Desemprego na Bahia é o menor em 12 anos, mas estado tem 2ª maior taxa do país
Levantamento integra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) do IBGE
Marcelo Camargo/Agência Brasil
A Bahia apresentou, no terceiro trimestre de 2024, a menor taxa de desocupação para o período em 12 anos: 9,7%. Embora o índice tenha registrado queda em relação ao trimestre anterior (11,1%) e ao mesmo período do ano passado, o estado ainda possui a segunda maior taxa do país, atrás apenas de Pernambuco (10,5%) e acima da média nacional (6,4%), de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Em Salvador, a taxa de desocupação foi de 11,0%, mantendo-se como a maior entre as capitais brasileiras pelo quinto trimestre consecutivo. Apesar disso, o indicador caiu significativamente em comparação ao trimestre anterior (15,0%), atingindo seu nível mais baixo para um terceiro trimestre desde o início da série histórica, em 2012.
Na Região Metropolitana, o índice de desocupação foi ainda mais elevado, marcando 12,9%. Esse foi o menor valor para o período desde 2013 (12,7%), mas a RMS continua liderando entre as regiões metropolitanas do país em taxa de desocupação, mesmo com uma redução de 15,0% no trimestre anterior.
O número de pessoas ocupadas na Bahia atingiu 6,344 milhões entre julho e setembro, o maior contingente para um terceiro trimestre desde 2012. Em relação ao trimestre anterior, houve um aumento de 3,0%, ou 185 mil novos trabalhadores, enquanto o número de desocupados caiu para 681 mil, o menor da série histórica.
Segundo o Instituto, o crescimento no número de trabalhadores na Bahia foi impulsionado pelo aumento da informalidade, que subiu 7,7% no trimestre, informou o IBGE. Entre os segmentos informais, os maiores avanços foram registrados entre trabalhadores por conta própria sem CNPJ (+7,8%) e empregados sem carteira assinada (+5,8%).
O setor de serviços domésticos liderou a criação de vagas na Bahia, com um saldo de 49 mil novos trabalhadores, seguido pelo comércio, que adicionou 43 mil ocupações no terceiro trimestre. No total, oito dos dez grupamentos de atividades econômicas apresentaram crescimento no número de trabalhadores.
Paralelamente, o rendimento médio mensal dos trabalhadores baianos apresentou queda. Na Bahia, o recuo foi de 5,8%, enquanto em Salvador (-8,0%) e na RMS (-7,2%) as reduções foram ainda mais acentuadas. A redução nos rendimentos foi observada em diversos setores, segundo o levantamento.
A população desalentada na Bahia também registrou crescimento no trimestre, com alta de 5,3% em relação ao período anterior, alcançando 553 mil pessoas. Ainda assim, na comparação anual, o estado reduziu o número de desalentados em 3,7%. Apesar da melhora relativa, a Bahia mantém o maior número absoluto de desalentados do Brasil.
Em Salvador, 1,403 milhão de pessoas estavam ocupadas no terceiro trimestre, um aumento de 107 mil trabalhadores em relação ao trimestre anterior. O número de desocupados caiu para 174 mil, enquanto a população fora da força de trabalho foi de 937 mil, uma leve redução em comparação ao trimestre anterior.
Na RMS, a população ocupada alcançou 1,904 milhão de pessoas, marcando um crescimento de 115 mil em relação ao segundo trimestre. O número de desocupados caiu para 280 mil, mas ainda é o maior entre as regiões metropolitanas brasileiras, conforme destacou o IBGE.
Segundo o relatório, o aumento do emprego informal foi determinante para os resultados positivos na ocupação. Trabalhadores domésticos e por conta própria sem CNPJ apresentaram os maiores avanços, embora ainda haja desafios no mercado de trabalho baiano.
O levantamento integra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) do IBGE, que monitora trimestralmente os indicadores do mercado de trabalho no Brasil.
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