Léo Estakazero critica presença de artistas não nordestinos no São João e defende valorização do forró baiano
Cantor afirma que a festa deve priorizar ritmos típicos do Nordeste e ressalta desafios de representar o forró na Bahia
Léo Braga/Divulgação
Na véspera do feriado de São João, o cantor Léo Estakazero afirmou estar em uma “correria total” devido à quantidade de apresentações que tem feito, afirmando ainda que mais shows ainda estão por vir, mesmo depois do fim do feriado. A declaração foi feita, nesta segunda-feira (23), em entrevista ao programa De olho na Bahia, da Rádio Mix Salvador (104.3 FM), apresentado pelo radialista e editor-chefe do Portal M!, Osvaldo Lyra.
“Nós, forrozeiros, a gente espera o ano todo por esse momento. Eu estou muito feliz com o nosso São João. Eu vou fazer, ano que vem, 30 anos de carreira, 30 anos de São João, e nós vamos fazer uma comemoração”, disse Léo.
Cultura e forró da Bahia
O forrozeiro afirmou que é uma honra poder contribuir para o forró baiano e para a cultura brasileira. Léo destacou que a musicalidade do Estado é a mais plural do Brasil, destacando ainda que a Bahia é o berço da cultura do país e que aqui temos de tudo. Por isso, ser um profissional da música forrozeira é uma grande batalha.
“O samba nasceu na Bahia, a bossa nova, a tropicália, os maiores artistas do Brasil, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia e Gal Costa. A terra do Axé Music. Num lugar assim, ser um profissional do forró é uma batalha grande. Nós somos poucos representantes baianos que genuinamente fazemos o forró da Bahia. Tem o Nordeste inteiro com grandes nomes do forró, mas eu fico feliz, apesar de tudo isso, nós somos o maior São João do Brasil”, disse.
Outros ritmos no São João
Questionado sobre a interferência de outros ritmos musicais na propagação do forró baiano, Estakazero afirmou que a Bahia recebe influência de diversos ritmos musicais, mas afirmou que, durante os festejos juninos, não é legal não ter músicas típicas nordestinas. Para ele, o São João é uma festa nordestina e que apenas as músicas dessa região devem prevalecer.
“Existe muita polêmica, porque muitas vezes o prefeito prestigia um artista da cidade, que não é do forró, por exemplo, é um artista de reggae, é um artista de samba. Como pensar no São João de Cachoeira sem o samba de roda. Eu não sou tão radical. A minha posição é que eu acho que não deveria ter outros estilos musicais não nordestinos”, destacou.
Críticas a artistas não juninos
Segundo ele, artistas muito midiáticos acabam buscando, no São João, apenas um aspecto meramente comercial. “Eu não sou contra, por exemplo, um artista da música baiana fazer um show no São João e fazer uma homenagem, gravar, botar um sanfoneiro no palco, fazer um repertório de forró, como muitos artistas fazem no São João. Eles respeitam o São João”, disse.
Entretanto, ele afirma que a festa junina hoje é muito maior e mais reconhecida nacionalmente e, por isso, seria impossível fazer as festas juninas apenas com artistas de forró, devido à quantidade de cidades e dias de show. Mas ele destacou que há artistas nordestinos o suficiente para suprir a demanda, nem todos sendo apenas do forró.
“Eu tenho um histórico de ter sido criticado por falar, assim, a verdade. Eu acho que muitos artistas não precisavam estar tocando na Bahia no período junino, que é um feriado apenas no Nordeste […] é um feriado nordestino, é um feriado que é feito para celebrar a cultura nordestina, então eu acho que nós deveríamos ser priorizados”, destacou.
Influências de Luiz Gonzaga
Para o cantor, Luiz Gonzaga não apenas influenciou sua carreira, mas popularizou nacionalmente a cultura nordestina, levantando a bandeira de orgulho em ser nordestino e levando para o mundo a musicalidade feita “na nossa região”. “Todos os artistas nordestinos têm Luiz Gonzaga como referência”.
“Não tem uma festa de São João melhor”
Para o forrozeiro, a mídia nacional coloca cidades como Caruaru e Campina Grande como responsáveis pelas melhores festas de São João do país, mas Estakazero tratou de desmistificar. “Criou-se essa grife dessas cidades, mas melhor do que outras não existe […]. Na Bahia, você tem uma série de tipos de São João, você tem um São João pé-de-serra, bem tradicional, tem cidades que só toca o sanfoneiro, não toca artista nacional, não toca bandas de expressão nacional”, afirmou.
Ele concluiu dizendo que existem formas diferentes de se curtir o São João e que nenhuma experiência é igual e, por isso, não se pode dizer qual é a melhor.
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