Ronaldo Caiado é internado com arritmia e deve passar por procedimento nas próximas horas
Procedimento chamado de ‘ablação’ é indicado para corrigir distúrbios no ritmo cardíaco
José Cruz/Agência Brasil
O governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (União Brasil), foi internado, na tarde do último sábado (22), no hospital Vila Nova Star, em São Paulo, após apresentar arritmia cardíaca. De acordo com o boletim médico divulgado por sua equipe, o governador recebeu atendimento imediato, passou por avaliações clínicas e encontra-se estável enquanto aguarda a evolução do quadro. A previsão é de que ele seja submetido a uma ablação, procedimento indicado para corrigir distúrbios no ritmo cardíaco, nas próximas 48 horas.
Os médicos responsáveis pelo atendimento afirmaram que os exames realizados após a internação apontaram a necessidade da intervenção. A ablação, segundo o boletim, é considerada o tratamento adequado para corrigir de forma definitiva a alteração detectada. A equipe médica informou ainda que Caiado apresenta boa resposta ao tratamento inicial e permanecerá em observação até a realização do procedimento, sob “cuidados especializados até a realização do procedimento”.

Crédito: Divulgação
O documento é assinado pela cardiologista e intensivista Dra. Ludhmila Abrahão Hajjar, coordenadora da equipe médica; pelo Prof. Dr. Paulo Marcelo Gehm Hoff, diretor clínico; e pelo Dr. Daniel Favarão Del Negro, diretor-geral do Vila Nova Star. A nota reforça que o governador seguirá monitorado até nova atualização.
Caiado reage à prisão de Bolsonaro
A internação ocorreu poucas horas após Caiado divulgar, em suas redes sociais, um vídeo comentando a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ocorrida na manhã de sábado (22). O governador classificou o episódio como “um triste capítulo da vida política nacional”. A manifestação repercutiu entre apoiadores do ex-presidente e entre políticos que se posicionaram ao longo do dia sobre os desdobramentos do caso.
Na publicação no X (ex-Twitter), Caiado afirmou que se trata de “uma clara tentativa de envergar sua dignidade até o limite que um homem pode suportar”. Caiado mencionou ainda os problemas de saúde enfrentados por Bolsonaro e declarou considerar “pouco razoável” a hipótese de que o ex-presidente teria condições de executar um plano de fuga. Segundo ele, “a suposição de uma fuga a partir de uma vigília é tão improvável quanto a suposição da derrubada do Estado democrata de direito promovida por um bando de baderneiros”.
O governador afirmou também esperar que o Supremo Tribunal Federal revise rapidamente a decisão que levou à prisão de Bolsonaro. “Minha total solidariedade ao ex-presidente Bolsonaro e sua família”. A fala se soma às manifestações públicas de outros políticos que se posicionaram sobre o caso ao longo do dia, especialmente entre apoiadores do ex-presidente.
Reações de outros governadores aliados
Além de Caiado, governadores aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro também reagiram à notícia de sua prisão, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após pedido da Polícia Federal. As manifestações ocorreram nas redes sociais, em meio às movimentações políticas que antecedem as eleições de 2026 e às articulações internas da direita para definir novas lideranças.
Um dos primeiros a se pronunciar foi o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que afirmou que “a injustiça prevaleceu” ao “afastar o ex-presidente do convívio da família, de forma arbitrária e vergonhosa para a história”. Em sua publicação, também declarou que “silenciar opositor não é Justiça, e sim abuso de poder” e que “divergência política não pode ser motivo de prisão”.
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), publicou uma nota de solidariedade no X. “Bolsonaro, estaremos juntos em mais esse desafio, sem perder a esperança de viver o ideal de Deus, Pátria, Família e Liberdade”.
O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), afirmou que Bolsonaro “não teve um julgamento justo e vem sendo privado de liberdade antes mesmo da sua condenação”. Ele acrescentou que o ex-presidente sofreu “mais um golpe contra seus direitos”.
“Um homem que não roubou um pila da população e que é o principal nome de oposição, legitimado por metade dos eleitores brasileiros”, complementou.
Em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) classificou a decisão como injusta e disse que Bolsonaro “tem enfrentado todos os ataques e injustiças com a firmeza e a coragem de poucos”. No mesmo texto, afirmou que “tirar um homem de 70 anos da sua casa, desconsiderando seu grave estado de saúde e ignorando todos os apelos provenientes das mais diversas fontes, todos os laudos médicos e evidências, além de irresponsável, atenta contra o princípio da dignidade humana”.
O governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), também criticou a decisão e classificou a prisão preventiva como uma “insensibilidade do Poder Judiciário”. Segundo ele, “todos sabem que a saúde do ex-presidente não é boa desde que ele foi vítima de uma facada”.
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