Morte do cão Orelha mobiliza protestos em capitais e reúne artistas ativistas e políticos pelo país
Atos realizados neste domingo pedem justiça e responsabilização após morte do animal em Florianópolis
Reprodução/Instagram @porvcorelha
A morte do cão Orelha mobilizou atos públicos em diferentes cidades do Brasil neste domingo (1º), reunindo ativistas artistas e políticos em manifestações que cobram justiça e responsabilização pelo caso ocorrido em Florianópolis. Os protestos ocorreram de forma simultânea e tiveram como eixo central a denúncia da violência contra animais e a apuração rigorosa dos fatos.
Além do pedido de responsabilização criminal, parte das manifestações também incluiu críticas à maioridade penal vigente no Brasil, atualmente fixada em 18 anos, já que quatro adolescentes são investigados pela morte do animal. Os atos foram organizados por coletivos de defesa animal e ganharam adesão nas redes sociais nos dias que antecederam as mobilizações.
“Os animais não falam, eu sou a voz deles”, disse Regina Nunes, primeira dama de São Paulo, ao compartilhar registros do ato em seu perfil no Instagram.
Atos em São Paulo reúnem manifestantes na Avenida Paulista
Em São Paulo, o protesto teve início por volta das 10h, com concentração no vão livre do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand Masp, localizado na Avenida Paulista. A caminhada começou cerca de 30 minutos após a concentração, reunindo pessoas que carregavam cartazes bandeiras e faixas com mensagens de protesto.
Durante o ato, diversos participantes levaram seus próprios cães, reforçando o caráter simbólico da manifestação. A presença de parlamentares ativistas e artistas marcou a mobilização na capital paulista. Entre os nomes presentes esteve Regina Nunes, que divulgou imagens da manifestação e reforçou sua atuação ligada à defesa animal.
A ativista Luisa Mell, conhecida nacionalmente pelo trabalho com resgate e proteção de animais, também participou do protesto em São Paulo, somando apoio à mobilização que ganhou visibilidade nacional.
Manifestações ocorrem no Rio de Janeiro em dois horários
No Rio de Janeiro, os atos também tiveram início às 10h, no Aterro do Flamengo, em frente ao Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, na região da Glória. A mobilização reuniu ativistas e simpatizantes da causa animal desde o início da manhã.
Além do protesto matutino, os organizadores programaram um segundo ato às 16h, com concentração no Posto 2 de Copacabana, seguindo até o final da Praia do Leme. A proposta foi ampliar a participação popular ao longo do dia, alcançando diferentes públicos em áreas de grande circulação.
Ainda no sábado 31, a atriz Heloisa Perissé utilizou as redes sociais para incentivar a participação no ato no Rio de Janeiro.
“Infelizmente, pelo que percebi, isso é só a ponta de um iceberg de coisas tenebrosas que estão acontecendo por aí. Isso também é um pedido de alerta para ver o que estão fazendo com a cabeça dos jovens, coma humanidade”, disse a atriz.
Florianópolis concentra protesto no local onde ocorreu o crime
Em Florianópolis, cidade onde Orelha foi morto, o protesto ocorreu no trapiche da Avenida Beira Mar Norte, na região central. Vídeos compartilhados por manifestantes nas redes sociais mostram pessoas reunidas entoando pedidos de justiça por Orelha de forma coletiva.
As imagens registram a mobilização de moradores ativistas e defensores da causa animal, que reforçaram a cobrança por apuração rigorosa e punição aos envolvidos. O ato na capital catarinense teve forte repercussão digital e foi replicado por perfis de alcance nacional.
Casos recentes levantam alerta sobre violência contra animais
A morte de Orelha ocorre em meio a um cenário mais amplo de violência contra animais. Ao menos cinco ataques a cães, registrados em Santa Catarina São Paulo Paraná e Rio Grande do Sul, provocaram indignação nos últimos dias.
Conforme apuração publicada pelo Estadão, os casos podem estar relacionados à atuação de grupos de ódio na internet que incentivam adolescentes a torturar animais, ampliando o debate sobre responsabilização penal e prevenção desse tipo de crime.
Investigação aponta agressões graves e atuação de adolescentes
O cão Orelha morreu no início de janeiro, após sofrer agressões severas na região da cabeça. Segundo o Ministério Público de Santa Catarina MPSC, as lesões foram tão graves que o animal precisou ser submetido à eutanásia, durante atendimento veterinário que tentava reverter seu quadro clínico.
A Polícia Civil tomou conhecimento do caso em 16 de janeiro. Quatro adolescentes são investigados por supostamente agredirem o animal de forma violenta, com a intenção de causar sua morte. Parte das agressões teria se concentrado na cabeça do cão.
No dia 26 de janeiro, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão nas residências dos suspeitos. Ninguém foi preso. Dois dos adolescentes estavam nos Estados Unidos e tiveram celulares e roupas apreendidos na última quinta feira (29), ao desembarcarem no Aeroporto Internacional de Florianópolis.
A defesa dos suspeitos informou que a volta dos jovens foi articulada com os policiais e confirmou que os aparelhos telefônicos e outros pertences foram entregues às autoridades em uma sala restrita do aeroporto. Os adolescentes também foram intimados a prestar depoimento.
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