Canetas nacionais para obesidade e diabetes chegam às farmácias nesta segunda; veja preços e onde comprar
Preços sugeridos variam de R$ 307,26 para a embalagem com uma caneta, R$ 507,07 para o Lirux com duas unidades e R$ 760,61 para o Olire com três
Divulgação / EMS
As primeiras canetas para tratamento de obesidade e diabetes produzidas integralmente no Brasil estarão disponíveis nas farmácias a partir desta segunda-feira (4). A farmacêutica EMS, responsável pela fabricação, anunciou o início da distribuição nesta sexta-feira (1º).
Os medicamentos têm como princípio ativo a liraglutida, substância que imita a ação do hormônio GLP-1, utilizado para retardar o esvaziamento gástrico e estimular a produção de insulina. Esses efeitos contribuem para o aumento da saciedade, redução do apetite e controle da glicemia.
Produção nacional ocorre após queda de patentes
Até então, a liraglutida era comercializada no país apenas por meio dos medicamentos de referência Saxenda e Victoza, da farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk. A produção nacional se tornou possível após a expiração das patentes desses produtos em 2023.
A EMS lançou dois medicamentos: o Olire, indicado para controle da obesidade com dose diária de 3 mg, e o Lirux, voltado ao tratamento de diabetes tipo 2, com dose de 1,8 mg. Diferentemente de outras substâncias análogas do GLP-1, como a semaglutida e a tirzepatida, que são de uso semanal, a liraglutida exige aplicação diária.
Segundo a empresa, os preços sugeridos variam de R$ 307,26 para a embalagem com uma caneta, R$ 507,07 para o Lirux com duas unidades e R$ 760,61 para o Olire com três. Clientes cadastrados no programa de fidelidade da EMS terão acesso a descontos de até 10%.
Diferença de preço com medicamentos de referência é pequena
A farmacêutica estimava que os produtos nacionais chegassem ao mercado com valores entre 10% e 20% mais baixos que os medicamentos de referência. No entanto, levantamento feito pelo Estadão nesta sexta-feira (1), mostrou que Saxenda e Victoza estão sendo vendidos com descontos superiores a 30%, o que deixa os preços dos produtos concorrentes próximos.
Inicialmente, a distribuição das canetas será feita nas regiões Sul e Sudeste. A EMS informou que os produtos estarão disponíveis nas redes Raia, Drogasil, Drogaria São Paulo e Pacheco.
“Os produtos já estão nos centros de distribuição dessas redes e estarão disponíveis para venda nos sites e em parte das lojas físicas do Sul e Sudeste do País, com expansão gradual para as demais regiões ao longo das próximas semanas”, comunicou a empresa. A estimativa é de que 250 mil unidades de Olire e Lirux estejam disponíveis no varejo até o fim de 2025.
Produção envolve investimento bilionário e nova fábrica
A EMS investiu mais de R$ 1 bilhão para viabilizar a produção dos medicamentos no Brasil. A empresa inaugurou em 2024 a primeira fábrica nacional de peptídeos, componente essencial para a fabricação das canetas.
A planta industrial está localizada em Hortolândia, no interior de São Paulo, e tem capacidade inicial de produção de 20 milhões de canetas por ano. A estrutura pode ser ampliada para até 40 milhões de unidades anuais.
A farmacêutica informou ainda que se prepara para lançar a versão nacional da semaglutida, princípio ativo dos medicamentos Ozempic e Wegovy, também da Novo Nordisk. A previsão é de que o novo produto seja lançado em 2026, após a expiração da patente no Brasil.
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