Deputado italiano pede extradição e revogação da cidadania de Carla Zambelli
Em maio, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou deputada a dez anos de prisão e à perda do mandato
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
O deputado italiano Angelo Bonelli, do partido Europa Verde, enviou, nesta quarta-feira (4), um ofício ao governo da Itália solicitando a extradição da deputada brasileira Carla Zambelli (PL-SP) e a revogação de sua dupla cidadania.
A medida ocorre após a parlamentar anunciar que pretende residir na Europa, após deixar os Estados Unidos, onde se encontra desde 25 de maio. Em maio, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Zambelli a dez anos de prisão e à perda do mandato por envolvimento na invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
No ofício, encaminhado aos ministros italianos dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação Internacional, do Interior e da Justiça, Bonelli invoca a legislação do país que prevê a revogação da cidadania para condenados por crimes como tentativa de golpe, incitação à subversão e violação da ordem política e jurídica do Estado. O deputado afirmou que Zambelli se encaixa nesses critérios após sua condenação pelo STF.
Pedido inclui cooperação com Interpol
Bonelli relatou que Zambelli declarou que deixaria os Estados Unidos para viver na Itália, onde, segundo ele, acredita estar protegida de punições.
“A Itália arrisca se tornar um paraíso para gente condenada. Esperamos uma resposta clara do governo, no sentido de extraditar Carla Zambelli para o Brasil”, escreveu o parlamentar em publicação no X (antigo Twitter).
O documento também solicita aos ministros que informem “quais medidas urgentes os ministros interpelados, cada um no âmbito de sua competência, pretendem adotar para cumprir as disposições, no caso de Carla Zambelli, contidas na Lei 144/1991 que estabelece os procedimentos de extradição de pessoas entre a Itália e o Brasil, colaborando desde já com a Interpol”.
No ofício, Bonelli apresenta um histórico detalhado das ações de Zambelli que levaram à sua condenação no Brasil. Ele menciona a decisão do STF, proferida em 14 de maio, que determinou a pena de prisão e a perda do mandato parlamentar por participação no ataque hacker contra o CNJ, realizado em 2023 ao lado de Walter Delgatti Neto. Na ocasião, foi emitido um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes.
Cidadania italiana pode ser revogada por crimes políticos
Além da condenação pelo STF, Bonelli destaca no documento a atuação da deputada durante as eleições de 2022. Conforme relata, ela “propagou fake news sobre as urnas eletrônicas e sobre o aplicativo e-Título, sugerindo manipulações contra o presidente eleito Lula. Por isso, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lhe impôs pesadas multas e ordenou a remoção dos conteúdos”.
O deputado também menciona decisão da Justiça Eleitoral paulista que anulou o mandato de Zambelli. “Em janeiro de 2025, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) anulou seu mandato e a declarou inelegível por oito anos, devido à disseminação de desinformação sobre o sistema eleitoral durante as eleições de 2022”, diz o texto enviado aos ministros italianos.
Outro episódio citado é o processo que Zambelli responde no STF por perseguir um homem armada com uma pistola nas ruas de São Paulo, na véspera do segundo turno das eleições presidenciais de 2022. O caso também reforça o argumento de Bonelli sobre a gravidade das ações da parlamentar.
Deputada mencionou mudança para a Itália
No ofício, Bonelli afirma que a deputada teria deixado o Brasil em 25 de maio de 2025 e se encontra atualmente em Miami, nos Estados Unidos. A informação é reforçada por declaração feita por Zambelli à CNN Brasil na terça-feira (3), em que ela confirmou os planos de seguir para a Itália.
Com base nessas informações, o deputado europeu solicita que os ministros adotem providências para barrar a presença de Zambelli no país e evitar a concessão de asilo político. Segundo Bonelli, a permanência da deputada em território italiano representaria um risco à imagem internacional do país.
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