André Mendonça suspende políticas estaduais sobre o ICMS do diesel

Ministro atendeu pedido foi feito pela Advocacia-Geral da União 

Por Redação
13/05/2022 às 21h00
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Foto: Agência Brasil
Foto: Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, suspendeu nesta sexta-feira (13) as políticas estaduais sobre o ICMS que incide no óleo diesel.

O magistrado atendeu um pedido do governo Jair Bolsonaro (PL), que, por meio da Advocacia-Geral da União (AGU), foi ao STF questionar o desrespeito à lei que instituiu uma alíquota única do imposto para todos os estados, em reais por litro, cobrada apenas na etapa da produção.

Mendonça destacou que, a partir de sua decisão, "não se admitirá mais 27 alíquotas diferentes de ICMS, o que representa uma uniformidade e redução do valor do combustível e menor flutuação dos preços".

As novas regras, definidas em março pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), entrariam em vigor em 1º de julho.

Os secretários estaduais de Fazenda se reuniram em março e fixaram um valor único do ICMS a ser cobrado nos combustíveis, mas permitiram descontos. O valor estabelecido na ocasião foi de R$ 1,006 por litro de óleo diesel S10, o mais usado no país. 

O Governo Federal argumenta, porém, que o valor definido ficou mais alto do que o cobrado anteriormente, o que permite aos estados burlar a lei sancionada.

A decisão cautelar (de urgência) atende ao pedido da AGU protocolado na noite de quinta (12). Segundo Mendonça, a suspensão é necessária para se tentar construir um consenso sobre o tema - que abriu uma disputa a União e os governos estaduais.

"Entendo-o configurado diante da proximidade de vigência do novo modelo, considerando ainda que a complexidade e relevância da questão justifica a urgência para que, a partir de tal decisão, se dê início imediato à construção de uma solução efetiva, perene e consentânea com os parâmetros constitucionais reguladores da matéria", escreveu o ministro.

Mendonça ainda ressaltou que autoridades se mobilizaram para tentar resolver o impasse que envolve as políticas.

No despacho, o ministro  abre prazo de cinco dias para que Câmara, Senado e o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) se manifestem sobre o tema. Em seguida, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a AGU terão prazo semelhante.

O presidente do Comitê Nacional de Secretários da Fazenda, Finanças, Receitas ou Tributação dos Estados e Distrito Federal (Comsefaz), Décio Padilha, relatou à CNN Brasil que o órgão recorrerá da decisão.