"Enquanto brasileiros perdem vidas e empregos, Bolsonaro brinca de ser presidente", reage Doria

Bolsonaro menosprezou eficácia de 50% da vacina

 

 

Por Francisco Artur
13/01/2021 às 16h08
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Foto: Agência Brasil
Foto: Agência Brasil

Governador de São Paulo e ex-apoiador de Jair Bolsonaro (sem partido), João Doria (PSDB) reagiu à declaração do presidente da República que criticou a eficácia de 50,38% da vacina contra o novo coronavírus CoronaVac.

"Lamentável a declaração do presidente Bolsonaro sobre a vacina do Butantan. Ao invés de comemorar o fato do Brasil ter um imunizante seguro e eficaz para combater a pandemia, ele ironiza a vacina. Enquanto brasileiros perdem vidas e empregos, Bolsonaro brinca de ser Presidente", escreveu Doria, na tarde desta quarta-feira (13), no Twitter.

Horas antes do governador de São Paulo atacar Bolsonaro, o chefe do Executivo nacional havia dito a apoiadores que está há quatro meses "apanhando por causa da vacina".

"Essa de 50% é uma boa vacina ou não? O que eu apanhei por causa disso, agora estão vendo a verdade. Eu estou há quatro meses apanhando por causa da vacina. Entre eu e a vacina tem a Anvisa. Eu não sou irresponsável, não estou a fim de agradar quem quer que seja", afirmou o presidente.

Eficácia do imunizante

Na última terça-feira (12), o Instituto Butantan, ligado ao governo paulista de João Doria e que desenvolve a Coronavac em parceria com a chinesa Sinovac, anunciou a taxa de pouco mais de 50% de eficácia geral da vacina.

Na semana passada, o instituto já havia anunciado que a eficácia para sintomas leves é de 78% e para graves, de 100%.

No próximo domingo (17), está previsto que conselho da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) delibere sobre o uso emergencial da Coronavac e também sobre o imunizante da Oxford/AstraZeneca, que será distribuído no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Em resposta a um apoiador que disse ser da Fiocruz "a vacina certa", Bolsonaro respondeu que será a certa "a vacina que passar pela Anvisa, seja ela qual for". "Já temos um crédito de R$ 20 bilhões para comprar isso daí", completou.