Irá Carvalho alerta sobre falta de espaços para shows em Salvador e revela planos da Iris Produções
Diretora critica limitações na capital baiana e detalha estratégias para manter música popular brasileira e pop em evidência
Divulgação
Com 41 anos de carreira e duas décadas à frente da Iris Produções, a diretora Irá Carvalho falou sobre as transformações do mercado de entretenimento, a carência de espaços para eventos e as estratégias para superar a crise na venda de ingressos. O bate-papo aconteceu, nesta sexta-feira (15), no programa De Olho na Bahia, da Rádio Mix Salvador (104.3 FM), com mediação do editor-chefe do Portal M!, Osvaldo Lyra, e participação dos jornalistas Matheus Morais, Gomes Nascimento e Catia Rhawllesty.
Irá começou sua trajetória em 1984, produzindo um show da cantora Marina Lima, e desde então manteve o foco no pop, rock e música popular brasileira, mesmo em períodos de predominância de outros gêneros. Essa constância permitiu que a Iris Produções trouxesse a Salvador nomes consagrados, como Paula Toller, Vanessa da Mata, Paralamas do Sucesso e Marisa Monte.
“Sempre mantive minha fidelidade ao segmento e aos artistas com quem construí relação”, ressaltou Irá Carvalho.
Pandemia e outros obstáculos para produtores de shows
Entre os maiores desafios vividos pela Iris Produções, a pandemia foi apontada como o mais crítico. Para Irá, o setor já enfrenta dificuldades em períodos de instabilidade econômica, quando o público prioriza gastos essenciais.
“Entretenimento não é prioridade quando a conta não fecha”, pontuou.
Ela também destacou que o trabalho de produtores de shows envolve fatores como clima e datas estratégicas, e o cuidado com a experiência do público é determinante para a fidelização. A produtora é conhecida por fiscalizar pessoalmente cada detalhe dos eventos, desde a limpeza dos banheiros até a segurança. Para ela, “o público que paga merece atenção do início ao fim do evento”.
Carência de espaços para eventos em Salvador
A falta de espaços para eventos em Salvador é, segundo Irá, um dos grandes gargalos para o setor. A Concha Acústica do Teatro Castro Alves (TCA), principal palco cultural da cidade, está com pauta esgotada até dezembro por conta de reformas. Sem datas disponíveis durante a semana e com paralisação prevista para setembro e outubro, produtores têm buscado alternativas.
Para ela, enquanto grandes casas permanecem fechadas ou com agenda restrita, é fundamental ampliar as opções na cidade. Irá tem investido na Pupileira, espaço fechado que oferece shows com mesas e cadeiras, atendendo especialmente ao público idoso e cadeirantes.
“Salvador é carente de locais com conforto e acessibilidade”, afirmou.
Crise de público e estratégias de divulgação
A redução nas vendas de ingressos tem atingido todo o mercado de entretenimento, inclusive grandes festivais. Para contornar a situação, Irá defende uma divulgação mais abrangente, sem exclusividade com apenas uma emissora de rádio, de forma a alcançar públicos diversos.
Ela reforça que a música é essencial para a saúde e o bem-estar, mas reconhece que fatores como insegurança urbana, transporte limitado e preços influenciam a decisão do público. Problemas de acessibilidade também afastam frequentadores, especialmente idosos. Apesar disso, ela mantém a confiança.
“A música popular brasileira e o pop têm público fiel, e é com eles que continuamos trabalhando”.
Perspectivas para futuro do setor
Mesmo diante das dificuldades, Irá Carvalho projeta um futuro de continuidade e adaptação para a Iris Produções. Sua estratégia é manter a qualidade artística, cuidar da experiência do público e diversificar espaços e formatos. Com isso, a produtora espera atravessar períodos de instabilidade e reforçar a presença da música popular brasileira e do pop no calendário de shows em Salvador.
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