação no Congresso americano, que terá maioria republicana em 2025
Reprodução/Instagram @joebiden
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, chegou ao Brasil, neste domingo (17), onde realizou uma visita inédita à Amazônia. Durante o anúncio feito pela Casa Branca, foi revelado um compromisso de destinar mais US$ 50 milhões (aproximadamente R$ 290 milhões) ao Fundo Amazônia. Mesmo com esse aporte, Biden encerrará seu mandato sem atingir a meta prometida de investir US$ 500 milhões na preservação da floresta tropical.
A viagem também marca a participação de Biden na cúpula do G-20, no Rio de Janeiro, e destaca um fato histórico importante: ele será o primeiro presidente dos EUA em exercício a visitar a Amazônia, reforçando a importância do bioma nas relações bilaterais entre os países ao longo de 200 anos.
Fundo Amazônia e os desafios no Congresso
Principal iniciativa de cooperação internacional para proteger a floresta tropical, o Fundo Amazônia é financiado majoritariamente pela Noruega. O valor prometido por Biden ainda depende de aprovação pelo Congresso dos EUA, que terá maioria republicana a partir de 2025. A transição de poder, com a posse de Donald Trump em janeiro de 2025, representa um cenário desafiador para o avanço de pautas climáticas, já que Trump sinalizou intenção de retirar os EUA do Acordo de Paris e reverter políticas ambientais.
No ano passado, Biden havia anunciado um plano de contribuir com US$ 500 milhões ao Fundo Amazônia ao longo de cinco anos. Entretanto, o governo brasileiro demonstrou insatisfação com o valor inicial de US$ 50 milhões, considerado insuficiente por especialistas. A nova promessa de US$ 50 milhões ocorre em um momento politicamente delicado, com a pauta climática enfrentando resistência no Legislativo americano.
Para Suely Araújo, ex-presidente do Ibama e coordenadora de políticas públicas do Observatório do Clima, a visita de Biden à Amazônia simboliza um compromisso pessoal importante, mas os resultados concretos ainda são incertos. “É importante para um presidente em exercício visitar a Amazônia. Isso demonstra um compromisso pessoal do presidente”, afirmou. Contudo, ela acrescenta que é improvável que qualquer verba seja destinada ao Fundo Amazônia após a posse de Trump.
Medidas anunciadas
Além do novo aporte ao Fundo Amazônia, a Casa Branca anunciou iniciativas para fortalecer a preservação da floresta e combater as mudanças climáticas. Entre as medidas estão o lançamento de uma coalizão financeira para mobilizar pelo menos US$ 10 bilhões em investimentos públicos e privados até 2030, destinados à restauração de terras e projetos de bioeconomia. Outra ação envolve um empréstimo de US$ 37,5 milhões para a Mombak Gestora de Recursos Ltda., para financiar o reflorestamento em pastagens degradadas no Brasil.
Durante a visita, Biden também firmará uma proclamação que estabelece o dia 17 de novembro como o Dia Internacional da Conservação e destacará os esforços dos EUA em aumentar o financiamento climático internacional, que alcançará US$ 11 bilhões em 2024, seis vezes mais que no início de seu mandato.
Implicações políticas
Enfrentando desafios após a derrota democrata nas eleições, Biden tenta consolidar sua gestão como referência no combate à crise climática. A visita ao Brasil e os anúncios feitos buscam reforçar essa marca, mesmo diante das incertezas em relação ao futuro das políticas ambientais sob o governo republicano.
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