Ex-ministro admite encontro com Bolsonaro e diz que alertou sobre gravidade de medidas como estado de sítio
Ex-ministro da Defesa relatou encontro com Bolsonaro e comandantes militares para debater GLO dias antes da posse de Lula
Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
O general Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa, confirmou, nesta terça-feira (10), que participou de uma reunião com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e os comandantes militares no Palácio da Alvorada, em 7 de dezembro de 2022, para tratar de uma possível operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO).
Segundo ele, o encontro foi breve e de caráter informativo, com discussões sobre possíveis desdobramentos políticos no período de transição presidencial.
“A gente conversando ali, em uma tempestade de ideias, sobre as consequências de uma ação futura que eu imaginava que poderia acontecer”, relatou o general. Em seguida, ele afirmou que “saímos dali preocupadíssimos”.
Bolsonaro apresentou documentos com queixas sobre seu governo
Durante a reunião, conforme o relato do ex-ministro, Bolsonaro exibiu um arquivo com considerações sobre eventos e situações que, segundo ele, teriam lhe causado prejuízos ou injustiças durante o mandato.
O general disse que ao fim do encontro fez alertas sobre a gravidade de ações como estado de defesa e estado de sítio, sugerindo que qualquer medida precisaria considerar os limites constitucionais.
Estavam presentes na reunião o então presidente Jair Bolsonaro, o comandante da Marinha, Almir Garnier, e o comandante do Exército, Marco Antônio Freire Gomes. O chefe da Aeronáutica, Carlos Almeida Baptista Júnior, não compareceu por estar em viagem.
General se desculpa por ataques ao TSE em reunião ministerial
Paulo Sérgio aproveitou o depoimento para pedir desculpas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pelas declarações feitas durante uma reunião ministerial em julho de 2022.
“Inicialmente eu queria me desculpar publicamente por ter feito essas colocações naquele dia”, afirmou o general. Em seguida, ele reconheceu que foram “palavras mal colocadas” e “inadequadas”, e disse que “quando vi esse vídeo posteriormente eu não acreditei”, encerrando com a expressão “página virada”.
Na ocasião, ele havia chamado o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de “inimigo” e admitido o uso das Forças Armadas para questionar a condução do processo eleitoral, confrontando a Comissão de Transparência Eleitoral da Corte.
Defesa nega pressão para alterar relatório eleitoral
O ex-ministro declarou que a comissão do Ministério da Defesa não divulgou o relatório após o primeiro turno das eleições por decisão da equipe técnica, que optou por concluir o documento ao final do pleito.
Ele negou ter alterado o conteúdo do relatório ou sofrido pressão de Bolsonaro para incluir menções à possibilidade de fraude nas urnas eletrônicas.
Também afirmou que se arrepende da nota oficial divulgada em 10 de novembro de 2022, quando o ministério declarou que, embora não houvesse evidências, “não se podia excluir a possibilidade de inconsistências” nas urnas.
“Se fosse hoje, eu não teria feito essa nota ou teria feito um esclarecimento mais ameno”, declarou o general. Ele negou intenção de confrontar o TSE com a nota.
Reunião com hacker foi encerrada após identificação
Paulo Sérgio confirmou que se encontrou com Walter Delgatti Neto, conhecido como hacker Vermelho, a pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro. O encontro ocorreu no Ministério da Defesa, mas, segundo o general, ele não sabia quem era o visitante no início da reunião.
“É um criminoso”, disse Paulo Sérgio. Ele afirmou que, ao reconhecer a identidade de Delgatti, encerraram o encontro imediatamente.
“Ele não saiu da sala de visitas. Não passou 15 minutos no MD”, concluiu. Delgatti havia sido levado a Bolsonaro pela deputada Carla Zambelli (PL-SP), e mais cedo, o ex-presidente afirmou que “não sentiu confiança” no hacker e o encaminhou para a equipe técnica da Defesa.
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