Brasil domina e conquista primeira vitória da história sobre Senegal
Seleção mostra desempenho sólido, abre vantagem com atuação de destaque de Casemiro e mantém segurança defensiva
Rafael Ribeiro/CBF
A seleção brasileira mostrou força e maturidade, neste sábado (15), em um dos testes mais relevantes antes da Copa do Mundo de 2026, no Emirates Stadium, em Londres. O time venceu Senegal por 2 a 0, resultado que marcou a primeira vitória brasileira sobre os senegaleses na história. Até então, o duelo registrava um empate, em 2019, e uma derrota, em 2023. O triunfo ganha ainda mais peso ao encerrar uma série invicta de 26 partidas da equipe africana, que não perdia desde setembro de 2023.
O desempenho convincente reforçou a evolução do trabalho de Carlo Ancelotti. O Brasil mostrou setores mais coordenados, construção ofensiva eficiente e controle do jogo durante boa parte dos 90 minutos. Casemiro teve atuação dominante no meio-campo, enquanto Estevão voltou a brilhar: marcou pela quarta vez em seis partidas com a seleção principal e consolidou sua ascensão rápida no lado direito do ataque. Em sintonia com Vini Jr., Rodrygo e Matheus Cunha, o jovem ganhou protagonismo, enquanto Éder Militão — alternando entre lateral e zaga — se destacou como peça essencial no sistema híbrido proposto pelo treinador.
Escalações e estratégias iniciais
Carlo Ancelotti levou a campo a mesma estrutura que havia utilizado na vitória contra a Coreia do Sul, com Éder Militão e Alex Sandro nas laterais e Marquinhos ao lado de Gabriel Magalhães na zaga. No meio-campo, Casemiro, Bruno Guimarães e Matheus Cunha compuseram o setor, enquanto Estevão, Rodrygo e Vini Jr. formaram o trio ofensivo.
Senegal, por sua vez, ajustou sua formação para enfrentar o Brasil. O treinador Pape Thiaw acrescentou mais um meio-campista e colocou Pape Sarr no lugar do atacante Nicolas Jackson, fortalecendo o setor central. Antoine Mendy assumiu a lateral direita no lugar de Diatta, enquanto Sadio Mané e Ismaila Sarr revezavam entre o centro e o lado esquerdo, buscando explorar espaços deixados pela defesa brasileira.
Primeiro tempo de domínio brasileiro
O Brasil fez um dos melhores primeiros tempos da “era Ancelotti”. A equipe foi extremamente dominante, pressionando a saída de bola de Senegal de maneira coordenada e intensa. Como base da estratégia, o time aplicou encaixes individuais bem definidos, com Estevão e Vini Jr. forçando erros da dupla Koulibaly–Niakhaté, enquanto Rodrygo acompanhava Antoine Mendy.
O comportamento agressivo da marcação — coordenado entre todas as linhas — sufocou Senegal, que se viu repetidamente sem espaços e sem tempo para elaborar jogadas. Essa abordagem rendeu roubos de bola no campo ofensivo, que se transformaram em oportunidades claras de gol. Logo no primeiro minuto, Vini Jr. obrigou Edouard Mendy a fazer grande defesa.
Matheus Cunha, em contragolpe veloz, acertou a trave esquerda. Logo depois, Mendy fez outras duas defesas importantes, evitando gols de Vini e Rodrygo. A produção ofensiva brasileira era intensa e variada, com Militão alternando entre apoiar os zagueiros e atacar em amplitude, criando superioridade numérica.
Casemiro brilha e decide antes do intervalo
O primeiro tempo foi marcado pela atuação impecável de Casemiro, dominante em todas as fases do jogo. Com liberdade para avançar quando Militão e Alex Sandro seguravam a linha, o volante comandou a criação e o combate no meio-campo.
Aos 28 minutos, após condução do camisa 5 pela entrada da área, a bola sobrou para Estevão, que finalizou com precisão e abriu o placar. O jovem atacante segue sendo um dos principais destaques do ciclo, cada vez mais consolidado como titular.
Minutos depois, em cobrança ensaiada de falta, Rodrygo achou Casemiro na segunda trave. O volante dominou e finalizou no ângulo, marcando um golaço e ampliando para 2 a 0 — placar que daria tranquilidade para o restante da partida.
O Brasil ainda levou perigo em outras ações ofensivas, com boas trocas entre Bruno Guimarães, Estevão e Matheus Cunha. A agressividade dos volantes, que se comportavam quase como meias, foi crucial para manter Senegal sob pressão constante.
Senegal reage no segundo tempo, mas Brasil se mantém firme
O segundo tempo começou mais movimentado. Pape Sarr se lesionou nos primeiros minutos, abrindo espaço para a entrada de Nicolas Jackson. A mudança deixou Senegal mais ofensiva. Em seguida, Ederson cometeu erro na saída de bola e Ndiaye acertou a trave, quase descontando.
O Brasil respondeu imediatamente, também pressionando a saída adversária. Em erro de Mendy, Casemiro interceptou e Rodrygo quase marcou, mas Koulibaly bloqueou no momento decisivo. Vini Jr. continuou sendo um dos mais perigosos, vencendo duelos individuais e puxando contragolpes, ainda que com dificuldade na finalização das jogadas.
A defesa precisou ser reorganizada após lesão de Gabriel Magalhães, substituído por Wesley. Militão voltou à função original de zagueiro, enquanto João Pedro entrou para dar mais mobilidade ao ataque.
Ajustes finais e controle até o apito final
Com o passar do tempo, o Brasil diminuiu a intensidade na pressão e passou a marcar em bloco médio ou baixo. Senegal teve mais posse de bola e chegou com Mané e Ismaila Sarr, mas a defesa brasileira se manteve firme, com boas intervenções de Wesley e segurança de Marquinhos.
Nos minutos finais, Ancelotti promoveu novos ajustes, colocando Lucas Paquetá, Luiz Henrique, Fabrício Bruno e Caio Henrique, reorganizando a equipe para controlar o ritmo do jogo. A Seleção terminou a partida com Militão novamente como lateral-direito e Wesley avançado pelo lado oposto.
Mesmo com a postura mais conservadora, o Brasil manteve o controle e administrou a vantagem até o apito final, consolidando uma vitória importante e simbólica na construção de um time cada vez mais sólido.
Último compromisso da seleção brasileira em 2025
A seleção brasileira encerra sua agenda na temporada de 2025 na próxima terça-feira (18), em duelo contra a Tunísia, marcado para as 16h30 (horário de Brasília). A partida será disputada no estádio Decathlon, em Lille, na França, e fecha oficialmente o calendário anual da equipe.
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