Rodrigo Pacheco mantém a dianteira para a presidência do Senado com racha no PSDB

Divisão entre tucanos é considerado problema para a Simone Tebet (MDB)

Por Redação
14/01/2021 às 10h19
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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Lançada oficialmente com candidata à presidência do Senado, Simone Tebet (MDB-MS) viu as pretensões dela de chegar à presidência da casa ficarem um pouco enfraquecidas devido a um racha interno no PSDB, uma vez que parte dos sete parlamentares da sigla já declarou apoio à candidatura de Rodrigo Pacheco (Democratas-MG), o que daria a ele, teoricamente, vantagem na disputa.

De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, desconsiderando possíveis traições, uma vez que o voto é secreto, o senador mineiro conta com o apoio de bancadas que reúnem 38 votos, enquanto a candidata do MDB tem a adesão de partidos que somam 27 parlamentares. São necessários 41 votos para ser eleito, maioria absoluta no Senado.

Em reunião virtual, a bancada se dividiu, com uma parte dos senadores defendendo a candidatura de Pacheco, pois o contrário afetaria interesses desses parlamentares nas bases regionais. O MDB contava com o apoio unânime dos tucanos para a eleição na Casa.

O líder interino Izalci Lucas (PSDB-DF) então decidiu liberar a bancada para votar conforme a vontade de cada um.

"Não podemos sacrificar os interesses regionais dos nossos colegas por uma candidatura que ainda está incerta, que não há garantia que vai ter o apoio prometido. Além disso, o próprio [senador José] Serra (PSDB-SP) e a Mara Gabrilli (PSDB-SP) já externaram suas posições, antes da bancada. Então não tinha como não liberar", afirmou Izalci.

Tanto Serra como Gabrilli usaram as redes sociais para externar apoio a Tebet, de forma independente da bancada.