Mercado reduz previsão da inflação para 4,33% e entra no intervalo da meta do Banco Central
Estimativas para IPCA recuam, enquanto PIB mantém crescimento moderado e Selic segue elevada
Marcello Casal Jr/Agência Brasil
A trajetória das expectativas para a inflação brasileira apresenta sinais de desaceleração, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (22), pelo Banco Central (BC). Tanto a pesquisa Firmus, que reúne projeções de empresas não financeiras, quanto o Boletim Focus, que consolida estimativas do mercado financeiro, indicam recuo nas previsões para o IPCA em 2025 e 2026, aproximando os índices do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). As informações são da Agência Brasil.
Os dados reforçam a leitura de que o processo desinflacionário segue em curso, ainda que de forma gradual, em um cenário marcado por juros elevados, crescimento econômico moderado e cautela na política monetária.
Pesquisa Firmus aponta desaceleração da inflação até 2027
De acordo com a pesquisa Firmus do quarto trimestre de 2025, divulgada nesta segunda-feira (22) pelo Banco Central, a mediana das projeções para o IPCA de 2025 recuou de 5,0% para 4,50%, exatamente no teto da meta de inflação. Para 2026, a estimativa intermediária caiu de 4,50% para 4,20%, enquanto a projeção para 2027 foi mantida em 4,0%.
A coleta de dados ocorreu entre os dias 10 e 28 de novembro, com a participação de 240 empresas não financeiras, e tem como base de comparação a rodada anterior, realizada entre 11 e 29 de agosto.
Apesar do recuo, a trajetória projetada pela Firmus ainda permanece acima das estimativas do Boletim Focus, indicando que empresas seguem mais cautelosas quanto à convergência da inflação para o centro da meta no médio prazo.
Focus também reduz projeções e mantém inflação dentro da meta
Na edição mais recente do Boletim Focus, publicada pelo BC na mesma data, o mercado financeiro reduziu pela sexta semana consecutiva a previsão de inflação para 2025. A estimativa passou de 4,36% para 4,33%, permanecendo dentro do intervalo de tolerância da meta, que vai de 1,5% a 4,5%, com centro em 3%. Para 2026, a projeção caiu de 4,10% para 4,06%. Já para 2027 e 2028, as expectativas seguem em 3,80% e 3,50%, respectivamente.
Em novembro, o IPCA registrou alta de 0,18%, acima dos 0,09% observados em outubro. Com esse resultado, a inflação acumulada em 12 meses chegou a 4,46%, ainda dentro do limite definido pelo CMN.
Selic permanece elevada em meio a cenário de incerteza
Para garantir o cumprimento da meta de inflação, o Banco Central utiliza como principal instrumento a taxa básica de juros (Selic), atualmente fixada em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).
O recuo das expectativas inflacionárias e a desaceleração da atividade econômica levaram o BC a manter a Selic pela quarta reunião consecutiva. Em comunicado recente, o Copom evitou sinalizar quando os juros começarão a cair, destacando que o ambiente econômico segue marcado por incertezas, o que exige cautela na condução da política monetária.
A Selic está no maior patamar desde julho de 2006, quando atingiu 15,25% ao ano. Após recuar para 10,5% ao ano em maio de 2024, os juros voltaram a subir a partir de setembro do mesmo ano, alcançando os atuais 15% em junho.
Segundo o mercado, a taxa básica deve encerrar 2026 em 12,25% ao ano, com novas reduções previstas para 2027 (10,5%) e 2028 (9,75%).
PIB mostra crescimento moderado nas projeções
No campo da atividade econômica, a pesquisa Firmus revisou levemente para cima a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, de 2,05% para 2,10%. Para 2026, houve pequena redução, de 1,90% para 1,80%.
Já o Boletim Focus aponta crescimento de 2,26% em 2025 e 1,80% em 2026. Para os anos seguintes, o mercado projeta expansão de 1,81% em 2027 e 2,0% em 2028.
A economia brasileira cresceu 0,4% no segundo trimestre, impulsionada pelos setores de serviços e indústria. Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%, marcando o quarto ano consecutivo de crescimento e o melhor desempenho desde 2021.
Expectativas para o dólar recuam no curto prazo
No câmbio, a pesquisa Firmus mostrou redução nas expectativas para o dólar seis meses à frente, cuja mediana caiu de R$ 5,60 para R$ 5,50. Já o Focus projeta a moeda norte-americana em R$ 5,43 no fim deste ano e R$ 5,50 ao final de 2026.
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