Maia avalia que resultados das eleições municipais mostram que centro "virá forte em 2022"

Presidente da Câmara também afirma que a sociedade quer Estado moderno e, por isso, optou por candidatos com experiência

Por Redação
30/11/2020 às 19h20
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Foto: Agência Brasil
Foto: Agência Brasil

Ao fazer um balanço das eleições municipais deste ano, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta segunda-feira (30) que o pleito mandou o recado de que o "centro virá forte em 2022".

Durante entrevista ao Portal UOL, Maia disse que o governo precisa agora decidir em que "campo" pretende atuar.

"Para o governo, o resultado da eleição mandou uma mensagem: que o centro virá forte em 2022. Cabe agora ao governo organizar: qual é o campo em que vai atuar? Vai continuar com o ministro do Meio Ambiente, com o ministro das Relações Exteriores, estragando a imagem do Brasil no exterior? Ou vai caminhar para o centro-direita para tentar tirar um pouco do nosso espaço?", questionou.

De acordo com informações do Portal G1, Maia ressaltou que Bolsonaro "nunca teve uma base municipalista" e que, por isso, não tinha algo construído que pudesse ser derrotado.

"Em algumas eleições, ele perdeu, mas não eram eleições construídas pela estrutura partidária dele, que não existe. Então, não acho, por exemplo, que a eleição municipal gere impacto de enfraquecimento ou de fortalecimento dele", declarou.


Partidos tradicionais

Maia disse que a votação expressiva em partidos tradicionais nas eleições municipais mostraram que, embora busquem renovação, os eleitores entenderam que a inexperiência é um "salto no escuro".

Segundo ele, o eleitorado mostrou preferência por políticos que já demonstraram experiência em outros momentos.

"A sociedade quer um Estado mais moderno, quer continuar até renovando a política. Mas ela viu que a falta de experiência é um salto no escuro e decidiu - acho que esse é o grande recado desta eleição - por aqueles que têm mais experiência e já demonstraram essa experiência em outros momentos da política brasileira", disse Maia.

 

Reforma Tributária
Sem citar nomes, Maia disse que a Reforma Tributária só não andou no Congresso por questão de "ego" e "vaidade".

"Eu estou tentando ajudar desde o ano passado, tentando avançar com a Tributária. Mas tivemos conflitos que não valem a pena serem relembrados, mas conflitos, vaidades, egos, e aí vai travando, coisa que é de 'A', de 'B'. de 'C'. A vaidade do ser humano é grande. Na política é maior", afirmou Maia.

"O Brasil está ficando pra trás, porque a vaidade dos homens às vezes prevalece sobre a racionalidade e o bom senso", acrescentou.

Segundo Maia, o líder da maioria na Câmara e relator da proposta, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), vai conversar com partidos e governo esta semana para apresentar sua proposta.

"Se tiver consenso, nós vamos votar. Se não tiver consenso, o próximo presidente da Câmara pauta, porque ela está pronta para votar. Tem maioria para aprovar, certeza", garantiu.