Apesar de...

Por Adilson Fonseca*

Por Adilson Fonseca*
07/07/2021 às 08h00
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Foto: Divulgação
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"O otimista é um tolo. O pessimista, um chato. Bom mesmo é ser um realista esperançoso". - Ariano Suassuna (1927 - 2014) dramaturgo e poeta brasileiro, ocupou desde 1990 a cadeira número 32 da Academia Brasileira de Letras.

No primeiro verso da música "Apesar de você", de Chico Buarque diz aos que sempre torcem contra: "Hoje você é quem manda/Falou, tá falado/Não tem discussão". No Brasil de hoje não é o pessimismo, mas a torcida dos que querem ver o caos para gerar o pessimismo que prevalece. Até mesmo o sisudo e tradicional jornal norte-americanos, o Wall Street Journal, mostra a reviravolta positiva no cenário econômico do Brasil, mas mesmo assim não tem conseguido mudar o humor dos que se opõem ao governo do presidente Jair Bolsonaro, e que não veem essa melhoria, mas querem criar um cenário catastrófico em todos os setores do País.

Há pouco mais de três semanas, o presidente foi criticado por comemorar o crescimento trimestral de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB). Contudo, as principais agências de investimentos nacionais e estrangeiras, não só comemoraram, mas também projetaram um crescimento anual do PIB acima de 4%, podendo ultrapassar os 5%. Agências como a Goldman Sachs projetou crescimento de 5,5%. E até mesmo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) projetou um crescimento 3,7% em 2021. Parece que só esses brasileiros não viram.

Com todas as dificuldades inerentes à pandemia do coronavírus, as contas públicas tiveram um superávit de R$ 24,4 bilhões em abril, e a Bolsa de Valores chegou a bater o seu recorde histórico, desde a sua instituição, superando a marca de 130 mil pontos em negociações de ativos de mercado. O agronegócio superou a barreira de R$ 1 trilhão no que se refere ao valor bruto de produção, com exportações alcançando cifras acima dos US$ 10 bilhões (R$ 60 bilhões) em abril, com crescimento de 39%.

São números invisíveis para os que só conseguem enxergar e torcem por um Brasil de catástrofe, para prejudicar o atual governo. Até o que é de interesse de todos os brasileiros, que é a geração de empregos, consegue mudar esse viés ideológico e negativo que se estabeleceu desde as eleições de 2018, e dos que só pensam nas eleições do próximo ano. 

Apesar do "infelizmente", anunciado por um âncora de uma rede de televisão, o saldo positivo da geração de 280 mil novas vagas formais de trabalho em maio, mostra uma tendência de retomada da economia, mesmo que não se queira. Por razões ideológicas avessas ao atual governo, o "infelizmente" da CNN foi seguido pela Folha de São Paulo, que usou um malabarismo da linguística para desqualificar a melhoria da economia brasileira, num escancarado viés do quanto pior melhor. O jornal criou um novo termo no Dicionário da Língua Portuguesa, ao dizer que a economia "despiorou" e voltou ao nível pré-covid, com o crescimento de 1,2%.

A "despiora", eufemismo novo de linguagem dos que não podem falar de "melhora" da economia brasileira, permitiu não só a criação de novos 280.666 empregos com carteira assinada em maio, no quinto mês seguido de saldo positivo, mas também um saldo positivo acumulado no ano, de 1.233.372 vagas, resultado da diferença entre as 7.971.258 admissões e 6.737.886 demissões no mercado de trabalho formal.

Como as palavras que denotam um melhor estado da economia parecem proibidas, porque se referem ao atual governo, então é preciso criar um antítese para a negação e informar que "desinfelizmente" ao contrário de "infelizmente" os sinais da economia indicam essa melhora que parece passar ao largo. E na crescente "despiora" da economia, a balança comercial também bateu recorde, com o melhor maio da história, com um saldo de mais de US$ 9,29 milhões. Os sinais positivos de "despiora" ainda se fizeram presentes no setor de Navegação fluvial, que registrou crescimento de 20,7% em 2020 e até mesmo o deficitário Correios, que registrou o maior lucro dos últimos 10 anos, com R$ 1,53 milhão.

Por fim, seguindo a mesma linha de avaliação das principais agências internacionais, o Banco Central (BC) aumentou a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2021 para 4,6%. E a Balança Comercial teve um superávit ainda maior, de US$ 10,4 bilhões em junho e US$ 37,5 bilhões no semestre, com o maior valor, desde o início da série, em 1989. 

"Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho. Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!" - Machado de Assis (1839-1908) escritor e fundador da Academia Brasileira de Letras. Entre suas obras, Helena, Memórias Póstumas de Brás Cubas, Dom Casmurro e Quincas Borba.

* Adilson Fonseca é jornalista e escreve neste espaço às quartas-feiras.

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