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Isabelle Anchieta lança livro sobre Maria Quitéria e Joana d’Arc

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Socióloga reconta a trajetória de duas figuras femininas marcantes, que subverteram os valores da época

Em maio, Isabelle Anchieta, socióloga brasileira, vem à Bahia lançar Revolucionárias, a obra que entrelaça as histórias de Joana d’Arc e Maria Quitéria. Os encontros com a autora acontecem em Feira de Santana, Cachoeira e Salvador.

Em Feira, os eventos serão realizados nos dias 15 e 16 de maio, sendo que no dia 15, será no distrito de Maria Quitéria. Os demais encontros seguem por Cachoeira no dia 17, na Câmara de Vereadores, e Salvador, no dia 18, na Livraria Escariz. 

A autora explica quais foram as habilidades, as astúcias e os enfrentamentos dessas duas personagens, para subverter os valores da época a favor delas. Publicado pela Editora Planeta, o livro é divido em duas partes, que exploram minunciosamente a vida de cada uma, analisando a infância, a criação e as motivações que as levaram a se tornar figuras históricas marcantes, apesar dos empecilhos da época.

Apesar da distância temporal e territorial, Isabelle cruza a narrativa de duas grandes guerreiras ao evidenciar as similaridades que as conectam. Ambas viveram em períodos históricos impregnados por entraves culturais, legais, institucionais, à liberdade de escolha e à ação das mulheres.

Mesmo assim, Joana liderou grandes cavaleiros franceses e era respeitada pelo rei. Maria Quitéria foi a única soldada reconhecida ainda em vida pelo imperador Dom Pedro I. A autora busca, ao recontar a história com um olhar social e feminino, responder à pergunta primordial: como elas alcançaram tais honrarias? 

A partir da análise da vida dessas importantes figuras históricas, Isabelle estabelece uma ponte para reflexões sociológicas atuais e pertinentes. No decorrer da obra, a socióloga aprofunda temas que ainda permeiam a sociedade, como a polarização social, o nacionalismo, a religião, a estereotipização, a intolerância, as disputas por reconhecimento, as contradições nas relações entre homens e mulheres, a liderança carismática e a expressão de si.

Para fundamentar a obra, a autora não limitou os estudos a documentos históricos. Espalhados em diversos capítulos, há variados QR codes que direcionam os leitores e as leitoras para vídeos, gravados pela própria socióloga, de obras de arte, museus e locais reais por onde Joana d’Arc e Maria Quitéria passaram.

Em Revolucionárias, Isabelle reconstrói a história das protagonistas de uma forma nunca vista, ao evidenciar que Joana e Quitéria são mais do que mulheres que participaram de momentos decisivos da construção da ideia de Nação em seus países. Elas tornaram as próprias lutas símbolos atemporais, romperam com um sistema secular e remexeram na ordem dos costumes. “Foram modernas, antes que a modernidade firmasse seus pés”, escreveu Isabelle Anchieta. 

 

 

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