Alberto Fernández sai derrotado nas eleições legislativas na Argentina e deve perder controle do Senado

A coalizão opositora de centro-direita 'Juntos por el Cambio' saiu vitoriosa no pleito deste domingo (14)

Por Redação
15/11/2021 às 11h20
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Foto: Reprodução/Twitter
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Com mais de 90% dos votos computados, o peronismo, liderado pelo presidente Alberto Fernández, saiu derrotado e deve perder o controle do Senado, após as nas eleições legislativas realizadas na Argentina neste domingo (14). 

Será a primeira vez desde a redemocratização, em 1983, que o grupo não terá o poder de definir a agenda da Casa. Por sua vez, a coalizão opositora de centro-direita "Juntos por el Cambio" saiu vitoriosa do pleito.

Os números prévios mostram, no entanto, que a derrota peronista foi menor que a sofrida em setembro, nas primárias, e que ocasionou uma reorganização do gabinete de ministros sob o comando da vice-presidente, Cristina Kirchner.

Em declaração logo depois de fechadas as urnas, o ministro do Interior, Wado de Pedro, afirmou que houve 72% de participação. A cifra mostra um aumento do interesse em relação às primárias, que tiveram comparecimento de 66%.

O presidente Alberto Fernández fez uma declaração pela TV, direto da residência de Olivos, pouco após a divulgação dos resultados. Disse esperar que a oposição seja "responsável e aberta ao diálogo, para gerar progresso para o país".

Declarou, ainda, que é momento de "olhar para adiante" e falou dos vários desafios que o país enfrenta, entre eles "o da reativação econômica e a emergência sanitária".

Fernández acrescentou que o acordo com o Fundo Monetário Internacional, a quem o país deve US$ 44 bilhões, é uma prioridade e deve ser uma política de Estado. 

Lançou provocações à oposição ao criticar o endividamento do país. Afirmou que "sabe que cometeu erros", mas que irá cumprir o compromisso assumido em 2019. "O pessimismo é contagioso, mas a esperança também."

O líder da oposição e ex-presidente Mauricio Macri afirmou mais cedo que "os próximos dois anos vão ser difíceis para a Argentina, mas a Juntos por el Cambio vai atuar com muita responsabilidade, ajudando para que a transição seja feita do modo mais ordenado possível, para que se possa voltar a colocar o país no rumo correto".

*Com informações do jornal Folha de S.Paulo.