Pela primeira vez em 2021, Brasil deixa lista da OMS com líderes de contaminações por Covid-19

Com 118 mil infecções, país aparece na 9ª colocação em novos casos da doença na semana

Por Redação
14/09/2021 às 21h30
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Foto: Agência Brasil
Foto: Agência Brasil

Pela primeira vez em 2021, o informe semanal da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre o número de novos contaminados pela Covid-19 não traz o Brasil entre os seus principais destaques. Os números do país continuam elevados, e o alerta da agência é para que não haja um relaxamento nas medidas de controle e distanciamento. Mas os dados revelam que o Brasil já não está mais entre os cinco com maior número de novos infectados na semana.

Por meses, o Brasil ocupou as primeiras colocações, chegando a concentrar 20% dos óbitos no mundo. Mas a semana que foi concluída no domingo registrou 1 milhão de novos casos nos Estados Unidos, contra 256 mil no Reino Unido e 248 mil na Índia. A quarta colocação é ocupada pelo Irã, com 172 mil casos e 158 mil na Turquia.

Na 9ª colocação em casos novos na semana, o Brasil aparece com 118 mil novas infecções, uma queda de 22% em comparação à semana anterior. Segundo a OMS, porém, a taxa continua sendo a segunda maior das Américas, ainda que seja apenas um quarto do patamar atingido no primeiro semestre do ano.

No que se refere às mortes, a queda é ainda maior. No caso do Brasil, foram 3,1 mil óbitos em sete dias, 27% a menos que na semana anterior. Na região, os números colocaram o Brasil abaixo das mortes nos Estados Unidos, com 11,3 mil novos óbitos, e 4,6 mil no México.

Em números totais desde o início da crise sanitária, o Brasil aparece na terceira posição, com 20 milhões de casos. Em mortes, o país tem o segundo maior número, com mais de 580 mil óbitos.

De acordo com a OMS, o mundo registrou a primeira queda significativa na expansão da pandemia em mais de dois meses, com redução de 13% em novos casos de pessoas contaminadas e 7% em mortes.

Mesmo assim, a OMS insiste que o número de 4 milhões de novos casos entre 6 e 12 de setembro são "inaceitáveis", com 62 mil mortes.

 

* Com informações do Portal UOL.