Zé Neto defende reeleição de Lula e alfineta Gusttavo Lima: ‘Política não precisa só de canção, precisa de ação’
Petista também comentou sobre a eleição para a presidência da Câmara dos Deputados, e afirmou que Hugo Motta (Republicanos) deve ser eleito
Equipe M!
O deputado federal Zé Neto (PT) defendeu, nesta segunda-feira (6), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o candidato da esquerda à presidência nas eleições de 2026. Apesar da indicação, o petista pontuou a dificuldade da sigla em encontrar um nome para substituir o presidente, caso ele não se candidate à reeleição.
“Lula não tinha interesse na reeleição, mas no passado ele agora tem, e nós também temos. Eu acho que o candidato à reeleição é Lula. E aqui na Bahia é óbvio que o candidato à reeleição é o governador Jerônimo. No geral, nesse momento que a gente está vivendo na política, a gente fala muito em renovação”, afirmou.
Ele pontuou que a renovação necessária se refere às ideias, não a idade. “Lula continua renovando o Brasil. Ele continua renovando, ampliando o mercado internacional, dialogando temas relacionados com o meio ambiente, relacionados com a inclusão social, relacionados com a fome. O que tem de mais moderno aí é combater a fome. Então eu tenho muito cuidado com essa história da idade em renovação. O que a gente tem que ter é renovação permanente de ideias que se adaptem a esse mundo moderno que estamos vivendo”.
Zé Neto também reconheceu o papel fundamental de Lula no cenário político brasileiro atual, destacando que o presidente tem sido um agente de renovação no país. “Lula continua renovando o Brasil. Ele continua renovando, ampliando o mercado internacional, dialogando temas relacionados com o meio ambiente, relacionados com a inclusão social, relacionados com a fome”, disse.
Para o petista, combater a fome é uma das questões mais urgentes e modernas que o Brasil enfrenta. Ele elogiou a capacidade de Lula em manter o foco nas questões sociais e na ampliação do SUS para lidar com problemas de saúde emergentes. “Quem é que faz isso no Brasil? Quem é o jovem que está fazendo mais isso? É o nosso jovem presidente Lula”, concluiu.
Gusttavo Lima
Já sobre o anúncio recente de Gusttavo Lima, que manifestou interesse em se candidatar à presidência, Zé Neto afirmou que acompanha, mas acredita que a ideia não avance.
“Ele não tem o que acrescentar em termos sociais, não tem nenhum projeto para o país, não tem nada de novo para ser dito. Ele canta bem e continua cantando lá a sua música. Mas a política não precisa só de canção não. Precisa também de ação. A canção é importante. Diz respeito à cultura. Diz respeito ao bem-estar das pessoas. Ao entretenimento. Mas não cabe no Brasil que, agora, a gente precisa de mais solidez. Aqueles que querem participar da vida pública”.
Eleições de Hugo Motta
Na ocasião, o petista também a eleição para a presidência da Câmara dos Deputados, que será realizada no início de fevereiro. Segundo ele, a expectativa é que o deputado Hugo Motta (Republicanos) seja eleito para o biênio 2025/2026.
“Ele vai ser presidente, soube fazer junto com o Lira uma articulação bem estruturada”, avaliou. O deputado baiano também reforçou a necessidade de uma comunicação constante entre os diversos setores do governo, sem perder de vista a construção de uma mesa de negociação que permita avanços. “O que nós queremos do governo é diálogo, e eu acho que a gente vai ter uma mesa que vai conseguir dialogar”, disse o deputado, evidenciando que o sucesso do governo dependerá dessa capacidade de comunicação.
O deputado enfatizou a importância de um diálogo constante dentro do governo para garantir avanços. “O que nós queremos do governo é diálogo, e eu acho que a gente vai ter uma mesa que vai conseguir dialogar”, declarou Zé Neto. Ele também reconheceu que, embora o cenário político atual seja positivo, é preciso manter uma expectativa realista: “Agora, sempre é uma expectativa, vamos ter uma expectativa positiva, vamos trabalhar para que ela se realize”.
Reforma tributária
Zé Neto também fez uma análise da reforma tributária, e reconheceu que, apesar de ser um avanço significativo, o Brasil ainda tem um longo caminho pela frente. Ele comparou o processo tributário no país com o de outros países ao redor do mundo: “Hoje, de 194 países que nós temos no mundo, 174, agora 175, têm a mesma base, que é o imposto sobre o valor agregado”. O deputado ressaltou que, embora a reforma tenha sido um passo importante, é fundamental que o orçamento seja aprovado em breve para garantir a continuidade das reformas.
Em relação aos desafios fiscais, Zé Neto falou sobre o debate em torno do orçamento e das emendas parlamentares. “A Câmara tem que entender isso e a gente construir um processo onde as emendas sejam transparentes de fato”
Ele também comentou sobre a atuação do Supremo Tribunal Federal, que tem se posicionado de forma rigorosa quanto à transparência das emendas: “O que o Supremo está fazendo está correto, mas também não pode exacerbar. Claro, que tem que ter transparência, tem que saber como foi e como foi gasto, não tem outra conversa. A Câmara tem que entender isso e a gente construir um processo onde as emendas sejam transparentes de fato. A população é quem paga os seus impostos e quer saber onde está o dinheiro público”.
Liderança e diálogo Político
Sobre sua própria atuação política, Zé Neto se mostrou cauteloso em relação a assumir a liderança da bancada. “Eu tenho um trabalho lá, o que eu gosto de fazer, eu vou fazendo”, disse, acrescentando que sua prioridade é dialogar com diferentes setores. “Eu sou presidente de uma frente importante, que é a parlamentar dos agentes comunitários de endemias”, destacou.
Zé Neto, que foi deputado estadual por quatro mandatos, afirmou que sua experiência prévia na política o ajudou a entender as complexidades do diálogo com diversos partidos. “A gente tem que conversar muito, até porque dos 513 deputados, nós só temos 126”, afirmou. Ele também ressaltou que a articulação política deve ir além da ideologia, focando em interesses econômicos e produtivos: “A gente tem que saber colocar a conta na mesa”, concluiu.
Economia e políticas públicas
O deputado federal também falou sobre o papel da esquerda na construção de políticas econômicas mais robustas. Zé Neto acredita que o Brasil precisa priorizar questões tributárias, fiscais e arrecadatórias, além de dedicar mais atenção ao setor produtivo. “Eu acho que a gente tem que trabalhar mais esse campo da economia, já trabalho muito no campo social e eu quero, nesses dois anos que me restam, atuar mais no sentido de garantir que tenhamos condição de melhorar mais o setor produtivo”, afirmou.
Zé Neto ainda fez um alerta sobre o impacto do teto de gastos no desenvolvimento do país, afirmando que por trás desse debate há interesses políticos que buscam impedir o avanço do Brasil. “Por trás do teto de gasto tem interesses políticos de quem não quer que o Brasil caminhe, mas também tem interesses de alguns que estão preocupados se a conta vai estourar. Eu acho que a gente tem que trabalhar mais esse campo da economia, já trabalho muito no campo social e eu quero, nesses dois anos que me restam, atuar mais no sentido de a gente garantir que tenhamos condição de melhorar mais o setor produtivo, a geração de emprego e renda”, disse.
Apostas online
Zé Neto também citou o impacto das apostas online no Braisl. “Eu acho que a gente tem que ter muita preocupação. As bets afetam o país como um todo, inclusive as nossas crianças. O Brasil é o país que mais tem jogos nesse ano das bets, onde tem mais apostas, onde tem mais volume de dinheiro circulando no Brasil. E foi rápido isso. Então a gente tem que ter cuidado com essa construção que está sendo feita”, alertou o deputado.
Investimentos em saúde
O deputado também abordou a questão da saúde no Brasil, especialmente os desafios relacionados ao aumento de problemas neurológicos, como as neuropatias. Zé Neto sugeriu que o SUS deve expandir seu atendimento para lidar com as consequências do uso excessivo de tecnologias, como os smartphones. “Para atacar isso tem que ter o quê? Política pública adequada”, afirmou, destacando a importância de investimentos contínuos na saúde pública.
Ele se mostrou otimista em relação ao futuro político do Brasil, acreditando que nos próximos dois anos o país viverá um período de intensa movimentação. “Haverá de sobressair muito mais agora nos próximos dois anos, porque são os próximos dois anos de muito movimento”, concluiu Zé Neto, sinalizando seu compromisso em continuar trabalhando para resolver os desafios do país.
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