Médica explica proibição de medicamentos para obesidade e esclarece os mitos e verdades sobre a doença

A endocrinologista Jessy Gomes é a personalidade entrevistada neste episóidio do podcast do Portal M!

Por Jones Araújo
31/10/2021 às 15h09
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Foto: Divulgação
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A obesidade é um problema de saúde pública no Brasil. Segundo dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), 60% da população tem excesso de peso. A endocrinologista Jessy Gomes, que atua no consultorio It Endocrinologia, afirma que esse crescimento que dá à doença traços epidêmicos é fruto de má alimentação e falta de exercícios.

"A obesidade ganhou contornos epidêmicos devido ao nosso estilo de vida. A gente foi diminuindo a movimentação, e também a alimentação foi ganhando mais processados, excesso de açúcar, gordura. A redução de frutas e verduras e [preferência pelo] fast-food foi ganhando força com passar dos anos", afirma a médica, que é a personalidade entrevistada neste episódio do podcast do Portal M!

A obesidade é definida mundialmente pelo Índice de Massa Corporal (IMC), que é calculado dividindo-se o peso (em kg) pela altura (em cm) ao quadrado. A endocrinologista explica que a obesidade pode ser de classes 1, 2 e 3. 

"A obesidade é uma doença que envolve um tratamento múltiplo. Eu posso entrar com medicação sim e devo, muitas vezes", explica.

Jessy ressalta que há medicamentos para tratamento da obesidade - e não para emagrecer. "Remédio para este tratamento tem que estar associado a mudança de estilo de vida, exercícios físico e regulares todos os dias e uma boa alimentação. Só a medicação não funciona", pontua.

Recentemente, o Supremo Tribunal Federal (STF), em concordância com Anvisa proibiu a venda dos medicamentos anfepramona, femproporex e mazindol, que eram utilizados para tratar a doença, e manteve a liberação da sibutramina.

Jessy Gomes explica a diferença e o que levou a essa proibição: "Esses remédios têm efeito anorexígeno, porém são medicações muito antigas, que foram aprovadas para tratamento de obesidade. Só que naquela época não existiam tantos estudos de segurança", esclarece.

A diferença em relação à sibutramina, segundo ela, está na atuação da medicação: a substância  age no aumento da saciedade.

A médica endocrinologista também falou dos mitos e verdades sobre a obesidade, opinou sobre a 'gordofobia' e trouxe mais esclarecimentos a respeito da doença.

Confira a íntegra do podcast: