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Vixe! Esquenta sucessão para a Câmara Federal. Arthur Lira mantém Elmar como favorito, mas faz afagos públicos a Brito. E o quebra-cabeça de Geraldo e Jerônimo em Salvador

Toda quarta temos novidades da política, do mundo empresarial, jurídico e das artes pra que você entenda melhor "como a roda gira" nos bastidores

Os afagos de Lira 

A rápida passagem do deputado federal Arthur Lira por Salvador, na última sexta-feira, acendeu as especulações sobre o nome que deverá sucedê-lo no comando da Câmara dos Deputados, em fevereiro de 2025. Além do presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, estão no páreo os deputados baianos Antônio Brito (PSD) e Elmar Nascimento (União Brasil). Durante evento da Associação Baiana das Empresas de Base Florestal (ABAF), que completa 20 anos de atuação, tanto Elmar quanto Brito disputavam a atenção de Lira e os holofotes da imprensa. 

Arthur Lira e Elmar Nascimento com a presidente da Abaf, Mariana Lisboa

O favoritismo de Elmar 

Apontado como favorito para a disputa, o deputado Elmar Nascimento figura como o preferido de Lira. No entanto, segundo avaliação da imprensa nacional, o presidente da Câmara não deverá sustentar essa escolha até o final, caso não veja sinais claros de vitória do aliado. Segundo Lauro Jardim, de O Globo, o prazo para tentar embalar o nome do UB deve durar até o final do ano. Caso ele não decole, “Lira não vai morrer na praia”. Já teria os planos B e C na cabeça, abrindo espaço para Pereira e Brito. 

Arthur Lira e Elmar Nascimento

A chave do impeachment 

E o detalhe é que esse movimento encontra eco com as movimentações de dentro da Câmara, no mercado financeiro, mas principalmente no Palácio do Planalto. O que se fala em Brasília é que a maior resistência a Elmar ainda continua sendo o Planalto. O presidente Lula e sua articulação política veem em Elmar um risco alto em entregar “a chave do impeachment” ao parlamentar do União Brasil. Não querem repetir o movimento que levou Eduardo Cunha a trabalhar pela cassação da então presidente Dilma Rousseff.

Deputado Elmar Nascimento

De Bolsonaro a Lula 

Articuladores do governo federal entendem ser um risco ficar refém de Elmar, da mesma forma que não se sentem confortáveis em entregar o comando da Câmara para Marcos Pereira, hoje alinhado com o governo do PT, mas até pouco tempo soldado do ex-presidente Jair Bolsonaro, do PL. Diante desse cenário, Arthur Lira e seus aliados terão os próximos nove meses para consolidar Elmar ou viabilizar Brito. 

Marcus Pereira

Sem espaço para novo nome 

A informação, na Câmara Federal, é que não há espaço para apresentação de um novo nome, no caso, do deputado Hugo Motta, também do Republicanos. Até mesmo o julgamento sobre a 
permanência da prisão do deputado Chiquinho Brazão (sem partido-RJ), suspeito de encomendar a morte da vereadora Marielle Franco, em 2018, no Centro do Rio, entrou nessa conta. 

Deputado Hugo Motta

Elmar cresce entre os deputados

Na verdade, o voto do deputado Elmar Nascimento em defesa de Chiquinho Brazão tem gerado o crescimento do apoio interno para sua candidatura à Câmara. Isso, devido à postura dele em defender o direito dos parlamentares, tornando-o um dos favoritos na corrida pelo comando da Casa. Segundo informações do jornalista Tales Faria, do UOL, o deputado do União Brasil já contaria nesse momento com mais de 200 votos para a disputa, aproximando-se do número necessário para a vitória.

Elmar Nascimento

Apoiadores de vários partidos 

Na conta dos apoiadores de Elmar hoje tem deputados do União Brasil, do PP, do PDT, do PSDB, do Avante, do Patriota, do PSDB e do Cidadania. Além disso, conta com a simpatia de parte do PCdoB, além da sinalização de apoio do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, e de outras lideranças do país. Resta agora saber se ele terá fôlego para se manter como favorito pelos próximos nove meses ou se será rifado pelo principal aliado, caso o cenário mude e ele perca apoios, que já conquistou. Em se falando da disputa pela Câmara Federal, tudo pode acontecer. 

Elmar e deputados na Câmara

Gestos pró Brito 

Mas, voltando para a passagem do presidente Arthur Lira pelo evento da ABAF, na última sexta, ele fez questão de mostrar a todos que, além de Elmar, o deputado Antônio Brito possui trânsito e é uma alternativa real para a sua sucessão. Mais que um sinal de fumaça, houve gestos de afinidade. Lira começou seu discurso na Bahia, inclusive, citando Brito como amigo e, mais importante de tudo, fazendo movimentos públicos de que não possui vetos ao líder do PSD na Câmara, que comanda uma bancada de 44 parlamentares e o blocão com 142 deputados. 

Antônio Brito e Mariana da Abaf

Ninguém quer perder espaços 

Na verdade, ninguém quer perder espaço nem poder na Câmara Federal. Com isso, a melhor estratégia passa pela composição de uma grande frente de partidos e políticos até fevereiro de 2025. E isso vale tanto para Elmar como para Brito. A conferir. 

Elmar Nascimento e Brito em encontro com deputados

De pulseira colorida 

Um fato inusitado foi observado na apresentação do deputado federal Zé Neto, como pré-candidato a prefeito de Feira de Santana, no último final de semana. A organização do evento exigiu que os convidados vips do petista usassem uma pulseira colorida para acesso ao local. Se a moda pega.

Lançamento candidatura Zé Neto

O novo momento do Novo? 

Um dos diferenciais pregados pelo Partido Novo sempre foi o cuidado ao escolher as pessoas que fazem parte do seu quadro de filiados. E é por isso que, a cada eleição, o partido realiza processos de seleção e formação dos seus quadros. No entanto, o que se comentava ontem na Câmara de Salvador era que a sigla havia rompido com essa premissa e teria aceitado filiações de última hora, que não teriam passado pelo que prevê o seu estatuto de criação.

Filiados na janela 

A informação ouvida nos corredores da Câmara era que, no processo de montagem da sigla, nomes teriam sido filiados para acomodar aliados do Palácio Thomé de Souza. Na última semana, o partido anunciou a retirada da candidatura da professora Luciana Buck e o apoio à reeleição do prefeito Bruno Reis (União Brasil). Há quem diga, inclusive, que a ex-candidata estaria sendo convidada a lançar uma candidatura ao Legislativo Municipal.  Resta agora saber o que ontem era especulação na Câmara e o que realmente vai acontecer dentro da sigla. 

Bruno Reis e Luciana Buck

O PT quer a vice 

O ex-vereador Moisés Rocha (PT) voltou a reafirmar sua disposição para ocupar o cargo vice na chapa do vice-governador Geraldo Jr., pré-candidato a prefeito de Salvador. A declaração dada durante reunião com a presidente municipal do partido, Cema Mosil, mostra que a sigla estaria trabalhando para compor a chapa majoritária, sobretudo após os petistas desistirem da cabeça de chapa, mesmo sendo o maior partido da base aliada.  

Moisés Rocha

Olívia para a vice

Além do nome de Moisés, começou a circular com força no últimos dias que a articulação política do governo estaria trabalhando para que a deputada estadual Olivia Santana, do PCdoB, seja alçada à condição de vice de Geraldo. Por mais que ela já tenha falado publicamente que não aceita ser vice, a comunista não teria como se esquivar da decisão do governador em assumir o desafio. Até porque, a deputada e o partido ocupam espaços importantes na máquina estadual e podem ser chamados por Jerônimo para ocupar o posto.  

Olívia Santana

Indefinição sobre a coordenação 

Além da indefinição sobre quem ocupará a vice de Geraldo, existe a dúvida sobre quem será o coordenador de sua campanha em Salvador. O presidente da CBPM, Henrique Carballal, é um dos nomes cotados, mas não deve ser afastado de suas funções para assumir a missão. O que se fala no próprio governo é que o vereador licenciado tem sido estratégico na condução do órgão mineral da Bahia e que essa escolha passará pela definição pessoal do próprio governador, que ainda não sinalizou por isso.

Henrique Carballal

O time de Jerônimo 

Na última segunda, inclusive, Jerônimo disse que houve avanço após o fechamento da janela partidária no último dia 6, mas que a escolha da vice ainda seguia indefinida. Ele falou também que o processo estava sendo conduzido pelo próprio pré-candidato do MDB. O detalhe, que causa preocupação na própria base, é que até o momento o governador não deu sinais claros de que está com pressa para ter essa definição, sinalizando não estar tão preocupado com isso, já que tem outros 416 municípios para atuar.   

Jerônimo Rodrigues

Ivanilson cogitado

Além de Carballal, outro nome que chegou a ser cogitado para assumir a coordenação da campanha foi o presidente estadual do PV, Ivanilson Gomes, movimento que parece não encontrar eco dentro da Federação PT, PCdoB e PV, nem mesmo na própria base, sobretudo pelo alinhamento que sempre teve com o prefeito Bruno Reis.

Ivanilson Gomes

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