Presidente dos Correios entrega carta de demissão em meio a crise e prejuízo bilionário
Estatal registrou um prejuízo de R$ 2,6 bilhões em 2024 — valor quatro vezes maior do que o rombo do ano anterior
Agência Gov
O presidente da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), Fabiano Silva dos Santos, entregou ao Palácio do Planalto uma carta com sua renúncia ao cargo. A saída ocorre em meio à maior crise financeira da estatal desde 2017, com prejuízos crescentes, queda nas receitas e insatisfação dentro e fora do governo. A decisão foi revelada pela CNN e confirmada por fontes do alto escalão do Executivo.
Segundo relatos, Fabiano deverá se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos próximos dias para formalizar sua saída e discutir a transição no comando da empresa. O advogado, ligado ao grupo Prerrogativas e com passagem na área de previdência complementar, está à frente da ECT desde o início do atual governo.
Prejuízo bilionário pressiona gestão
Os Correios registraram um prejuízo de R$ 2,6 bilhões em 2024 — valor quatro vezes maior do que o rombo do ano anterior. Os problemas se intensificaram no primeiro trimestre de 2025, com um déficit de R$ 1,6 bilhão, segundo informações do jornal O Globo. Trata-se do pior desempenho para o período desde 2017.
O cenário de deterioração financeira tem sido atribuído à queda nas receitas, principalmente diante do avanço de concorrentes no setor logístico e de entregas, como empresas privadas e plataformas digitais, além de um aumento expressivo nas despesas operacionais. Críticos da atual gestão apontam lentidão na adoção de medidas estruturais para conter a crise.
Em resposta, a direção da ECT anunciou recentemente um plano de venda de imóveis e o lançamento de um programa de demissão voluntária (PDV), além da criação de um marketplace em parceria com a Infracommerce. Entretanto, a avaliação no Planalto é de que as ações chegaram tarde demais e não foram suficientes para evitar o aprofundamento do prejuízo.
Tensão política e disputa por cargos
A crise nos Correios tem provocado ruídos na base aliada do governo Lula. O União Brasil, partido que comanda o Ministério das Comunicações, pasta à qual a estatal é vinculada, já possui cargos de diretoria dentro da empresa e agora pressiona para assumir também a presidência.
Internamente, a situação é crítica: há relatos de atrasos no pagamento de fornecedores, falta de insumos básicos para o funcionamento das agências e problemas de manutenção em unidades espalhadas pelo país. Além disso, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) chegou a suspender voos de carga dos Correios em determinados trechos por irregularidades operacionais.
Para agravar ainda mais a situação, o Tribunal de Contas da União (TCU) instaurou uma auditoria para apurar falhas administrativas e avaliar a sustentabilidade da empresa no longo prazo.
Correios afirmam que operação está garantida
Em nota oficial, os Correios reforçaram que vêm adotando medidas para manter o equilíbrio financeiro e a qualidade dos serviços prestados à população. A estatal também assegurou que suas operações estão garantidas para 2025, lembrando que sua continuidade é protegida por lei, o que impede sua extinção mesmo em momentos de dificuldade.
A demissão de Fabiano Silva ocorre, portanto, num contexto de grande pressão política e institucional. Sua saída deve abrir espaço para uma reconfiguração no comando da estatal, em meio à disputa por espaço entre partidos aliados e à necessidade urgente de reestruturação da empresa para evitar um colapso operacional.
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