Aumento de animais silvestres como pets impulsiona demanda por atendimento veterinário e reforça debate sobre manejo e bem-estar
Veterinários, criatórios autorizados e órgãos de fiscalização explicam regras, riscos, cuidados e desafios do mercado legalizado de animais silvestres no Brasil
Instagram/@mariodanilojacobinaporto
O médico-veterinário, Mário Danilo Jacobina Porto, convive diariamente com um universo pouco comum à maioria dos brasileiros: ele compartilha a rotina com 20 serpentes criadas como animais de estimação. O caso ilustra um movimento que ganha força no país, impulsionado pelo crescimento do mercado de animais silvestres através de criadores legalizados e pelo interesse de tutores que buscam alternativas aos animais domésticos tradicionais.
Entre as espécies, obtidas por meio de criadouros autorizados, seguindo as regras estabelecidas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Mário possui: Jiboia, Python bola, Python carpet, Boa constrictor imperator (BCI), King nigritus, Periquitamboia, Python de sangue, Jiboia argentina e Jiboia de Madagascar. Ele contou que o interesse por serpentes surgiu ainda na faculdade, quando teve contato com disciplinas ligadas a animais silvestres.
“Eu direcionei minha faculdade para grandes animais no início, mas quando eu conheci animais silvestres e exóticos e tive contato com serpentes, me apaixonei”, contou.

Crédito: Instagram/@mariodanilojacobinaporto
Entenda as exigências para ter animais silvestres como pets e como ocorre adaptação
De acordo com Mário, a legislação permite a compra de animais silvestres apenas em empreendimentos licenciados, e não há criadouros comerciais habilitados na Bahia. Já em estados do Sul e do Norte, esse mercado possui regulamentação ativa, o que viabiliza a criação e comercialização de espécies silvestres e exóticas, especialmente répteis.
Outro ponto importante desse processo é a adaptação dos animais ao ambiente doméstico e, segundo o médico-veterinário, o maior “problema” é decorrente da regionalidade e suas condições climáticas. Conforme o especialista, como os répteis são animais de sangue frio, precisam de temperatura e luminosidade adequadas. Isso inclui lâmpadas aquecidas, lâmpadas UVB e um recinto organizado com áreas distintas — uma com água fresca e outra aquecida.
“A questão é quando o animal chega na sua casa, ele precisa ter as condições ideais para poder se adaptar ao ambiente. Eles não termorregulam como o ser humano, então precisam de um lado do recinto com água fresca, o outro lado com uma lâmpada aquecida. Aqui em Salvador, a gente não tem problema com isso, quando faz frio aqui é 23º, então para meus bichos aqui eu nem uso lâmpada aquecida”, observou.
Ele também chamou atenção para fato de que muitos criadores já fazem o manejo desde cedo, enviando animais mais dóceis aos compradores. Ainda assim, alguns indivíduos podem chegar mais reativos, exigindo paciência e manipulação frequente. “Alguns indivíduos chegam um pouco mais agressivos, um pouco mais temperamentais, mas aí é manuseio, é acostumar o manejo do bicho”, orientou.

Crédito: Instagram/@mariodanilojacobinaporto
Riscos, cuidados e desafios no atendimento a animais silvestres
Ao analisar sua vivência como veterinário, Mário explicou que serpentes e lagartos raramente transmitem zoonoses a humanos. Como esses animais saem dos criadouros microchipados, com exames atualizados e informações detalhadas sobre alimentação e rotina, a probabilidade de transmissão de doenças é baixa. Por conta deste cenário, a maioria dos problemas de saúde está ligada ao manejo inadequado, como erros de temperatura, falta de luminosidade adequada, substratos inadequados ou recintos mal ventilados. Esses fatores podem gerar estomatites, infecções respiratórias e quadros decorrentes de estresse ambiental.
“Esses animais não tem vacinas, como ocorre com cães e gatos. Então, as doenças que ocorrem com esses animais são doenças específicas deles e erro de manejo. […] Não tem muito problema de esses animais passarem doenças para o ser humano, a não ser que tenha uma bactéria, uma infecção e você, na hora de manipular pega no conteúdo, na mucosa, e aí você pode adquirir a bactéria, mas é difícil”, explicou.
Aumento da procura por atendimento veterinário especializado
No dia a dia, Mário tem observado um crescimento significativo na busca por atendimento para animais silvestres. Ele relatou maior demanda por exames — especialmente ultrassonografias — e afirmou que o segmento vem ganhando força no Brasil. Apesar disso, ele destacou a existência de divergências internas no Ibama, que, segundo ele, dificultam a expansão do setor. Enquanto alguns técnicos defendem a criação regulamentada como estratégia de conservação e estudo, outros são contrários à comercialização de animais silvestres e exóticos. Para o veterinário, o Brasil poderia estar mais avançado no tema, como já ocorre em outros países.
“Aqui em Salvador, eu acho que a gente poderia crescer ainda mais. É uma questão também de consciência das faculdades, se voltar um pouco mais para os profissionais que querem entrar na área, aquecer esse mercado, e aí a demanda vai aumentar. É um segmento promissor, que eu vejo que vem crescendo bastante. Existe um movimento muito grande no Brasil, de criadores fazendo encontros, então isso tem divulgado esses pets e o comércio legalizado desses animais vem crescendo muito”, pontuou.
Erros mais frequentes e o papel da orientação veterinária
Por fim, Mário também falou sobre os erros mais comuns no manejo desses animais. Segundo ele, os principais casos ocorrem no manuseio tutores nos recintos, como: temperatura inadequada, ausência de lâmpada aquecida, substrato impróprio — podendo levar à aspiração de partículas e consequente pneumonia — e falta de ventilação.
Para tanto, ele ressaltou que atualmente existe um grande volume de materiais educativos, desde e-books até canais especializados, aplicativos para registro de alimentação e grupos para troca de experiências. Mesmo assim, reforça que o acompanhamento veterinário é essencial para garantir o bem-estar dos animais e orientar quem está adquirindo sua primeira serpente.
“Hoje tem Instagram voltado só para isso, dou o exemplo do Meu Exótico, que tem feito um trabalho muito bacana, tem até um aplicativo hoje para você anotar as alimentações, anotar tudo direitinho, temperatura para você acompanhar seu animal. Hoje tem grupos de WhatsApp que a galera entra para trocar ideia, quem tem o primeiro bicho está ali com dificuldade. Então, hoje é muito difícil você não ter a informação adequada para poder você adquirir seu pet e proporcionar para ele o melhor ambiente possível”.
CRMV-BA ressalta papel dos veterinários e aponta riscos do manejo inadequado de animais silvestres
O aumento da presença de animais silvestres em residências exige acompanhamento profissional especializado para evitar problemas de saúde e impactos ambientais. De acordo com o médico-veterinário Gustavo Rodamilans, presidente da Comissão Estadual de Meio Ambiente e Animais Selvagens do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado da Bahia (CRMV/BA), grande parte das ocorrências clínicas envolvendo esses animais está ligada a erros de manejo e à falta de orientação adequada.
Rodamilans alertou que, qualquer animal silvestre mantido como pet, precisa ser regularizado pelo Ibama, microchipado ou identificado por anilhas, no caso das aves. Segundo ele, a retirada ilegal da fauna continua sendo uma das principais ameaças às espécies.
“O tráfico de animais silvestres é o terceiro maior tráfico, que rende bilhões no mundo, atrás apenas do tráfico de drogas e de armas. Temos uma estimativa de que apenas um filhote vai viver em mais de mil que são coletados na natureza e traficados”, afirmou.
Na avaliação dele, a falta de preparo dos tutores e o abandono após a domesticação geram ainda mais riscos, especialmente quando animais criados em ambiente doméstico são soltos na natureza e desestabilizam ecossistemas locais.

Crédito: Acervo pessoal
Erros de manejo e vulnerabilidade de algumas espécies
A alimentação inadequada, a estrutura irregular do cativeiro e a ausência de rotina clínica estão entre os principais fatores que levam animais silvestres a atendimentos emergenciais. Rodamilans destacou que espécies como papagaios, periquitos e calopsitas apresentam maior vulnerabilidade ao estresse quando afastadas de seus tutores ou do ambiente natural.
“Os papagaios, periquitos, calopsitas se apegam às pessoas, e, quando separadas, sofrem, podendo ser fatal. A pessoa cria um papagaio há dez anos, ilegalmente, essa pessoa é denunciada, o Ibama apreende o animal, esse animal não pode ser solto na natureza novamente, pois ele provavelmente vai morrer. As aves são o grupo animal mais traficado no Brasil”.
Zoonoses reforçam importância da assistência profissional
O presidente da Comissão Estadual de Meio Ambiente e Animais Selvagens do CRMV-BA também ressaltou a necessidade de acompanhamento veterinário contínuo para prevenir zoonoses, como herpesvírus e raiva. Rodamilans explicou que doenças podem ser transmitidas tanto de humanos para animais quanto no sentido inverso.
“Zooantroponose é a doença transmitida de seres humanos para outros animais. Antropozoonose é a doença de origem animal transmitida para humanos. As duas são zoonoses ou doenças zoonóticas, infecciosas, transmitidas entre animais e humanos. O herpesvírus é um exemplo de zooantroponose que pode ser letal para macacos selvagens ou em cativeiro. Ou a raiva, que é uma antropozoonose que pode ser letal para seres humanos”, explicou.
Em função deste cenário, o especialista ressaltou que os médicos-veterinários atuam em todo tipo de orientação aos tutores, no acompanhamento do animal, nas consultas periódicas para a criação, na manutenção da saúde para o bem-estar, na prevenção e no controle das doenças.
Ações do Conselho para qualificar o atendimento
Questionado sobre o papel do médico-veterinário no manejo de animais silvestres mantidos como pets, e como o Conselho tem atuado para orientar os profissionais e a população sobre os riscos de saúde pública envolvidos na manutenção inadequada desses animais, Rodamilans enfatizou que os especialistas “têm papel fundamental na saúde e qualidade de vida do animal”.
“O melhor lugar para o animal silvestre estar é em seu habitat. Estando legalmente autorizado pelo Ibama e mantido em cativeiro, o animal precisa do médico-veterinário para garantir a sua saúde e bem-estar. A grande maioria dos casos clínicos de animais silvestres está relacionada a erros de manejo, que podem ser tipificados criminalmente como maus-tratos”, pontuou.
Já sobre a atuação da entidade, Rodamilans observou que o Conselho desenvolve um manual técnico para auxiliar clínicas na identificação de maus-tratos em animais silvestres e exóticos. A iniciativa integra também ações de educação ambiental realizadas pelo CRMV-BA em parcerias institucionais, como a Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) do Rio São Francisco.
“O médico-veterinário é muito importante na orientação de como criar esses animais, de quais medicamentos podem ser usados, quais vacinas devem ser tomadas. É o profissional que atua diretamente na prevenção e controle das zoonoses, que são mais de 60% das doenças infecciosas que afetam os seres humanos, com 75% das doenças infecciosas emergentes tendo origem animal, como Covid-19, ebola e gripe aviária. É o profissional que acompanha, mantém, e também tem um papel essencial na identificação de maus-tratos, que muitas vezes não é visível a quem não é profissional”, destacou.
Entenda atuação de criatórios legalizados e quais cuidados são adotados na venda de animais silvestres
Além da discussão sobre riscos sanitários e impactos ambientais, a manutenção de animais silvestres legalizados envolve um setor regulado por normas específicas. Criatórios autorizados pelos órgãos ambientais, como o Jiboias Brasil, defendem que o processo de reprodução, manejo e comercialização segue protocolos rígidos para garantir bem-estar e rastreabilidade.
O biólogo Tiago Lima, sócio do criatório, explicou que todo o processo é submetido a licenciamento ambiental e à fiscalização estadual e federal. Segundo ele, os animais disponíveis para compra devem nascer exclusivamente em empreendimentos autorizados, onde passam por acompanhamento de biólogos e médicos-veterinários.
“Todos os animais vão com atestado sanitário, guia de trânsito animal, nota fiscal, certificado de origem e cópia das licenças. Toda a documentação exigida por lei acompanha o animal”, afirmou. Os criatórios também orientam tutores com manuais, vídeos e suporte técnico no pré e pós-venda.
Lima destacou que a própria biologia das serpentes funciona como um indicador de bem-estar. “As serpentes têm um órgão chamado espermateca, que faz o estoque de sêmen e só permite a fecundação quando o animal está em condição adequada. Se eu não garantir as condições básicas da espécie, não há sucesso reprodutivo”, observou.

Crédito: Instagram/@jiboiasbrasil
Orientações aos tutores e prevenção de compras impulsivas
Outro ponto importante, segundo Tiago Lima, é o cuidado na capacitação dos futuros tutores antes da aquisição. Vídeos, manuais e atendimento personalizado visam evitar decisões sem preparo. “Eu falo que a gente é mais um consultor do que um vendedor. Então, nosso papel é garantir que a pessoa que está adquirindo, não tenha dúvidas quanto a manejo e quanto a instalação do animal”, afirmou.
De acordo com ele, apesar do alto volume de visitantes no site da empresa — cerca de 60 mil acessos mensais — apenas 60 animais são comercializados por mês, o que indica maior cautela por parte do público.
“Hoje eu posso falar que, dentro dos nossos inventos, a gente praticamente não vê essa tida como compra por impulso. Existe uma consciência muito maior, uma preocupação de que o animal esteja bem alojado, a espécie mais indicada. Hoje, isso para gente que trabalha direto com o público, é nítido esse tipo de percepção”.
Triagem e acompanhamento do perfil dos compradores
Embora não exista impedimento legal que permita negar a venda sem justificativa, ele enfatizou que existe uma “triagem informal” durante o atendimento. A equipe busca identificar tutores muito ansiosos ou inseguros, adotando ações que permitem maior reflexão antes da compra.
Lima relata que já houve casos em que a empresa interveio para entender melhor as intenções de um comprador. “Já teve uma ocasião de um cliente que comprou sete animais. Eu liguei para ele pessoalmente para poder entender qual que era o propósito dele. E deixei claro, eu falei: ‘Não estou preocupado na venda, porque se você não comprar outra pessoa vai comprar o bicho’. A questão é garantir que o cliente esteja consciente do que ele está adquirindo e que o bicho esteja bem”.
Segundo ele, o foco da empresa é assegurar que o tutor esteja preparado. “O foco nosso maior é na capacitação do cliente, na orientação para que ele tenha uma aquisição consciente. Porque se o comprador está certo do que ele está fazendo, está consciente do que ele está fazendo e faz aquela compra certa, o bicho vai ser bem tratado”.
Crescimento do mercado e perfil dos tutores
Por fim, o sócio da Jiboias Brasil também avaliou o crescimento do mercado de animais silvestres no Brasil com finalidade de pets. Segundo ele, o segmento cresce de forma consistente há, pelo menos, 12 anos, de acordo com dados da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Animais de Estimação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A única exceção é 2025, que registrou queda mais acentuada.
Na avaliação de Tiago Lima, isso ocorre em função dos répteis serem animais que não fazem barulho e exigem baixa manutenção, além de possuírem um baixo custo de manutenção. “A demanda de tempo é muito baixa, são animais que são mais compatíveis com o pouco tempo disponível que as pessoas têm hoje. Existe uma tendência de aumentar realmente o número de répteis nas residências, assim como a população de gatos está aumentando em detrimento da população de cachorros”, avaliou.
Atuação da Coppa reforça combate ao comércio ilegal de animais silvestres
Na Bahia, onde 10.068 animais silvestres foram apreendidos entre janeiro e 21 de novembro deste ano, a comandante da Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental (Coppa) da Polícia Militar (PM-BA), tenente-coronel Érica Patrícia, observou que a unidade atua há 46 anos na prevenção e repressão aos crimes ambientais, seguindo as diretrizes da Lei nº 9.605/98. Segundo ela, a Companhia realiza patrulhamento constante em áreas urbanas e rurais, atuando contra infrações relacionadas à fauna, à flora, à pesca ilegal, à poluição e a danos em áreas protegidas.
De acordo com a oficial, o trabalho envolve desde ações educativas até flagrantes, que podem resultar em condução de suspeitos à delegacia, aplicação de multas e apreensão de materiais. Apenas nos últimos quatro meses, 2.391 animais silvestres foram apreendidos em 31 operações na capital baiana e na Região Metropolitana de Salvador (RMS).
“As operações podem desencadear o flagrante das pessoas envolvidas na prática criminosa com, condução à delegacia, apreensão do material utilizado ou do produto do crime, multa e até detenção”, explicou.

Crédito: Instagram/@coppa.pmba.oficial
Como identificar animais silvestres legalizados
Questionada sobre a difença entre criatórios legais para os animais vítimas de tráfico, a comandante destacou que a diferenciação entre tutores regulares e traficantes é feita por meio da documentação obrigatória. Cada animal legalizado possui anilha ou chip eletrônico, ambos contendo dados do responsável e a comprovação da origem.
“Quem tem um animal silvestre adquirido ilegalmente não pode legalizar. A única forma de ter um animal silvestre legalizado é adquirindo através de um criadouro autorizado pelos órgãos ambientais. Esse animal terá nascido em cativeiro terá documentação, anilha ou um chip eletrônico com todas as informações do seu responsável legal”, observou.
Penalidades para posse ilegal de animais silvestres
A oficial também chamou atenção para as penalidades às pessoas em posse ilegal de animais silvestres. Ela lembrou que qualquer crime ambiental pode ser denunciado à Polícia Militar pelo 190 ou pelo número (71) 9654-0863. Nos casos de manutenção ilegal de animais silvestres, a legislação prevê detenção de seis meses a um ano, além de multa, conforme o artigo 29 da Lei nº 9.605/98.
As sanções administrativas, previstas no Decreto 6.515/2008, variam de R$ 500 por indivíduo para espécies não ameaçadas até R$ 5 mil por animal pertencente à lista de espécies em risco de extinção. O valor dobra quando há intenção de obter vantagem financeira. “Para não sofrer as sanções legais, pode se fazer entrega voluntária do animal silvestre adquirido ilegalmente, em qualquer órgão ambiental podendo ser na própria Coppa ou no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS)”, pontuou.
Redes sociais, fiscalização e ações educativas
Segundo Érica Patrícia, o trabalho intenso de fiscalização — aliado à ampla divulgação pela imprensa — tem contribuído para reduzir o comércio ilegal no estado. Além das operações, a Coppa mantém ações de educação ambiental em escolas, empresas e comunidades, com apoio da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e do Instituto Mamíferos Aquáticos.
A comandante também citou o lançamento do Projeto Protetor Mirim Ambiental, que incentiva desde a infância a responsabilidade socioambiental. “O grande objetivo é formar desde cedo, cidadãos conscientes e comprometidos com a preservação da vida e da natureza, despertando nas crianças valores de responsabilidade socioambiental”, disse.
Comandante da Coppa defende importância de evitar comércio ilegal
Por fim, a oficial reforçou que animais silvestres não devem ser retirados da natureza e não podem ser transportados, comercializados ou mantidos em casa fora das exceções previstas em lei. Ela alertou ainda que todas essas práticas configuram crime ambiental. Só é permitida a guarda de animais nascidos em cativeiro, adquiridos em criadouros devidamente licenciados pelos órgãos ambientais.
“A guarda, a posse, o transporte, e a comercialização só é permitida para animais silvestres nascidos em cativeiro através de um criadouro legalizado e autorizado pelos órgãos ambientais, Inema e Ibama. Portanto, solicitamos a comunidade que sejam verdadeiros guardiões da natureza. A Polícia Militar da Bahia, por meio da Coppa, segue firme em sua missão de proteger o meio ambiente e preservar a vida”, concluiu.
Mais Lidas
Júpiter atinge brilho máximo em 2026 e pode ser visto a olho nu neste sábado
Bolsa Família 2026: saiba quem tem direito e como se cadastrar no benefício
Cidades
Central de Outdoor lança ação solidária e apoia instituições sociais na Bahia
Operação Ômega investiga esquema milionário e apreende bens em Itapetinga
Perdi o emprego e agora? Saiba como garantir o seguro-desemprego em 2026
Últimas Notícias
Central de Outdoor lança ação solidária e apoia instituições sociais na Bahia
Operação Volta às Aulas 2026: Procon-BA fiscaliza listas escolares, vendas casadas e alerta pais sobre abusos
Fiscalização ocorre em escolas, livrarias e papelarias para garantir direitos do consumidor durante o período de compras de material escolar
Olodum retorna à Lavagem do Bonfim em 2026 com grande cortejo percussivo nesta quinta-feira
Bloco afro participa da festa com 120 percussionistas, 80 dançarinos e mais de 20 alegorias em Salvador
BBB 26: Ricardinho aperta botão vermelho e desiste do Quarto Branco
Ricardinho Freestyle abandona dinâmica do Quarto Branco após mais de 12 horas e se torna o primeiro desistente da disputa por vaga no reality
Wellington César assume Ministério da Justiça e Segurança Pública após convite de Lula
Nomeação será publicada em edição extra do Diário Oficial da União
Itabuna lança Carnaval antecipado e confirma shows de Bell Marques, Léo Santana, Xanddy e mais; confira atrações
Festa acontece entre 22 e 25 de janeiro, reúne grandes atrações e marca a retomada do evento após a pandemia
Operação Ômega investiga esquema milionário e apreende bens em Itapetinga
Ação cumpriu mandados judiciais e resultou na apreensão de veículos, imóveis, dinheiro e outros bens
Micareta de Lauro de Freitas terá Xanddy, Parangolé, Alinne Rosa e mais; veja datas e atrações
Evento acontece entre sexta-feira (16) e domingo (18), na Avenida Beira Rio, e abre calendário de grandes festas populares do município
Governo da Bahia certifica mais de 200 mototaxistas e motofretistas e entrega equipamentos de segurança
Projeto Condução Decente certifica profissionais de 16 municípios e entrega equipamentos durante ação em Salvador
Félix Mendonça Jr. nega irregularidades, critica lentidão da investigação e diz que ações da PF causam ‘prejuízos políticos’
Em nota, deputado do PDT afirma colaborar com investigações, questiona nova diligência da PF e mantém confiança na Justiça
A responsabilidade civil das redes sociais no Brasil: perfis falsos
Neste artigo, Felipe Braga do Amaral Silva analisa a responsabilidade civil das redes sociais diante de perfis falsos criados por IA, explicando os direitos das vítimas