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Com trajetória marcada pela superação, Margareth concilia carreira artística e atuação no MinC

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Em poucos mais de um ano no cargo, Maga já conquistou importantes avanços na pasta e garantiu recursos para o setor cultural brasileiro

Com uma voz inconfundível, Margareth Menezes não é apenas uma das principais cantoras do país, mas também uma figura emblemática que personifica a superação e a luta das mulheres pretas do Brasil. Nascida em 13 de outubro de 1962, em Salvador, Maga é filha de uma doceira e de um motorista, e teve contato com a música ainda na infância, por influência de seu avô por parte de mãe, que tocava violão. Ao longo de sua carreira, enfrentou desafios, mas sua paixão pela música e sua vontade inabalável de alcançar seus sonhos a levaram a se tornar não apenas uma ícone da música brasileira, mas também uma influente ministra da Cultura.

O início na carreira artística ocorreu apenas na década de 1980, como atriz, em companhias soteropolitanas de teatro. Em 1986, lançou-se cantora e, no ano seguinte, gravou o hit de samba-reggae “Faraó (Divindade do Egito)”. 

Atualmente, com mais de três décadas de carreira, Maga tem mais de 10 álbuns lançados, quatro indicações ao Grammy, além de ter feito mais de 20 turnês internacionais e é uma das principais expoentes da música baiana no mundo.

Além de ter uma consistente carreira artística, a cantora também participa de campanhas e projetos sociais. Em 2008, criou a Organização Não Governamental (ONG) Associação Fábrica Cultural, que atua nos eixos de Cultura, Educação e Sustentabilidade. Desde 2014, a Fábrica Cultural abriga o Mercado Iaô, que promove música, artes visuais, gastronomia, além de impulsionar o trabalho de mais de 100 artesãos e empreendedores criativos.

Ela é considerada uma das 100 mulheres negras que mais influenciam no mundo pela Most Influential People of African Descent (MIPAD), instituição reconhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) e é membro da IOV Unesco como embaixadora da Cultura Popular.

Margareth também é “imortal” da Academia Brasileira de Cultura (ABC). A cerimônia de inclusão ocorreu em 14 de novembro de 2023. Na ocasião, Maga assumiu a Cadeira 28, anteriormente ocupada pela cantora Elza Soares.

Ingresso na política 

Após 35 anos de carreira musical, a cantora foi nomeada para integrar o grupo de cultura da equipe de transição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), eleito em 2022. Pouco após a eleição, Margareth foi escolhida por Lula para comandar o Ministério da Cultura. Ela foi empossada em 2 de janeiro de 2023. 

No cargo, Maga foi responsável por promover o desbloqueio de quase R$ 1 bilhão da Lei Rouanet, ainda em janeiro de 2023. Pouco tempo depois, o MinC publicou uma nova instrução normativa com regras para a retomada da destinação de recursos que vêm da iniciativa privada em troca de benefício fiscal, por meio da Lei Rouanet, para fomentar a cultura, e que estavam parados desde o início de 2022, segundo a gestão atual. Entre as mudanças, está o aumento no valor do cachê de artistas que passou de R$ 3 mil para até R$ 25 mil.

Houve ainda o lançamento da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultural, que será responsável por promover um investimento de R$ 15 bilhões no setor cultural até 2027, o equivalente a R$ 3 bilhões por ano. Em 19 de outubro, a política passou a ter caráter permanente com a assinatura do decreto 11.740 de 2023, tornando-se uma garantia de renda estável para o setor pelos próximos 5 anos. 

Outro grande feito foi a retomada, após um intervalo de 11 anos, da Conferência Nacional de Cultura. O 4º CNC tem como tema ‘Democracia e Direito à Cultura’, e ocorre até esta sexta-feira (8) em Brasília. O evento marca o retorno do Ministério da Cultura, há pouco mais de um ano, após ter sido extinto em 2019, e tem o objetivo de debater políticas públicas de cultura.

Sua gestão no MinC também foi responsável por conquistar, por meio do Congresso Nacional, a aprovação do projeto que cria o marco regulatório do Sistema Nacional de Cultura (SNC). O SNC já existia desde 2012, mas ainda não tinha sido regulamentado. O objetivo é gerir e promover políticas públicas para o setor com o envolvimento da sociedade civil e dos governos municipais, estaduais e federal. O Congresso também aprovou a criação de um sistema nacional de financiamento. O projeto segue agora para a sanção do presidente Lula.

Ministra cobra “paridade” de mulheres em cargos

Na última quinta-feira (7), a ministra aproveitou a proximidade do Dia Internacional da Mulher, lembrado nesta sexta (8), e cobrou publicamente do presidente Lula, uma maior representação feminina em cargos de poder. Durante apresentação de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no Palácio do Planalto, a ministra disse que a representação feminina “ainda não é o adequado”, porque querem “paridade”.

“O dia da mulher é o ano inteiro, mas a gente tem que aproveitar o mês de março e fazer nossos apelos e dizer que chegar à representação feminina, presidente, que o senhor está nos dando a oportunidade, em cargos de poder ainda não é o adequado, o que a gente quer é a paridade. Mas são grandes oportunidades para nós, para contribuir com um Brasil melhor”, disse a ministra.

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