Cesta básica fica mais barata em 24 capitais em agosto; Salvador tem um dos menores valores do país

Capital baiana registrou custo médio de R$ 616,23 na cesta básica, segundo o Dieese


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Redação 06/09/2025 20:30 • Cidades
Cesta básica fica mais barata em 24 capitais em agosto; Salvador tem um dos menores valores do país - Valter Campanato/Agência Brasil
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O custo da cesta básica apresentou queda em 24 das 27 capitais brasileiras no mês de agosto, segundo levantamento divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). As maiores reduções foram registradas em capitais do Nordeste, como Maceió (-4,10%), Recife (-4,02%), João Pessoa (-4,00%), Natal (-3,73%), Vitória (-3,12%) e São Luís (-3,06%).

Apesar do recuo, São Paulo manteve a cesta básica mais cara do país, com valor de R$ 850,84. Em seguida aparecem Florianópolis, com R$ 823,11, e Porto Alegre, com R$ 811,14. No Rio de Janeiro, o custo médio alcançou R$ 801,34, ocupando a quarta posição no ranking nacional.

Salvador aparece entre menores valores

As capitais com menor custo foram Aracaju (R$ 558,16), Maceió (R$ 596,23), Salvador (R$ 616,23) e Natal (R$ 622,00). Nestas cidades, a composição da cesta básica difere da adotada nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, o que contribui para os valores reduzidos.

Na comparação anual, entre agosto de 2024 e agosto de 2025, todas as 17 capitais com série histórica apresentaram aumento nos preços. As variações ficaram entre 3,37% em Belém e 18,01% em Recife, revelando que, apesar das quedas recentes, o custo dos alimentos permanece pressionado em relação ao ano anterior.

O levantamento também detalhou o comportamento de alguns produtos. O feijão preto caiu em todas as capitais onde é pesquisado, com destaque para Rio de Janeiro (-6,99%) e Vitória (-3,61%). A batata registrou queda de até 18,35% em Florianópolis, mas subiu 2,62% em Belo Horizonte. O arroz agulhinha recuou em 25 capitais, incluindo Macapá (-8,78%) e Florianópolis (-5,79%).

O pão francês teve baixa em parte das capitais, incluindo o Rio de Janeiro (-1,33%). A carne bovina apresentou retração em várias localidades, com queda de 1,18% no mercado carioca. O leite integral manteve estabilidade nacional, com variação de 0,15% no Rio. O café em pó caiu 2,77% na capital fluminense, acompanhando a redução observada em 21 capitais.

Alguns itens, no entanto, apresentaram alta. No Rio, a banana subiu 5,61% e o óleo de soja avançou 0,26%, influenciado pelo aumento das exportações. A farinha de trigo também registrou leve acréscimo, de 0,13%. Esses produtos contribuíram para a oscilação geral da cesta, mesmo diante das quedas mais expressivas em grãos e tubérculos.

Outro dado do estudo apontou que, em agosto, o salário mínimo necessário para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 7.147,91, valor 4,71 vezes superior ao piso em vigor, de R$ 1.518. Essa diferença reflete a dificuldade de compatibilizar o rendimento básico com o custo real da alimentação nas capitais.

Impacto sobre o trabalhador

O tempo médio gasto para aquisição dos produtos da cesta básica foi calculado em 101 horas e 31 minutos em agosto, inferior ao registrado em julho, quando alcançou 103 horas e 40 minutos. O indicador sugere leve melhora na relação entre preços e renda, embora a carga horária continue elevada.

Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% referente à Previdência Social, o trabalhador comprometeu 49,89% da remuneração com a cesta básica. No mês anterior, esse percentual havia sido de 50,94%, sinalizando uma pequena redução no comprometimento do orçamento familiar.

A economista e supervisora das pesquisas de preços do Dieese, Patrícia Costa, destacou a importância da queda. Ela observa que o resultado significa um alívio para o orçamento das famílias.

“Importante também observar que esses números foram positivos apesar do tarifaço norte-americano, o que é um indicativo de que os preços dos alimentos responderam bem às ações implementadas aqui pelo governo federal”, disse.

O presidente da Conab, Edegar Preto, considerou a queda um grande resultado e afirmou que esta foi a comprovação de que estão na direção certa investindo na produção de alimentos.

“Esta semana a Conab lançou incentivos aos produtores de arroz, através dos COVs, para que sigam plantando na próxima safra, e também aos produtores de feijão, no caso deles facilitando o escoamento das produção da região Sul para centros consumidores”, disse ele, que seguiu.

“Foram ofertadas a compra de cerca de 400 mil toneladas de arroz e 50 mil toneladas de feijão. Além do juro baixo, de 3%, do Plano Safra, que bate recorde atrás de recordes desde que teve início o atual governo. Estes números comprovam o acerto de nossa política agrícola”, completou.

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