Com combustíveis em alta, Bolsonaro afirma que não vai interferir em preços

Presidente afirmou que a Petrobras "fica amarrada" à política de preços atual e que não haverá interferência do governo para conter a alta

Por Redação
24/10/2021 às 17h49
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Foto: Agência Brasil
Foto: Agência Brasil

Ao lado de Paulo Guedes, ministro da Economia, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se defendeu das críticas por causa da inflação e do preço dos combustíveis. Ele afirmou que a Petrobras "fica amarrada" à política de preços atual e que não haverá interferência do governo para conter a alta.

"Não vamos interferir no preço de nada porque isso já foi feito no passado e não deu certo", afirmou Bolsonaro.

O discurso de Bolsonaro contradiz o que o próprio presidente defendeu em maio, quando mudou o comando da Petrobras. O presidente nomeou o general Joaquim Silva e Luna para o comando da empresa após demonstrar insatisfação com os constantes aumentos de combustíveis -os caminhoneiros são uma importante base eleitoral bolsonarista.

"Da nossa parte eu troquei o comando da Petrobras. No começo foi um escândalo. É para interferir mesmo, eu sou o presidente. Ou eu assumo e tenho que manter todo mundo empregado?", disse Bolsonaro em encontro com apoiadores.

Bolsonaro voltou a abordar a possibilidade de privatizar a Petrobras. "Não tenho poder de interferir sobre a Petrobras. Estou conversando com o Paulo Guedes sobre o que fazer com ela no futuro", afirmou.

Incomodado com as críticas, Guedes tentou sustentar a tese de que continua defendendo as bandeiras liberais e da austeridade fiscal. Ele disse em diversos momentos que segue apoiando o teto de gastos.

Em um gesto à base bolsonarista, Guedes fez críticas à esquerda e atacou adversários de Bolsonaro na disputa eleitoral de 2022. Citou nominalmente o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), e fez menção ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), líder nas pesquisas presidenciais para 2022, sem citá-lo nominalmente.

"A história de que o Brasil não vai crescer é narrativa política. Já está crescendo este ano e vai crescer mais no ano que vem. O presidente sempre apoiou as reformas. É um político popular, mas está deixando a economia ser reformista. Ele não é populista. Tem muito populista aí, inclusive candidato à Presidência, falando em R$ 600, R$ 700, R$ 800. Eles quebraram o Brasil e não taxaram os super-ricos. Quebraram o Brasil e não fizeram nada sobre essa roubalheira", disse Guedes, em referência ao valor defendido por Lula para o auxílio aos mais pobres na última semana.

*Com informações do Portal Uol.