"É melhor perder a vida do que perder a liberdade", afirma Marcelo Queiroga

Ministro da Saúde usou frase de Bolsonaro para justificar a rejeição do governo ao passaporte da vacina

Por Redação
07/12/2021 às 20h40
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Foto: Wilson Dias/ Agência Brasil
Foto: Wilson Dias/ Agência Brasil

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou em coletiva de imprensa em Brasília, nesta terça-feira (7), que é "melhor perder a vida do que perder a liberdade". A declaração surgiu para justificar a rejeição do Governo Federal ao passaporte da vacina e as medidas tomadas pelo Planalto no combate à pandemia da Covid-19.

A declaração de Queiroga reproduz uma fala do presidente Jair Bolsonaro (PL), em março.

"Nós queremos ser, sim, o paraíso do turismo mundial. E vamos controlar a Saúde, fazer com que a nossa economia volte a gerar emprego e renda. Essa questão da vacinação, como realcei, tem dado certo porque nós respeitamos as liberdades individuais. O presidente falou agora há pouco: às vezes, é melhor perder a vida do que perder a liberdade", disse.

A adoção do passaporte da vacina foi uma das recomendações feitas em novembro pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para conter a disseminação do novo coronavírus.

Apesar de rejeitar o passaporte, o governo brasileiro anunciou que vai impor quarentena de cinco dias e teste RT-PCR a viajantes não vacinados que queiram entrar no País. As autoridades, no entanto, não explicaram como será feito o processo de isolamento dessas pessoas.

"Não se pode discriminar as pessoas entre vacinadas e não vacinadas e, a partir daí, impor restrições. Até porque a ciência já sabe que a vacina não impede totalmente a transmissão do vírus", pontuou Queiroga.

"Então nós, depois de fazermos uma análise detida de toda a documentação com grupo técnico, decidimos que o RT-PCR seria utilizado (como já vem sendo utilizado desde o início da pandemia, com 72 horas antes do embarque), e requerer que os indivíduos não vacinados cumpram uma quarentena de cinco dias e, após essa quarentena, eles realizariam o novo teste", acrescentou.

 

* Com informações do Portal UOL.

 

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