Show de Gilberto Gil em Salvador marca início da turnê “Tempo Rei” com emoção, protestos e homenagens
Espetáculo de despedida teve participações especiais e uma homenagem emocionante à filha Preta Gil, além de protestos contra a Ditadura Militar
Reprodução/Instagram @gilbertogil
O primeiro show da turnê “Tempo Rei” de Gilberto Gil aconteceu no sábado (15), na Arena Fonte Nova, em Salvador, com um espetáculo de emoções, protestos e recordações que marcaram a trajetória do artista. Tendo um público que lotou o estádio, o evento foi um verdadeiro tributo a mais de cinco décadas de carreira de um dos maiores ícones da música brasileira.
“Estarmos aqui juntos é o sentido profundo de termos nos dedicado a essa longa carreira”, disse o artista, que, aos 82 anos de idade, se despede dos palcos com uma turnê que revisita os momentos mais emblemáticos de sua trajetória.
Intitulado “Gil – Tempo Rei”, o show de despedida foi um passeio por sua vasta carreira, com a apresentação de clássicos como “Esperando na Janela”, “Se Eu Quiser Falar Com Deus”, além de homenagens a grandes mestres da música brasileira, como Dominguinhos e João Gilberto, figuras essenciais na formação musical de Gilberto Gil.
Participações especiais e homenagens
O público presente também foi surpreendido com participações especiais, como a do cantor Russo Passapusso e da cantora Margareth Menezes, que subiram ao palco para dividir os vocais em “Emoriô” e “Toda Menina Baiana”, respectivamente.
Em um dos momentos mais emocionantes da noite, Gilberto Gil fez uma homenagem comovente à sua filha, Preta Gil, que está em tratamento contra o câncer. O momento ocorreu antes de cantar a música “Drão”, feita para sua ex-mulher Sandra Gadelha. No momento da homenagem, Gil falou diretamente ao público, dedicando a apresentação à filha. “Esse show é para mim, para todos, mas especialmente para minha filha Preta”.
Durante a execução da canção, imagens e vídeos de Preta Gil ainda criança foram exibidos, e o público pôde sentir a emoção do pai ao recordar os momentos especiais com sua filha. Preta, que estava internada devido a complicações de saúde, compartilhou o momento nas redes sociais, visivelmente emocionada, sendo amparada por amigos.
Despedida e imortalidade da música
O show de despedida de Gilberto Gil em Salvador deixou claro que, mesmo com o fim das turnês, sua música continuará a ecoar por gerações. Ao encerrar o espetáculo com o clássico “Aquele Abraço”, o público se despediu de uma maneira única, com a certeza de que, por mais que o tempo passe, a música de Gilberto Gil será sempre imortal.
A turnê “Tempo Rei” promete ser uma despedida inesquecível, não só pelos grandes sucessos, mas também pela profunda conexão que o artista mantém com o seu público e a sua história. A música de Gil, assim como o próprio tempo, permanecerá imortal.
Protesto contra a ditadura militar e manifestação de fãs
O show, que já era esperado com grande ansiedade, não poderia deixar de tocar em um dos temas mais sensíveis da carreira de Gil: a ditadura militar. O baiano foi preso e exilado durante o regime, e seu posicionamento político sempre foi claro. Logo antes de cantar “Cálice”, música composta com Chico Buarque e lançada em 1978, o público não escondeu sua indignação e gritou em uníssono: “sem anistia”, uma clara manifestação contra os abusos do período militar.
O protesto foi impulsionado por um vídeo de Chico Buarque que apareceu no telão. O cantor e compositor carioca, em um depoimento poderoso, falou sobre a letra de “Cálice”, que criticava abertamente o regime militar, e relembrou o período pós-Ato Institucional nº 5 (AI-5), chamando a todos a ficarem “atentos” ao que estava acontecendo no país. Em seguida, imagens de vítimas da ditadura, como o jornalista Vladimir Herzog e o ex-deputado Rubens Paiva, foram exibidas, ampliando a carga emocional do momento.
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