Oito militares são condenados pela Justiça por homicídios de músico e catador no Rio de Janeiro

Tenente teve pena de 31 anos de prisão; outros sete agentes, cada, receberam 28 anos de detenção

Por Redação
14/10/2021 às 08h57
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Foto: Fábio Teixeira/AP (via: G1)
Foto: Fábio Teixeira/AP (via: G1)

Por três votos a dois, a Justiça Militar, no Rio de Janeiro, condenou oito militares pelos homicídios do músico Evaldo Rosa dos Santos e do catador de recicláveis Luciano Macedo, fuzilados em uma ação do Exército, no dia 7 de abril de 2019, em um bairro na zona oeste da capital fluminense.

O conselho que julgou o caso, formado por uma juíza federal e quatro juízes militares sorteados, determinou 28 anos de prisão para sete acusados pelos dois homicídios qualificados e pela tentativa de homicídio do sogro do músico, Sérgio de Araújo, que ficou ferido na ocasião.

O tenente Ítalo da Silva Nunes foi o único que recebeu uma pena maior, de 31 anos e seis meses, por ser o oficial responsável pelo grupo, por ter sido o primeiro a atirar sem se certificar de que a tropa sofria ameaça ou agressão e por ter feito o maior número de disparos. Todos aguardavam o processo em liberdade.

O julgamento, que já havia sido adiado duas vezes a pedido da defesa e mais duas por conta da pandemia de Covid-19, se estendeu das 9h até o início da madrugada desta quinta (14) na Ilha do Governador, na zona norte carioca. A viúva de Evaldo, Luciana Nogueira, chegou a passar mal quando os militares entraram na sessão.

"Eles não têm noção de como estão trazendo uma paz para a minha alma. Eu sei que não vai trazer o meu esposo de volta, mas não seria justo eu sair daqui sem uma resposta positiva", disse Luciana após a decisão do colegiado.

*Com informações do jornal Folha de S.Paulo.