Justiça Eleitoral suspende Instagram de Pablo Marçal, que está fora do 2º turno em SP
Decisão ocorreu após a divulgação de um laudo falso que apontou suposto uso de drogas por parte de Guilherme Boulos
A Justiça Eleitoral determinou, neste sábado (5), portanto, antes mesmo do resultado deste domingo (6), a suspensão por 48 horas da conta no Instagram do candidato à Prefeitura de São Paulo Pablo Marçal (PRTB), após a divulgação de um documento falso contra seu adversário, Guilherme Boulos (PSOL). O material, publicado por Marçal, alegava que Boulos seria usuário de drogas, mas, devido a diversas inconsistências, levantou suspeitas de falsificação. Boulos e Ricardo Nunes (MDB) disputam o segundo turno na capital paulista.
O juiz Rodrigo Capez considerou as acusações graves e afirmou que o documento buscava influenciar o eleitorado nas vésperas da eleição. “Trata-se de notícia de fatos concretamente graves, perpetrados às vésperas do pleito eleitoral, com o nítido propósito de interferir no ânimo do eleitor”, escreveu Capez na decisão. A rede social removeu a conta de Marçal pouco tempo após a determinação.
A decisão judicial contraria o entendimento do Ministério Público Eleitoral (MPE), que não encontrou elementos suficientes para a denúncia. O MPE havia argumentado que a privação das redes sociais interfere nas garantias constitucionais de privacidade, a menos que houvesse perigo evidente ao bem jurídico, o que não considerou ser o caso.
O documento compartilhado por Marçal, supostamente assinado pelo médico José Roberto de Souza, falecido em 2022, também foi emitido pela clínica “Mais Consultas”, cujo sócio Luiz Teixeira é apoiador de Marçal e já foi acusado de falsificação de documentos e de envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Investigações
A Polícia Federal (PF) também incorporou, neste sábado (5), o caso do laudo médico forjado, divulgado por Marçal, ao inquérito que investiga acusações feitas pelo candidato a seus adversários na corrida eleitoral pela Prefeitura de São Paulo.
O inquérito apura uma série de crimes contra a honra e acusações infundadas feitas por Marçal contra os demais candidatos. A investigação foi iniciada após as primeiras alegações de que Boulos seria usuário de drogas, uma acusação sem respaldo documental.
O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, garantiu que a atuação da polícia será imparcial e focada na prevenção de crimes. “A PF, polícia judiciária eleitoral, vai atuar com responsabilidade, independência e firmeza com que conduz todas as suas investigações”, afirmou Rodrigues, descartando qualquer politização do caso.
Além disso, a PF também está investigando suspeitas de abuso de poder econômico por parte de Marçal. Outro inquérito foi aberto para apurar se ele cometeu crime ao pagar eleitores para a produção de vídeos curtos, conhecidos como “cortes”, para favorecer sua campanha.
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