Após ameaça de ministro, presidente da Câmara reafirma eleições em 2022

Lira disse que as eleições serão realizadas normalmente, por meio do "voto popular, secreto e soberano"

Por Redação
22/07/2021 às 14h59
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Foto: Agência Câmara
Foto: Agência Câmara

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), se manifestou nesta quinta-feira (22) após o Estadão revelar a ameaça do ministro da Defesa, Walter Braga Netto, ao processo eleitoral de 2022. Conforme o deputado, o pleito ocorrerá no ano que vem e as eleições serão realizadas normalmente, por meio do "voto popular, secreto e soberano".

"A despeito do que sai ou não na imprensa, o fato é: o brasileiro quer vacina, quer trabalho e vai julgar seus representantes em outubro do ano que vem através do voto popular, secreto e soberano. As últimas decisões do governo foram pelo reconhecimento da política e da articulação como único meio de fazer o País avançar. Não há temas que não possam ser discutidos na Câmara dos Deputados. Esse foi um dos meus compromissos de campanha à presidência da Casa, que mantenho com muita honra e compromisso público" escreveu no Twitter o presidente da Câmara.  .

"Esse é o nosso trabalho, essa é a nossa obrigação. Pressões são normais mas aceitá-las ou guiar-se por elas pode não ser a melhor prática.Como presidente da Câmara, estimulo o debate, tento trazer ao debate público soluções para os problemas do país. E é o que continuarei a fazer em cada dia do meu mandato", finalizou Lira. 

No último dia 8, uma quinta-feira, Lira recebeu um duro recado de Braga Netto, por meio de um interlocutor político. O general pediu para comunicar, a quem interessasse, que não haveria eleições em 2022, se não houvesse voto impresso. Ao dar o aviso, o ministro estava acompanhado de chefes militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica.

Conforme o jornal, ao receber a ameaça, Lira considerou o recado grave e procurou o presidente Jair Bolsonaro. Teve uma longa conversa com ele, no Palácio da Alvorada. De acordo com relatos obtidos pelo Estadão, o presidente da Câmara disse ao chefe do Executivo que não contasse com ele para qualquer ato de ruptura institucional.