Collor deixa presídio e vai para prisão domiciliar; entenda motivos e restrições
Decisão do STF, baseada em parecer favorável da PGR, leva em consideração estado de saúde do ex-presidente
Jefferson Rudy/Agência Senado
O ex-presidente Fernando Collor de Mello deixou, na noite desta quinta-feira (1º), o presídio Baldomero Cavalcanti de Oliveira, em Maceió. Ele foi autorizado a cumprir a pena em prisão domiciliar por uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após parecer favorável do procurador-geral da República, Paulo Gonet, após a defesa do ex-presidente alegar problemas de saúde e idade avançada. As informações são da Agência Brasil.
Collor estava preso desde a última sexta-feira (25), após uma decisão de Moraes, que negou um pedido da defesa do político para rever a condenação de 2023, que o havia condenado a 8 anos e 10 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. As informações são da Agência Brasil.
Estado de saúde de Collor
A defesa de Collor declarou que o ex-presidente, atualmente com 75 anos, enfrenta condições médicas que tornam a permanência em unidade prisional inadequada. Conforme o relatório médico apresentado, Fernando Collor de Mello possui:
- Doença de Parkinson, que, embora controlada, é progressiva e exige medicação rigorosa e acompanhamento clínico.
- Apneia do sono grave, que requer o uso diário de um equipamento CPAP para evitar riscos cardiovasculares e neurodegenerativos.
- Transtorno bipolar, impondo vulnerabilidade a estresse e ambientes hostis, o que pode desencadear crises graves de ansiedade e depressão.
Parecer da PGR
Após o pedido da defesa do ex-presidente, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou ao STF um parecer favorável à prisão domiciliar de Collor. Segundo o parecer, Gonet se posicionou a favor da prisão domiciliar, justificando o estado de saúde de Collor.
“A manutenção do custodiado em prisão domiciliar é medida excepcional e proporcional à sua faixa etária e ao seu quadro de saúde, cuja gravidade foi devidamente comprovada”, destacou o procurador-geral da República.
Entenda a condenação e penas
Collor cumpre uma pena de 8 anos e 10 meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A condenação teve origem na Operação Lava Jato e foi ratificada pelo STF em maio de 2023. O tribunal considerou que Collor, enquanto dirigente do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), foi responsável pelas indicações políticas à BR Distribuidora, uma subsidiária da Petrobras, e teria recebido R$ 20 milhões em vantagens ilícitas em contratos entre 2010 e 2014.
Em novembro de 2024, o STF manteve a condenação e rejeitou os recursos da defesa. Já no último dia 24 de abril, Moraes rejeitou um segundo recurso e determinou a prisão imediata de Collor. Ele foi preso no dia seguinte, quando se dirigia a Brasília para cumprir a decisão de prisão.
Para o advogado Marcelo Bessa, que representa o ex-presidente, houve surpresa e preocupação com a ordem de prisão do ex-presidente, especialmente diante da alegada prescrição dos crimes imputados ao também ex-senador após o trânsito em julgado da sentença, ponto que teria sido ignorado pela Suprema Corte.
Outros condenados e multa coletiva
Além de Collor, foram condenados o ex-ministro Pedro Paulo Bergamaschi e o operador financeiro Luís Pereira Duarte de Amorim. Ambos também foram implicados no esquema envolvendo a UTC e a BR Distribuidora. A decisão judicial determina que os três devem pagar solidariamente uma indenização de R$ 20 milhões por danos morais coletivos ao erário.
A defesa de Collor alega que o recurso apresentado ao Supremo não tem caráter protelatório, como sustentado por Moraes, e afirma que parte da Corte reconhece sua admissibilidade. Os advogados também destacam que questões como a prescrição deveriam ser analisadas em plenário, especialmente diante da sessão extraordinária já marcada para esta sexta-feira.
Mais Lidas
Política
AL-BA retoma trabalhos sob impacto de sucessão e xadrez eleitoral para 2026
Governo lança nesta semana Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio
Últimas Notícias
AL-BA retoma trabalhos sob impacto de sucessão e xadrez eleitoral para 2026
Governo lança nesta semana Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio
Paroano Sai Milhó comanda show especial de Carnaval no Sesi Rio Vermelho
Arembepe celebra 54 anos da festa de Iemanjá com fé, tradição e compromisso ambiental
Cortejo, oferendas no mar e apresentações culturais marcaram a celebração na orla de Camaçari
Novo salário mínimo de R$ 1.621 começa a valer nesta segunda-feira
Reajuste do valor impacta benefícios do INSS, seguro-desemprego e contribuições previdenciárias em 2026
Cármen Lúcia diz que 2026 exigirá ‘comportamentos mais rigorosos’ e ‘transparentes’ de juízes eleitorais
Presidente do TSE afirma que Judiciário deve atuar com clareza e independência no próximo pleito
Bahia emite primeira CNH do Brasil com processo digital e custos reduzidos
Documento inaugura integração nacional do processo e amplia acesso à habilitação com redução de custos
Inflação recua e mercado reduz projeção para 3,99% em 2026, aponta boletim Focus
Boletim Focus aponta IPCA abaixo do teto da meta, PIB em 1,8% e expectativa de queda gradual da Taxa Selic
Em mensagem ao Congresso, Lula exalta avanços econômicos e aponta fim da escala 6×1 como desafio para 2026
Governo destaca avanços econômicos, agenda social e aposta em parceria com Legislativo
Licia Fábio reúne convidados no Amado em celebração à Iemanjá e revela novidades do Camarote Brown: ‘É o samba na Bahia’
Ao Portal M!, promoter destaca importância da data, das parcerias e dá detalhes dos projetos para o verão e o Carnaval
BBB 26: participantes vão para o ‘Tá Com Nada’ após sequência de punições gravíssimas
Infrações gravíssimas cometidas por Ana Paula Renault e Milena atingem o limite do Vacilômetro e levam todos os participantes à penalização coletiva
Carlos Muniz destaca parceria com o Executivo, projeta avanços para Salvador e adia decisão sobre candidatura do filho
Presidente da CMS diz nova legislatura será marcada pela união entre o Legislativo e o Executivo municipal, com foco em ações para melhorias na cidade
Congresso inicia último ano da legislatura com foco em medidas provisórias, CPIs e articulações para o STF
Retomada dos trabalhos ocorre em meio a calendário eleitoral, análise de vetos e articulações entre Executivo, Legislativo e Judiciário