O primeiro dia da segunda edição do festival internacional Capão in Blues aconteceu, nesta quinta-feira (20), no Vale do Capão, Chapada Diamantina. A praça da vila recebeu moradores e turistas que acompanharam a abertura com a multiartista chapadense Calu Manhães, ao lado do Candombá Blues Dab (CBD), em uma noite marcada por música, interação e diversidade cultural.
“Nunca tava muito dentro do blues, então eu mergulhei mesmo dentro desse universo. Recentemente tive até nos Estados Unidos, onde nasceu o blues… então trazer toda essa referência nesse dia, que é o dia da Consciência Negra, é uma honra também estar aqui representando isso”, afirmou Calu.
Foto: @olhosdelincefilmes
Artistas locais e internacionais
Na sequência, a norte-americana Alma Thomas, acompanhada pela pernambucana Uptown Band, apresentou um repertório contemporâneo.
“Conheço o Giovanni e a Adriana há muito tempo… e também é a segunda vez no Capão in Blues. Então eu estou muito feliz, muito agradecida a Eric Asmar, que aposta no nosso trabalho. As músicas que eu vou cantar hoje são muito próximas ao meu coração. Canto na noite carioca há muito tempo e eu estou muito feliz de poder compartilhar isso com a galera do Vale do Capão”, declarou Thomas.
A vocalista Adriana Papalelo afirmou que estrear no Capão in Blues foi uma honra. O baterista e produtor Giovanni Papaleo reforçou a recepção calorosa do público.
“É uma satisfação muito grande a gente estar aqui a convite do Eric, da produção do evento. Estar nesse evento maravilhoso, nessa terra fantástica. A gente vai levar muitas lembranças e uma vontade grande de voltar”.
O encerramento contou com Rosa Marya Colin, prestes a completar 80 anos, acompanhada do gaitista Jefferson Gonçalves.
“Na primeira vez que eu conheci o Capão e também vim tocar, foi com o Eric Asmar, um dos curadores desse festival. O festival já está dando certo, uma mistura de música de qualidade, grupos, jazz, o Capão tem essa energia. Então é muito bom voltar, a gente vai voltar nas próximas também”, disse Jefferson.
Rosa Marya Colin destacou a importância do festival e a origem do blues. “Eu estou muito feliz de estar aqui no meio do Capão, fazendo um festival de blues, que é uma coisa que consideram elite, mas o blues tem a mesma origem do samba, veio lá da pobreza, lá dos lamentos. Eu estou muito feliz de estar aqui no meio dessa naturez. Hoje São Pedro abençoou com uma chuva linda, um show maravilhoso”, disse.
Curadoria e expansão
O empresário Ildázio Tavares Jr., idealizador do festival, destacou a evolução desde a primeira edição. Ele frisou que o projeto iniciou há três anos inspirado no Festival de Jazz no Capão e, neste período, passou por diversas mudanças.
Segunda edição cresceu 50% em relação ao primeiro ano. Foto: @olhosdelincefilmes
“Estou muito feliz por ter começado com duas mãos e hoje temos 300 mãos trabalhando. Não existe obra de um homem só. Ver o que está acontecendo, esse palco maravilhoso, tanta gente reunida, são exatamente 150 pessoas envolvidas entre artistas, técnicos, mídias sociais. Enquanto criador, sou muito feliz com isso e tenho certeza que vem o ano 3, 4, 5”.
O guitarrista, pesquisador e curador Eric Assmar afirmou que o Vale do Capão estava há alguns dias sem chover, o que mudou exatamente na estreia do evento, o que não afastou o público.
“Mesmo com essa chuva, o pessoal não deixou de comparecer e, mais do que isso, interagiu muito com os shows. Do primeiro momento do show da Calu Manhãs com a banda CBD até o último acorde do show da Rosa Maria Collin com Jefferson Gonçalves a gente tinha ainda muita gente curtindo e muita gente receptiva”, disse.
Segundo a organização, esta segunda edição cresceu 50% em relação ao primeiro ano, movimentando a economia criativa, fortalecendo fornecedores locais e incentivando o turismo sustentável.
Redação
Equipe de jornalistas e editores do portal Muita Informação
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