Biden concede perdão presidencial ao filho e gera controvérsia nos EUA
Decisão reverte declarações anteriores do presidente, que prometeu não usar poder de indulto em benefício de familiares
Instagram/@joebiden
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou, neste último domingo (1º), um perdão oficial ao seu filho, Hunter Biden, para poupar de possíveis sentenças de prisão por condenações federais relacionadas à posse ilegal de arma de fogo e evasão fiscal. A decisão reverte declarações anteriores do presidente, que prometeu não usar o poder de indulto em benefício de familiares.
Hunter Biden, de 54 anos, foi condenado, no início deste ano, por mentir sobre seu uso de drogas ao adquirir uma arma, além de se declarar culpado em um caso de evasão fiscal. O perdão ocorre enquanto Biden se prepara para deixar a Casa Branca em janeiro, após sua derrota nas eleições para Donald Trump.
Em comunicado oficial, Joe Biden classificou as acusações contra seu filho como resultado de um “erro judicial” e afirmou que Hunter foi alvo de perseguição devido à sua ligação familiar. “Nenhuma pessoa sensata que analise os fatos pode concluir outra coisa senão que meu filho foi escolhido por ser meu filho, e isso está errado”, declarou o presidente.
Biden também reiterou que evitou interferir nas decisões do Departamento de Justiça, mas criticou o que chamou de influência política no processo. “A política contaminou este caso, levando a uma injustiça. Confio no sistema judicial, mas as circunstâncias exigiram que eu agisse para corrigir esse erro”, acrescentou.
A decisão gerou críticas por contradizer afirmações anteriores do presidente e de sua equipe. Em setembro, a secretária de imprensa da Casa Branca havia garantido que Biden não usaria o poder de indulto em relação aos problemas legais de seu filho.
Hunter enfrentava duas principais acusações judiciais. Em um caso de junho, ele foi considerado culpado por mentir em um formulário federal ao afirmar que não usava drogas no momento da compra de uma arma em 2018. As leis federais proíbem a aquisição de armas por usuários de substâncias ilegais.
Além disso, Hunter enfrentava um julgamento por evasão fiscal na Califórnia, acusado de não pagar ao menos US$ 1,4 milhão em impostos. Em uma reviravolta, ele concordou em se declarar culpado de acusações menores no mesmo dia em que a seleção do júri estava começando.
As acusações federais de evasão fiscal poderiam resultar em até 17 anos de prisão, enquanto os crimes relacionados às armas poderiam levar a até 25 anos de reclusão. O acordo judicial foi negociado por David Weiss, procurador nomeado por Donald Trump, que posteriormente foi indicado como advogado especial para garantir autonomia no caso.
Hunter Biden justificou sua admissão de culpa como uma tentativa de poupar sua família de mais constrangimento e dor, especialmente após os detalhes de seu vício em crack serem amplamente divulgados durante o julgamento.
O perdão presidencial ocorre no contexto das tradições de fim de mandato nos Estados Unidos, quando presidentes costumam conceder indultos antes de deixar o cargo. O próprio Trump também concedeu indulto, no fim do seu primeiro mandato em 2021, a Charles Kushner, pai de seu genro e ex-assessor Jared Kushner, que é casado com sua filha mais velha, Ivanka Trump. Inclusive, neste último sábado (30), o presidente eleito anunciou que Charles vai assumir a Embaixada dos EUA na França.
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