Retrospectiva cultural de Salvador em 2025 celebra shows, festivais e nova geração da música baiana
Do Axé aos 40 Carnavais ao pagodão que virou fenômeno, cidade viveu um calendário intenso e já entrou no radar do Verão 2026
Jefferson Peixoto/PMS
A retrospectiva cultural de Salvador em 2025 mostra um ano marcado pela diversidade, pela força das tradições populares e pela renovação artística. Com o tema “Axé Music – 40 Carnavais” guiando o Carnaval, a cidade viveu uma agenda contínua de shows, festivais, exposições, espetáculos de dança e teatro, em diálogo permanente com o legado de Gilberto Gil, Caetano Veloso e Maria Bethânia, cujas trajetórias seguem como referência estética e simbólica para a música produzida na capital baiana.
Do verão ao Réveillon, Salvador reafirmou seu protagonismo como um dos principais polos culturais do Brasil. O período também consolidou fenômenos musicais, como O Kanalha, que levou o pagodão baiano ao mainstream nacional, e o Àttooxxa, referência do pagodão eletrônico de vanguarda, além de fortalecer a nova música baiana com artistas como Luedji Luna, Rachel Reis, Jadsa, Nara Couto e Fatel, que circularam por grandes palcos e festivais.
Tradição, inovação e projeção para 2026
Do verão ao Réveillon, Salvador uniu tradição e inovação, com uma cena que dialogou com a ancestralidade afro-baiana e as linguagens contemporâneas do pop, do rock alternativo e da música experimental, mantendo viva a herança criativa eternizada por Gil, Caetano e Bethânia. Ao mesmo tempo, o calendário já começou a projetar 2026, com a confirmação de grandes eventos como o Festival de Verão de Salvador e a expectativa de mais uma edição robusta do Carnaval, mantendo no centro do palco artistas consagrados e nomes que se firmaram ao longo de 2025.
Janeiro: verão, grandes festivais e aquecimento para o Carnaval
Janeiro concentrou alguns dos maiores eventos do ano. O destaque absoluto foi o Festival de Verão de Salvador 2025, realizado nos dias 25 e 26, no Parque de Exposições, reunindo Ivete Sangalo, Léo Santana, Daniela Mercury, Bell Marques, Alok, Natiruts (turnê de despedida), Ana Castela, Ludmilla, BaianaSystem com Marcelo D2 e BNegão e o encontro histórico Luiz Caldas & Saulo. Paralelamente, os Ensaios de Verão de Olodum, Timbalada, Harmonia do Samba e Léo Santana dominaram o Pelourinho e grandes casas de show, dando o tom do ano cultural.
Fevereiro: início do Carnaval e celebração da MPB
Fevereiro foi marcado pelas festas tradicionais, com destaque para o Dia de Iemanjá, no Rio Vermelho, reunindo milhares de fiéis e shows populares. No fim do mês, teve início o Carnaval de Salvador 2025, já sob o clima de celebração dos 40 anos do Axé Music, com trios elétricos, blocos e homenagens a artistas que construíram a história do gênero.

Além do Carnaval, no dia 8 de fevereiro, Caetano Veloso e Maria Bethânia realizaram, na Arena Fonte Nova, o segundo show da turnê conjunta dos irmãos baianos. A apresentação reuniu público local e turistas de diferentes regiões do país, consolidando Salvador como parada estratégica da turnê.
O repertório percorreu sucessos como “Sozinho”, “Leãozinho”, “Explode Coração” e “Brincar de Viver”, além de homenagens a Gilberto Gil e Gal Costa, relembrando a trajetória dos Doces Bárbaros. O espetáculo também incluiu momentos de espiritualidade, com a interpretação da canção gospel “Deus Cuida de Mim”, e emocionou fãs que viajaram especialmente para assistir à apresentação na terra natal dos artistas. A noite reforçou o papel de Salvador como espaço de memória viva da música popular brasileira.
Março: ressaca do Carnaval e fortalecimento do circuito cultural
Março marcou a transição do Carnaval para uma programação mais diversa e simbólica. Um dos pontos altos do mês foi o primeiro show da turnê de despedida “Tempo Rei”, de Gilberto Gil, realizado no dia 15 de março, na Arena Fonte Nova. Com o estádio lotado, o artista revisitou mais de cinco décadas de carreira, apresentou clássicos como “Esperando na Janela”, “Se Eu Quiser Falar Com Deus” e “Aquele Abraço”, e contou com participações de Russo Passapusso e Margareth Menezes.
O espetáculo foi marcado por momentos de forte emoção, como a homenagem à filha Preta Gil, e por manifestações políticas durante a canção “Cálice”, quando o público entoou gritos de “sem anistia”, reforçando o caráter histórico e engajado da apresentação. No mesmo mês, o Show Especial do Mês da Mulher, com Larissa Luz convidando Ana Mametto e Luedji Luna, lotou a Concha Acústica do TCA, enquanto Daniela Mercury apresentou o espetáculo “O Canto da Cidade” em formato solo.
Abril: aniversário de Salvador e encontros simbólicos
Abril marcou a celebração dos 476 anos de Salvador, com uma programação distribuída ao longo do mês e centrada no projeto Viva Salvador, que promoveu ocupações culturais em espaços históricos e reforçou o vínculo entre música, memória e identidade urbana.
O maior destaque foi “A Benção, Salvador”, realizado em 30 de abril, na Praça Municipal. O espetáculo reuniu Àttooxxa, Russo Passapusso, Pabllo Vittar, Rachel Reis e Larissa Luz em um encontro que mesclou música eletrônica, pop e ritmos de matriz africana, simbolizando a diversidade sonora que define a capital baiana.
A agenda de abril também contou com o concerto da Orquestra Afrosinfônica com Marisa Monte, na Concha Acústica do TCA, considerado um dos momentos mais marcantes do mês, além da realização do 20º Panorama Internacional Coisa de Cinema, que movimentou o Cine Glauber Rocha e consolidou Salvador no circuito audiovisual nacional.
Maio: grandes vozes e protagonismo nos palcos
Com a chegada de temperaturas mais amenas, maio direcionou o circuito cultural para arenas, teatros e casas de espetáculo, privilegiando apresentações de grandes intérpretes da música brasileira e produções de maior densidade artística. O ponto alto foi o show de Djavan, com a turnê “D”, que lotou a Arena Fonte Nova e percorreu sucessos de diferentes fases de sua carreira.
Poucos dias depois, Alcione emocionou o público ao celebrar 50 anos de trajetória em uma apresentação histórica na Concha Acústica, reforçando o peso simbólico do mês. No teatro, o monólogo “E Eu Com Tudo Isso?”, da jornalista e atriz baiana Maíra Azevedo (Tia Má), teve temporada de grande repercussão, unindo humor e crítica social e ampliando o alcance do debate sobre racismo e identidade no cenário cultural da cidade.
Junho: São João descentralizado e força dos festejos juninos em Salvador
Junho foi marcado pela consolidação dos festejos de São João em Salvador, que em 2025 se organizaram em três grandes polos e em um circuito alternativo, ampliando o alcance das celebrações pela cidade. A programação reforçou a diversidade musical do período, mesclando forró tradicional, sertanejo e piseiro, e distribuiu grandes atrações por diferentes regiões da capital, fortalecendo o caráter descentralizado do calendário junino.
O Parque de Exposições, na Avenida Paralela, concentrou o maior volume de público e recebeu nomes de grande projeção nacional, como João Gomes, Simone Mendes, Xand Avião, Bell Marques, Léo Santana, Gustavo Mioto, Dorgival Dantas, Pablo e Zé Vaqueiro, reafirmando o espaço como o principal palco dos festejos juninos em Salvador. A estrutura de grande porte e a sequência de shows ao longo da semana atraíram moradores e turistas, consolidando o local como referência do São João na capital.
No Pelourinho, o foco esteve no forró tradicional e nas raízes nordestinas, com apresentações de Flávio José, Geraldo Azevedo, Alceu Valença, Falamansa, Adelmario Coelho e Santanna O Cantador, que ocuparam largos e praças do Centro Histórico. Já no Subúrbio Ferroviário, o polo de Paripe levou atrações populares como Bell Marques, Solange Almeida, Natanzinho Lima e Manu Bahtidão à Praça João Martins. Enquanto o Arraiá da Prefs, na região da Praça Municipal e da Rua Chile, promoveu cortejos, festival de quadrilhas, aulas de forró e shows de trios nordestinos tradicionais, reforçando o aspecto comunitário e formativo da festa.
Julho: identidade baiana e força da percussão
Julho foi marcado pelas celebrações do 2 de Julho, data magna da Bahia, que em 2025 adotou o tema “Eu sou o 2 de Julho”, ampliando o diálogo entre civismo, memória histórica e manifestações culturais contemporâneas. Com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no tradicional cortejo cívico, que percorreu o trajeto da Lapinha ao Campo Grande, a festa foi encerrada com o Baile da Independência, sob comando da Orquestra do Maestro Fred Dantas, reforçando o caráter festivo e musical da data.
O mês também foi marcado pelo XIV Festival Internacional de Percussão, que ocupou o Pelourinho e o Solar do Unhão, reunindo artistas do Brasil e do exterior. Além disso, o Rock BA, realizado no subúrbio ferroviário, valorizou a produção autoral local e ampliou a diversidade sonora da programação.
Agosto: grandes públicos e devoção popular
Agosto se destacou pela concentração de eventos de grande porte, especialmente ligados aos gêneros do arrocha e do samba, atraindo públicos expressivos aos principais espaços da capital baiana. O 10 Horas de Arrocha, no Wet Salvador, consolidou-se como um dos maiores festivais do gênero no país, reunindo artistas como Nadson Ferinha, Silvanno Salles e Tayrone em apresentações que atravessaram a madrugada. Já Zeca Pagodinho celebrou 40 anos de carreira no Armazém Convention, em um show que reuniu diferentes gerações do samba.
O mês também foi marcado pela religiosidade cultural, com as festas de Santa Dulce dos Pobres e São Roque, que tomaram as ruas do Bonfim e do Lazareto, unindo procissões, shows e manifestações populares que reafirmam a dimensão espiritual da cultura soteropolitana.
Setembro: ocupação urbana e diversidade cultural
Setembro foi um dos meses mais intensos do calendário cultural de Salvador, marcado pela ocupação dos espaços públicos e pela convivência entre diferentes expressões artísticas e culturais. O Festival de Cultura Japonesa – Bon Odori reuniu milhares de pessoas no Parque de Exposições, com danças tradicionais, apresentações de taikô e gastronomia típica, enquanto a 11ª edição do Festival da Primavera espalhou música, artes visuais e performances por diversos bairros da cidade.
Entre os destaques estiveram o encerramento “Raul de Todos os Santos”, no Rio Vermelho, o tradicional Pôr do Sol no Humaitá com Jammil. Além disso, a Bienal do Livro Bahia e a Maratona Salvador – que misturou esporte, shows e ocupação urbana, reforçando o caráter plural do mês.
Outubro: diversidade musical e o esquenta oficial para o verão
Outubro consolidou-se como o esquenta oficial para o verão baiano, reunindo festivais de música alternativa, grandes shows e encontros simbólicos da cena cultural de Salvador. O destaque ficou para o Festival Sangue Novo, nos dias 18 e 19, no Trapiche Barnabé, que reforçou a renovação musical ao reunir Nação Zumbi, Larissa Luz, Duda Beat, Don L e Linn da Quebrada. Também teve o Festival Nova Bahia, realizado no Museu de Arte Moderna (MAM), com foco na produção contemporânea baiana e apresentações de Filhos de Jorge e Sofia Pitta.
Os grandes espaços da cidade também foram ocupados por turnês nacionais de peso. Thiaguinho levou a Tardezinha à Arena Fonte Nova, enquanto Bruno & Marrone se apresentaram no Wet Salvador. Já o Capital Inicial celebrou 25 anos do projeto Acústico no Armazém Convention, ampliando a diversidade de públicos e gêneros ao longo do mês.
A programação de outubro incluiu ainda encontros marcantes em teatros e espaços históricos. A Concha Acústica do Teatro Castro Alves (TCA) recebeu o concerto sinfônico de Carlinhos Brown com a Orquestra Ouro Preto, e o duo Anavitória voltou à cidade com nova turnê. O mês também evidenciou nomes em ascensão, como a rapper Duquesa, e celebrou os 25 anos do grupo Saiddy Bamba, em show gratuito na Cruz Caída, reforçando o diálogo entre tradição e renovação que antecipou o clima do verão cultural de Salvador.
Novembro: cultura preta, grandes vozes e cena independente
Novembro teve como ponto alto o Afropunk Brasil, no Parque de Exposições, reafirmando Salvador como epicentro da cultura preta e afro-diaspórica. O mês também foi marcado pela estreia, no dia 15 de novembro, da turnê Maria Bethânia – 60 anos de carreira, na Concha Acústica do Teatro Castro Alves. Com ingressos esgotados, o espetáculo reuniu música, poesia, religiosidade e homenagens, com um repertório que ultrapassou 40 canções e leituras de textos de Clarice Lispector, Davi Kopenawa e Herberto Helder.
Momentos como a interpretação de “Podres Poderes”, a homenagem a Rita Lee e o bis com “Reconvexo” transformaram a apresentação em um dos eventos mais emblemáticos do calendário cultural do ano. Paralelamente, a Feira Noise destacou nomes da música independente nacional, ampliando o alcance da cena alternativa.
Dezembro: grandes shows, ensaios de verão, artes visuais e a transição para o Verão baiano
Dezembro marcou o auge da transição entre o ciclo das festas populares e o início do Verão em Salvador, reunindo grandes shows, tradições religiosas e a consolidação de novas cenas musicais. O principal destaque do mês foi o Festival HIT Salvador, realizado no dia 6 de dezembro, no Wet Salvador, que reforçou a presença do trap e do rap no calendário cultural da cidade, com apresentações de Matuê, Filipe Ret, Orochi e do baiano Alee, confirmando o crescimento do gênero entre o público local e nacional.
Paralelamente, os Ensaios de Verão retomaram força como termômetro do Carnaval. O Universo Timbalada ocupou o Candyall Guetho Square nos dias 7 e 21 de dezembro, reunindo foliões e reafirmando a força da percussão afro-baiana sob o comando de Denny Denan e Buja Ferreira. No dia 14, o Sarau du Brown transformou o Candeal em um grande encontro musical liderado por Carlinhos Brown, promovendo a fusão entre tradição, improviso e participação de artistas convidados. No dia 20, Gilberto Gil encerrou a passagem da turnê ‘Tempo Rei’ na Bahia com participação de Carlinhos Brown, Ivete Sangalo e Daniela Mercury.
As festas populares também marcaram o mês, com a Festa de Santa Bárbara, em 4 de dezembro, no Pelourinho, e a celebração de Nossa Senhora da Conceição da Praia, em 8 de dezembro, no Comércio, reforçando a convivência entre o sagrado e o profano no Centro Histórico. No campo da experimentação sonora, o projeto Salceruh, que reúne Rafa Dias, O Salamanka e Zamba, destacou-se ao misturar música eletrônica com ritmos ancestrais baianos. Enquanto as artes visuais encerraram o ano com a exposição “A Olho Nu”, de Vik Muniz, no MAC Bahia, e o Festival da Virada Salvador deu início à programação do Réveillon 2026, projetando a capital para mais uma temporada de intensa efervescência cultural.
Fenômenos musicais que marcaram Salvador em 2025
O principal fenômeno musical de Salvador em 2025 foi O Kanalha, nome que levou o pagodão baiano a um novo patamar de visibilidade nacional. Com o hit “O Baiano Tem o Molho”, o artista furou a bolha regional, tornou-se trilha de campanhas, viralizou nas redes sociais e passou a frequentar grandes festivais e premiações. Em Salvador, liderou trios elétricos no Carnaval, foi presença constante em eventos de grande porte e consolidou o pagodão como um dos gêneros mais populares do ano. A conquista do Prêmio Multishow 2025, na categoria Axé e Pagodão, simbolizou o reconhecimento institucional de um movimento nascido nas periferias da capital baiana.

Outro destaque do mainstream foi o avanço do pagodão eletrônico e de vanguarda, com o Attooxxa mantendo protagonismo em festivais como o Afropunk Brasil. O grupo seguiu influenciando novas linguagens do gênero ao misturar música eletrônica, estética urbana e tradição afro-baiana, reafirmando Salvador como laboratório sonoro do país.
Novos artistas e consolidação da nova música baiana
A cena contemporânea de Salvador viveu um momento de forte afirmação em 2025, especialmente com artistas que dialogam com MPB, pop, rock alternativo e experimentação sonora. Luedji Luna manteve sua consolidação nacional, vencendo o Prêmio Multishow 2025 na categoria MPB do Ano e recebendo indicação ao Grammy Latino com o álbum Um Mar Pra Cada Um. Sua trajetória reforçou o papel da capital baiana como formadora de artistas com projeção internacional.

Rachel Reis seguiu em ascensão e tornou-se um dos principais nomes da nova geração. Em 2025, recebeu segunda indicação ao Grammy Latino pelo álbum Divina Casca, lançado em abril, além de circular por festivais e teatros de Salvador, conectando a estética pop à herança afro-baiana. Já Jadsa reafirmou a força do rock alternativo baiano, sendo indicada ao Grammy Latino na categoria Melhor Álbum de Rock ou Música Alternativa em Língua Portuguesa com Big Buraco, disco que também ganhou lançamento especial na cidade.
Força da cena alternativa e dos festivais independentes
Além dos nomes já consolidados, 2025 foi um ano decisivo para artistas que ganharam visibilidade no circuito alternativo. Nara Couto, Fatel, Natascha Falcão, Camila Yasmine, Matheus Torres, A Dama e Yan Cloud tiveram presença constante em festivais como o Festival do Bosque e o Zona Mundi, mostrando a diversidade estética da nova música baiana, que vai do forró contemporâneo ao pop experimental e à música eletrônica.
No circuito de espaços culturais como o Teatro Gamboa e o Trapiche Barnabé, novos talentos ampliaram o alcance da cena local. Sofia Pitta despontou como promessa do pop alternativo, enquanto AnaLuz de Verdade, Yan Paiva e Rachel Lessa se destacaram por projetos autorais que unem performance, música e identidade. Esses artistas consolidaram Salvador, em 2025, como um território fértil para a renovação musical, equilibrando tradição e experimentação.
Verão, pré-Carnaval e grandes eventos já confirmados para 2026
O Pôr do Som, tradicional evento idealizado por Daniela Mercury, abre oficialmente o calendário cultural de 2026 e está programado para o dia 1º de janeiro, no Farol da Barra, com acesso gratuito. Durante apresentação em Salvador, Daniela confirmou Ivete Sangalo como convidada especial, além de Geraldo Azevedo e Vânia Abreu, reforçando o caráter simbólico do espetáculo como ritual de abertura do ano e ponto de partida do verão cultural da cidade. Com apoio do Governo da Bahia, o Pôr do Som mantém sua posição como um dos encontros mais emblemáticos do calendário soteropolitano.
O calendário cultural de Salvador continua intenso, mantendo a lógica que marcou 2025: verão forte, grandes festivais e protagonismo da música popular baiana. O Festival de Verão de Salvador 2026, previsto para 24 e 25 de janeiro, já aparece como um dos principais motores da temporada, com um perfil diverso que conecta artistas consolidados e nomes que ganharam força em 2025. Estão previstos shows de Ivete Sangalo, Caetano Veloso, Ney Matogrosso, Rachel Reis (com participação de Márcio Victor), Léo Santana, Péricles, Belo, Luísa Sonza, Wesley Safadão com Elba Ramalho e o projeto Dominguinho, formado por João Gomes, Jota.Pê e Mestrinho – fenômeno que ganhou projeção nacional no ano anterior.
Antes do Carnaval, a cidade também deve manter o calendário tradicional de festas populares e eventos de rua, como a Lavagem do Bonfim. Além disso, os ensaios e cortejos que antecedem a folia vão movimentar os circuitos da folia momesca, a exemplo de Fuzuê, Furdunço e Pipoco, reforçando a ocupação cultural do Centro Histórico, da orla e dos bairros.
O Carnaval de Salvador 2026, previsto para fevereiro, segue como principal eixo cultural do início do ano, com expectativa de trios elétricos e apresentações de artistas recorrentes da festa. Entre eles, Ivete Sangalo, Bell Marques, Claudia Leitte, Léo Santana, Saulo, Harmonia do Samba, Olodum e Ilê Aiyê, mantendo a centralidade do Axé, do pagodão e das manifestações afro-baianas.
Guns N’ Roses pela primeira vez em Salvador
Salvador receberá pela primeira vez um show do Guns N’ Roses, marcado para o dia 15 de abril de 2026, na Arena Fonte Nova. A apresentação integra a turnê Because What You Want and What You Get Are Two Completely Different Things e representa um marco para o cenário musical da capital baiana, que nunca havia sediado uma apresentação da banda liderada por Axl Rose, Slash e Duff McKagan. O público deve acompanhar um repertório repleto de clássicos que marcaram a história do rock mundial.
Além do anúncio inédito, a Arena Fonte Nova informou que está em negociações avançadas com artistas nacionais e atrações internacionais, principalmente dos segmentos de pop e rock, para ampliar o calendário de shows em 2026. A proposta é fortalecer Salvador como destino estratégico de grandes turnês, movimentando o setor cultural, o turismo e a economia local, com eventos de grande porte ao longo do próximo ano.
Continuidade dos festivais, novos fenômenos e fortalecimento da cena local
Além do verão, 2026 já se desenha como um ano de continuidade dos grandes festivais e da cena alternativa, seguindo o movimento observado em 2025. Eventos como o Afropunk Brasil, festivais independentes e encontros musicais de médio porte tendem a permanecer no calendário, fortalecendo o espaço para a cultura preta, a música experimental, o pop alternativo, o rock e o pagodão de vanguarda. Artistas que se consolidaram em 2025, como O Kanalha, Luedji Luna, Rachel Reis, Jadsa, Attooxxa e novos nomes da cena alternativa, aparecem como apostas naturais para ocupar palcos relevantes em 2026, seja em festivais, seja em temporadas de shows em teatros e espaços culturais.
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