Novo ministro do Turismo defende viagens populares como eixo do governo Lula
Gustavo Feliciano afirma que lazer e deslocamento interno devem ser tratados como política de inclusão social
Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deu posse, nesta terça-feira (23), ao novo ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, em cerimônia realizada no Palácio do Planalto, em Brasília. Ao assumir o cargo, o novo ministro afirmou que a política pública para o setor precisa ter como prioridade o acesso da população de baixa renda ao turismo, defendendo que viajar e usufruir do lazer não pode ser um privilégio restrito às classes mais altas.
Em seu discurso, Feliciano destacou que o turismo brasileiro deve ser pensado como um instrumento de inclusão social, geração de emprego e distribuição de renda.
“Turismo tem que ser do povo, pelo povo e para o povo. Não pode ser só de rico”, afirmou, ao enfatizar que milhões de brasileiros trabalham intensamente ao longo do ano e têm pouco acesso a momentos de descanso e lazer.
Turismo como ferramenta de justiça social
Segundo o novo ministro do Turismo, ampliar o acesso da população aos destinos turísticos nacionais é uma forma concreta de medir o avanço social do país. Para ele, a presença de famílias viajando, conhecendo novos lugares e participando de eventos culturais é um indicativo de desenvolvimento e de melhoria da qualidade de vida.
“Se há uma forma de medir que o Brasil avançou é ver gente viajando, desfrutando do lazer com suas famílias. Felicidade e alegria não podem ser uma questão de classe social, têm que ser o símbolo da justiça social”, afirmou Feliciano.
O ministro defendeu políticas públicas que tornem o turismo mais acessível, com estímulo a eventos populares, fortalecimento do turismo interno e incentivo a destinos que gerem emprego e renda em diferentes regiões do país.
Presença política e articulação no Congresso
A cerimônia de posse contou com a presença de dezenas de autoridades políticas, entre elas o governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB), e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). Gustavo Feliciano é aliado político de Motta e foi indicado ao cargo por um grupo do União Brasil, partido que busca reaproximação com o governo federal.
Durante o evento, Feliciano agradeceu a confiança do presidente Lula e destacou o papel da liderança política na construção de consensos. “Quero agradecer a confiança da ala do União Brasil, que, através do seu líder Pedro Lucas, quer ajudar a encontrar harmonia e solução para que o Brasil possa vencer seus enormes problemas”, disse.
O novo ministro também fez um elogio direto ao presidente da Câmara, ressaltando sua influência política.
“Um destaque especial para o maior líder do meu estado, que hoje não é só da Paraíba, mas do Brasil: o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta. Um paraibano assumir um ministério da República é reflexo da sua discreta, mas inegável, forte liderança”, afirmou.
Apoio do Legislativo à nova gestão
Em seu discurso, Hugo Motta afirmou que a Câmara dos Deputados dará apoio à gestão de Gustavo Feliciano, tanto com recursos quanto com ações legislativas voltadas ao fortalecimento do turismo no Brasil. Segundo ele, a escolha do novo ministro demonstra a capacidade do presidente Lula de dialogar e agregar forças políticas.
“Presidente Lula, a decisão de atender à indicação do nome de Gustavo Feliciano demonstra sensibilidade política e capacidade de agregar. O Congresso Nacional não faltou ao governo e seguirá ajudando”, disse Motta.
Perfil do novo ministro do Turismo
Natural de Campina Grande (PB), Gustavo Feliciano é formado em Direito e possui experiência na gestão pública. Ele foi secretário de Turismo e Desenvolvimento Econômico da Paraíba entre 2019 e 2021, durante o governo de João Azevêdo. O novo ministro é filho do deputado federal Damião Feliciano (União-PB) e da ex-vice-governadora da Paraíba, Lígia Feliciano.
Gustavo Feliciano assume o comando do Ministério do Turismo após a saída de Celso Sabino, que deixou o cargo na semana passada. Sabino foi expulso do União Brasil depois de decidir permanecer na pasta mesmo após a direção partidária orientar seus filiados a se afastarem do governo federal, em um momento de tensão entre a legenda e o Palácio do Planalto.
União Brasil, reaproximação e cenário político
A substituição no Ministério do Turismo ocorreu após uma articulação política envolvendo lideranças do União Brasil e a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann. A saída de Sabino faz parte de um movimento de reaproximação entre setores do partido e o governo Lula, com foco nas eleições de 2026.
Embora tenha sido indicado por uma ala do União Brasil, Gustavo Feliciano não está atualmente filiado ao partido. Ele integrou a legenda entre 2022 e outubro de 2025 e já passou por siglas como PDT e MDB. A expectativa do Planalto é que sua nomeação ajude a melhorar a interlocução com o Congresso e fortaleça a base governista em votações estratégicas.
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