Multinacionais no Brasil se juntam à pressão de ativistas para retirar anúncios do Facebook

Companhias globais seguem matrizes de movimento internacional, enquanto nacionais ainda titubeiam

Por Yuri Abreu
03/07/2020 às 13h44
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Foto: Andrew Harrer/Bloomberg
Foto: Andrew Harrer/Bloomberg

Ao menos dez multinacionais já estenderam ao Brasil o boicote ao Facebook com a retirada de anúncios da rede social, convocada pela iniciativa Stop Hate for Profit, que ganhou adesão de mais de 240 marcas no mundo. Porém, a estimativa é a de que esse número seja maior do que 800.

De acordo com a Folha de S.Paulo, a campanha incentivou que empresas retirem dinheiro da rede social durante o mês de julho. A justificativa é que o Facebook foi omisso a publicações que incitaram a violência de manifestantes que se ergueram contra a morte do segurança negro George Floyd, morto por um policial branco no fim de maio nos Estados Unidos.

O ativismo começou a respingar em empresas nacionais, que passaram a ser pressionadas nominalmente pelo perfil brasileiro do grupo Sleeping Giants, que calcula ter retirado R$ 448 mil em publicidade de sites com notícias falsas ou com incitação ao ódio em seu primeiro mês de atuação no Brasil.

Ainda de acordo com a publicação, nos últimos dias, o Sleeping Giants Brasil, perfil que tem mais de 375 mil seguidores no Twitter, mencionou marcas nacionais como Riachuelo, Santander, Itaú, Arezzo, Casas Bahia, Renner, Magazine Luiza, Vivara e C&A. As empresas afirmaram que têm discutido o tema em reuniões nos últimos dias, mas poucas tomaram decisão.