Em visita à Indonésia, Lula confirma candidatura à reeleição e firma novos acordos bilaterais
Anúncio ocorreu em meio à visita oficial que marcou início de uma série de acordos de cooperação bilateral entre os dois países
Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou que será candidato à reeleição em 2026. A declaração foi feita, nesta quinta-feira (23), em Jacarta, durante encontro com o presidente da Indonésia, Prabowo Subianto, no Palácio Merdeka. O anúncio ocorreu em meio à visita oficial que marcou o início de uma série de acordos de cooperação bilateral entre os dois países.
“Vou completar 80 anos, mas pode ter certeza que estou com a mesma energia que tinha com 30 anos de idade. Pode ter certeza, vou disputar um quarto mandato no Brasil. Estou dizendo isso porque nós ainda vamos nos encontrar muitas vezes. Esse meu mandato só termina em 2026, no final do ano, mas eu estou preparado para disputar outras eleições”, disse Lula ao lado do presidente indonésio.
O encontro entre os dois líderes aconteceu em clima de descontração. Subianto, que completou 74 anos recentemente, convidou Lula, que faz aniversário na próxima segunda-feira (27), para uma celebração conjunta. A visita à Indonésia se estende até esta sexta-feira (24).
Brasil e Indonésia firmam novos acordos estratégicos
Durante a cerimônia no Palácio Merdeka, os governos do Brasil e da Indonésia assinaram atos e memorandos de cooperação em diferentes setores, com o objetivo de aprofundar as relações comerciais e tecnológicas. Entre os acordos, destacam-se as áreas de energia, mineração, agricultura, ciência, tecnologia, estatística e comércio.
Participaram do evento ministros e representantes empresariais dos dois países. O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, firmou um memorando com a Câmara de Comércio e Indústria da Indonésia (Kadin) para ampliar o fluxo de exportações e investimentos. O empresário Wesley Batista, da JBS, assinou um acordo voltado à exportação de proteína animal brasileira para o mercado indonésio.
Segundo o governo brasileiro, as parcerias representam um passo importante na diversificação das relações do país com o Sudeste Asiático, região estratégica para a expansão das exportações e o fortalecimento de cadeias produtivas sustentáveis.

Presidente defende comércio em moedas locais
Ao lado de Subianto, Lula também defendeu o avanço do comércio em moedas locais, sem depender do dólar, e ressaltou a importância de fortalecer o Sul Global.
“Brasil e Indonésia não querem uma nova Guerra Fria. Queremos comércio livre, multilateralismo, democracia comercial e não protecionismo”, afirmou o presidente brasileiro.
Atualmente, o intercâmbio entre os dois países gira em torno de US$ 6 bilhões anuais. Para Lula, o valor ainda é pequeno diante do potencial conjunto das duas economias, que somam quase 500 milhões de habitantes. Com os novos acordos, a expectativa é de uma cooperação mais profunda e diversificada entre as nações.
O presidente também agradeceu o apoio da Indonésia à realização da COP30, em Belém (PA), e defendeu a criação de mecanismos de financiamento para a preservação das florestas tropicais. Além disso, reafirmou o apoio brasileiro à entrada da Indonésia no Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), instituição ligada ao bloco Brics, e destacou a parceria ativa nos fóruns Brics e G20.
Indonésia reforça laços e agradece apoio ao Brics
O presidente Prabowo Subianto agradeceu o apoio do Brasil à adesão da Indonésia ao Brics e classificou a relação entre os países como “estratégica e de confiança”. Subianto também elogiou o papel do Brasil no Mercosul e nas iniciativas de proteção às florestas tropicais, reforçando a convergência de agendas ambientais entre as duas nações.
“Brasil e Indonésia são forças econômicas em crescimento e têm papel importante na construção de uma nova ordem internacional mais equilibrada”, disse o líder indonésio, que projetou um crescimento de 25% no comércio bilateral até 2026.
Sul Global e diplomacia econômica
Com a visita à Indonésia, Lula reforça a estratégia diplomática de aproximação com países do Sul Global, ampliando o eixo de cooperação Sul-Sul e diminuindo a dependência de blocos tradicionais. Em 2024, o presidente já havia realizado encontros estratégicos com líderes da África do Sul, China e Vietnã, alinhando pautas de comércio sustentável e governança climática.
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