Kassab diz que ‘solução política’ definirá candidato do PSD à Presidência e reconhece eleitorado próximo ao bolsonarismo

Presidente da sigla diz que partido se consolida no campo da centro-direita e busca alternativa moderada para a Presidência


Redação
Estadão Conteúdo e Redação 29/01/2026 20:01 • Política
Kassab diz que ‘solução política’ definirá candidato do PSD à Presidência e reconhece eleitorado próximo ao bolsonarismo - Vinícius Rosa/Governo do Estado de São Paulo
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O presidente nacional do PSD e secretário de Governo e Relações Institucionais de São Paulo, Gilberto Kassab, afirmou, nesta quinta-feira (29), que a definição do candidato do partido à Presidência da República passará por uma decisão política, conduzida pela direção nacional da sigla e com escuta das principais lideranças estaduais. Segundo ele, a escolha não será definida exclusivamente por pesquisas de intenção de voto.

Atualmente, três governadores são apontados como postulantes do PSD ao Palácio do Planalto: Eduardo Leite, Ratinho Júnior e Ronaldo Caiado. A declaração foi dada em entrevista à GloboNews.

“Nós temos o entendimento – e os três estão de acordo – de que haverá uma solução política conduzida pela direção do partido, que ouvirá as principais lideranças do partido no País”, disse Kassab.

Direção do partido vai conduzir escolha do nome

Segundo Kassab, embora pesquisas eleitorais sejam consideradas relevantes, elas não serão o único critério para a definição do candidato presidencial. Para o dirigente, a chamada solução política envolve fatores mais amplos, como relacionamento interno, viabilidade eleitoral e perspectivas de crescimento no cenário nacional.

“A pesquisa do momento é importante, evidente, mas quando você fala em solução política, ela envolve uma série de outros fatores: perspectivas, relacionamento, enfim”, afirmou o presidente do PSD, ao indicar que a decisão buscará preservar a unidade interna da legenda.

Kassab descarta prévias para evitar crise interna

Durante a entrevista, Kassab também deixou claro que o PSD não pretende realizar prévias internas para escolher seu candidato ao Planalto. Segundo ele, esse tipo de processo costuma gerar disputas internas e pode sinalizar crise dentro do partido.

O dirigente afirmou que a condução centralizada da escolha, com diálogo entre as lideranças, é vista como o caminho mais seguro para evitar desgastes. Para Kassab, a harmonia interna é estratégica para que o partido consiga se posicionar de forma competitiva no cenário eleitoral nacional.

Eleitor do PSD estaria mais próximo do bolsonarismo

Ao analisar o perfil do eleitorado da legenda, Kassab reconheceu que o público do PSD está mais próximo do eleitor do senador Flávio Bolsonaro (PL) do que do eleitor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ainda assim, fez questão de afirmar que o partido não se define como uma sigla de direita.

“Estamos ocupando majoritariamente o campo da centro-direita. Há eleitor de centro-esquerda? Há. Mas, majoritariamente, estamos na centro-direita”, afirmou Kassab, ao comentar o posicionamento ideológico da legenda.

Possível convergência em segundo turno

Segundo Kassab, essa proximidade ideológica torna natural uma eventual convergência entre o eleitorado do PSD e o bolsonarismo em um segundo turno presidencial. Ele avaliou que, diante desse cenário, o trânsito eleitoral entre os dois campos tende a ser facilitado.

“Então, é quase natural que o eleitor do Flávio vote no nosso candidato no segundo turno, e vice-versa”, declarou o presidente do PSD, ao projetar possíveis alianças eleitorais em uma disputa nacional.

Partido mira eleitor sem identificação clara

Na avaliação de Kassab, o PSD tem conseguido atrair eleitores que se sentem deslocados no atual espectro político. Segundo ele, há um contingente expressivo de brasileiros que rejeita tanto o PT quanto o bolsonarismo, mas que acaba votando de forma pragmática por falta de alternativa.

De acordo com o dirigente, a estratégia do partido é justamente ocupar esse espaço intermediário, oferecendo uma candidatura de perfil moderado, capaz de dialogar com diferentes setores da sociedade e reduzir a polarização que marca a política nacional.

Estratégia busca consolidar alternativa moderada

Para Kassab, a construção de uma pré-candidatura presidencial pelo PSD tem como objetivo consolidar o partido como uma força de centro-direita com identidade própria. Ele avalia que o crescimento da legenda nos últimos anos fortalece esse projeto.

Segundo o presidente do PSD, a definição do nome que representará o partido dependerá do cenário político, da capacidade de articulação e do potencial de diálogo com diferentes correntes, sempre priorizando a coesão interna e a viabilidade eleitoral.

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