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Sebo Brandão, mais antigo de Salvador, fechará as portas até julho

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Acervo de cerca de 100 mil livros nas estantes estão sendo vendidos com até 50% de desconto 

O Sebo Brandão, mais antigo de Salvador, fechará as portas até julho. A notícia pegou de surpresa vários amantes da leitura e frequentadores antigos do local que funciona há 55 anos na Rua Ruy Barbosa, no Centro da capital baiana. Cerca de 100 mil livros presentes nas estantes estão sendo vendidos com até 50% de desconto, mas o pagamento deve ser feito em dinheiro ou Pix.

“O Sebo Brandão BAHIA, primeiro sebo de Salvador e referência no comércio de livros, está com ofertas imperdíveis em todo o seu acervo que contempla dezenas de milhares de obras em todas as áreas do conhecimento humano incluindo diversas raridades. Além disso, oferece frete gratuito em compras pela Estante Virtual (www.estantevirtual.com.br/sebobrandaobahia) a partir de R$ 30,00 (pedidos até 1850 g)”, diz o comunicado no Instagram.

O sebo foi criado em 1969 pelos irmãos pernambucanos Eurico e João Brandão, a convite do ex-governador Luís Vianna Filho, que comandou a Bahia entre 1967 e 1971. Eurico tinha um sebo em Recife na época e o político sempre visitava o local quando viajava a Pernambuco. Desde então, o Sebo Brandão sempre funcionou no mesmo endereço que é conhecido como a rua dos “antiquários” e possuía frequentadores ilustres como o escritor João Ubaldo Ribeiro e também de outro ex-governador: o médico Roberto Santos, que faleceu em 2021 aos 94 anos e governou o Estado entre 1975 e 1979. Eurico conta que foi o primeiro livreiro a chamar a loja que vende livros usados de “sebo” no país e tentou registrar o termo, mas não conseguiu.

O pernambucano resolveu expandir o negócio e abriu, nos anos 70, uma loja em São Paulo. Em 2012, a sociedade entre Eurico, hoje com 95 anos, e seu irmão mais novo João foi finalizada. Desde então, Eurico passou a gerir o sebo Brandão com a ajuda de sua filha Vera Brandão. No entanto, com falecimento de sua filha em fevereiro deste ano e sua idade avançada, ele voltou a morar em Recife. Já o sebo em São Paulo é comandado pelo seu outro filho Eurico Brandão Júnior e receberá o acervo estimado em quase 1 milhão de livros – se levado em conta todas publicações em português, inglês, alemão e italiano também guardadas em um depósito no bairro de Abrantes, em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). A loja que funciona desde a década de 70 no centro da capital paulista continuará aberta na Rua Conde de Pinhal, 42. 

Inclusive, Júnior está na capital baiana para finalizar o levantamento do acervo e está à frente da liquidação para o fechamento do negócio. Já seu tio, João Brandão, mantém outro sebo que leva seu nome desde o fim da parceria em 2012 e funciona quase em frente ao antigo, na mesma rua Ruy Barbosa. Ele garante que o local, com mais de 30 mil livros, não fechará as portas.

Aninha Franco

O fim das atividades do Sebo Brandão foi lamentado pela escritora, dramaturga e diretora Aninha Franco. Frequentadora assídua do local desde sua adolescência quando estudava no Colégio Central, ela conta que possui um acervo pessoal de 17.042 livros em sua casa, sendo pelo menos 5 mil deles comprados com seu Eurico após muita ‘pechincha’ e ‘chororô’.

“Saí chorando do Sebo Brandão, segunda-feira, e voltei ontem, terça, para entender melhor a situação, que parece irreversível. Uma das mais importantes casas de livros usados do Brasil está liquidando seu Acervo com descontos significativos. Os livros não vendidos irão para a casa de São Paulo. E haverá apenas o Sebo Brandão de João Brandão na Rua Ruy Barbosa. Como desde os Anos 1960, comprei obras importantíssimas na Casa”, pontuou Aninha Franco.

 
 
 
 
 
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