Bruno Reis diz que pode dispensar exigências se houve grandes filas na vacinação de crianças contra Covid-19

Ministério orienta que a criança vacinada espere 20 minutos após a aplicação para checar possível reação adversa

Por Jones Araújo
14/01/2022 às 11h34
  • Compartilhe
Foto:  Divulgação | Secom
Foto: Divulgação | Secom

A Bahia tem enfrentado obstáculos na vacinação contra Covid-19 em crianças de 5 a 11 anos. A primeira dificuldade, conforme o prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), trata-se do novo atraso no recebimento das doses da Pfizer, desta vez, a cidade soteropolitana deve receber os imunizantes por volta das 14h40.

A previsão inicial era que as doses chegassem no início da madrugada desta sexta-feira (14), na Bahia, mas houve um reprogramação pelo Ministério da Saúde e, segundo a Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), a nova previsão seria por volta das 8h20, mas pela terceira vez, em menos de 24h, houve nova reprogramação, agora para 14h40.

Mesmo com atraso, Bruno Reis garantiu na manhã desta sexta-feira, durante evento de entrega do novo Centro de Referência de Assistência Social, na Lucaia, que a imunização, do público alvo será iniciada ainda hoje, após a chegada das doses em solo soteropolitano.

"A nossa expectativa hoje é iniciar a vacinação das crianças com deficiências. Começamos ainda hoje nas organizações sociais e amanhã durante todo o dia, nós iremos ter unidades especificas para vacinar as crianças de 11 anos", afirma o prefeito de Salvador. 

Imunização

Um outro obstáculo na imunização de todo o público infantil, está na quantidade de doses recebidas na cidade. De acordo com o gestor municipal, devem chegar cerca de 17 mil doses que serão destinadas apenas as pessoas de 11 anos, a partir do sábado (15), uma vez que Salvador possui atualmente 20 mil crianças recadastradas.

No entanto, o prefeito ressalta a expectativa de  que ainda no dia 16 deste mês, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) libere a utilização da Coronavac, vacinas que estão em estoque na cidade. 

"Se isso ocorrer, nós temos o nosso estoque de quantidade de vacinas, que daria para imunizar pelo menos uma idade por dia e até o início da próxima semana estaríamos chegando as crianças de cinco anos", explica Bruno.

Não cumprimento das exigências do Ministério da Saúde

Embora Bruno Reis afirme que cumpriu todas as determinações do Ministério da Saúde, ele lamentou as dificuldades impostas pela pasta que, conforme o gestor, acaba dificultando a vida das pessoas e a logística da prefeitura.

Além da presença dos pais, a criança vacinada  terá que aguardar por 20 minutos após a aplicação da dose para ver se haverá uma possível reação adversa e, logo em seguida, ela será liberada. A recomendação surge em um momento em que Salvador registra grandes filas nos postos de vacinação, aplica doses contra Covid e Influenza, além disso, enfrenta um déficit de 2 mil trabalhadores de saúde afastados por conta da infecção do novo coronavírus. Bruno declara que se houver aglomeração, as exigências do Ministério da Saúde não serão cumpridas. 

"Pode vim o Ministério da Saúde, quem for, adotar as providências que acharem cabíveis, mas é irrazoável. Eu não sou nenhum especialista na área de saúde, mas uma criança ter uma reação adversa em 20 minutos é difícil", disse.

Ele explica que a cidade possui um sistema com grande estrutura voltado para atender pessoas que tiveram alguma reação com a vacina, que segue disponível para atender a criança, caso for necessário. Bruno também aproveitou para lembrar que a decisão da vacinação infantil, cabe aos pais. 

"A decisão cabe aos pais, cada pai conhece seu filho, sabe a sua realidade, só a sua presença para levar o filho para vacinar já por si só, está autodeclarado e não havia necessidade de documentação, aguardar 20 minutos, mas tudo isso, só traz mais dificuldades para um processo que estamos vacinando hoje, 1º, 2º e 3º dose, vacinando contra gripe, com mais de 2 mil trabalhadores afastados por conta da Covid", finaliza.