CPI literalmente eleitoreira, diz Coronel sobre comissão pra investigar o MEC

Na manhã desta quarta-feira, o ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, foi preso 

Por Cíntia Kelly
22/06/2022 às 20h26
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Foto: Agência Senado
Foto: Agência Senado

A menos de quatro meses das eleições, o Senado está na iminência de instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do MEC (Ministério da Educação). Até o início da noite falta apenas uma assinatura para que a comissão possa ser instalada.

Da Bahia, apenas o senador Jaques Wagner (PT) subscreveu o documento. Otto Alencar e Angelo Coronel, ambos do PSD, aguardam decisão da bancada. Possivelmente, nesta quinta (23), uma reunião vai decidir para que lado os 12 pessedistas deverão ir: chancelar ou não a instalação da comissão.

Em conversa com o Portal M!, o senador disse que vai esperar a orientação da bancada, mas não vê com bons olhos uma CPI. Ele explica que ao final de uma comissão, é feito relatório e encaminhado ao Ministério Público e a Polícia Federal. "A PF já está cumprindo colmo papel, já está investigando", disse Coronel, que presidente a CPI das Fake News.

Ele argumenta, ainda, que as vendedoras de uma eleição, a CPI passa a ser meramente eleitoreira. "A CPI neste momento é ônibus e literalmente eleitoreira", pontuou.

Na manhã desta quarta-feira (22), a Polícia Federal prendeu o ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro. Ele é investigado no âmbito de uma operação, batizada de Acesso Pago, que investiga a prática de tráfico de influência e corrupção na liberação de verbas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão ligado ao Ministério da Educação.