Governo Federal reduz R$1,1 bilhão de gasto com pessoal em recorde de mais de dez anos

Levantamento do Tesouro mostra que folha de pagamentos caiu de R$ 286,4 bilhões em 2019 para R$ 285,3 bilhões em 2020

Por Flávio Gomes
11/06/2021 às 08h27
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Foto: Divulgação
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O Relatório Contábil do Tesouro Nacional divulgado na última quinta-feira (10) registrou a redução do governo federal em R$ 1,1 bilhão com despesas de pessoal. Segundo o relatório a folha de pagamentos saiu de R$ 286,4 bilhões em 2019 para R$ 285,3 bilhões em 2020.

Foi o primeiro recuo pelo menos desde 2009, início da série histórica apresentada no levantamento.

Como contrapartida às transferências de recursos para estados e municípios, o Congresso aprovou, a pedido do governo, a proibição de reajustes de servidores das três esferas, até o fim deste ano, além da limitação de contratação e realização de concursos, que só deve acontecer após a reforma administrativa.

Para frear as despesas com salários, o Ministério da Economia reduziu ainda a taxa de reposição de servidores aposentados e digitalizou os principais serviços públicos.

A conta do Tesouro é um somatório da despesa bruta com ativos, inativos e pensionistas. Em 2020, as despesas com pessoal representaram o equivalente a 43,8% da receita corrente líquida do governo, número acima de 2019.

Ainda segundo o Tesouro, entre 2010 e 2020, houve forte crescimento do rombo da Previdência no INSS, passando de R$ 42,4 bilhões, em 2010, para R$ 263,6 bilhões, em 2020. A projeção atuarial do déficit previdenciário para 2022 é de 3,50% do PIB, podendo chegar a 8,67% do PIB em 2060.

Relatório divulgado antes da reforma da Previdência estimava déficit de 11,64% do PIB para o mesmo ano. Já o regime dos servidores fechou 2020 com déficit de R$ 48,6 bilhões. O rombo na Previdência dos militares foi de 44,9 bilhões.