Com aval de Bolsonaro, Guedes tira salário extra de R$ 21 mil de Marinho

Jornal apontou que ministro foi o que mais se mais se beneficiou da prática de acumular cargos, inflando o contracheque

Por Redação
15/10/2020 às 12h44
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Foto: Montagem/Reprodução
Foto: Montagem/Reprodução

O ministro da Economia, Paulo Guedes Economia retirou, nesta quinta-feira (15) o salário extra, no valor de R$ 21 mil mensais, do ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho. A medida foi tomada com o aval do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, a decisão ocorre um dia após uma reportagem feita pela própria publicação mostrar que Marinho é o ministro que, até então, mais se beneficiou da prática de acumular cargos e, assim, inflar o contracheque.

O ministro ocupava um cargo no Conselho Fiscal do Sesc (Serviço Social do Comércio) desde fevereiro de 2019. Por 20 reuniões do colegiado, ele recebeu mais de R$ 200 mil nesse período.

No lugar de Marinho, foi escalado o ministro Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) - a troca consta em uma portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU) da última quarta-feira (14). Com isso, os jetons (gratificação por participar do conselho) passam a ser pagos a Ramos, que, segundo integrantes do Ministério da Economia, vem desempenhando bom trabalho na articulação política.

Após assumir a pasta, Marinho passou a travar embates com Guedes - alguns deles públicos. Os dois divergem sobre os rumos da política econômica, já que Marinho passou a articular com o Congresso maneiras de burlar o teto de gasto, regra que impede o crescimento das despesas públicas acima da inflação.

Na mais recente disputa, Bolsonaro se irritou com Marinho, por, em reunião com economistas, fazer críticas a Guedes. Diante do desgaste e da extensão dos "penduricalhos" no salário do ministro do Desenvolvimento Regional, Guedes e o Palácio do Planalto chegaram a um acordo para transferir o "bônus" a Ramos.