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Tentativa de golpe de Estado na Bolívia resulta em 17 prisões

Tentativa de golpe de Estado na Bolívia resulta em 17 prisões
Tentativa de golpe de Estado na Bolívia resulta em 17 prisões

O governo da Bolívia anunciou a prisão de 17 pessoas, incluindo militares ativos e reformados, além de vários civis, por suposta ligação com a fracassada tentativa de golpe de Estado na quarta-feira (26).

O ministro do Interior boliviano, Eduardo del Castillo, afirmou ontem que o golpe vinha sendo planejado havia três semanas, com a participação de um grupo de soldados. Segundo ele, o governo chegou a receber informações sobre tentativas de desestabilização, mas não se imaginava nada dessa magnitude.

O governo apresentou 15 dos capturados, que estavam algemados, vestiam coletes à prova de balas e eram vigiados por efetivos policiais. Segundo Castillo, outros três suspeitos estavam sendo procurados. Entre os civis presos está Aníbal Aguilar, um ex-vice-ministro dos anos 1980 que coordenava o programa de erradicação do cultivo ilegal de coca.

Um dia após a tentativa de golpe fracassada em La Paz, o clima era de tensão política no país. A tropa de choque redobrou a segurança em torno do palácio presidencial, que na véspera foi cercado por militares e blindados que tentaram invadir a sede do governo a mando do ex-comandante do Exército, o general Juan José Zuniga.

O governo da Bolívia negou que tenha forjado a tentativa de golpe, como acusou o general, ao ser detido. Com o general, na quarta-feira, foi preso o vice-almirante Juan Arnez, ex-comandante da Marinha, também acusado de liderar a tentativa de golpe. Ambos podem pegar até 20 anos de prisão pelos crimes de terrorismo e levante armado contra o Estado.

Na cidade de El Alto, reduto do governo, pequenos grupos de manifestantes saíram às ruas e queimaram pneus em apoio ao presidente Luis Arce.

Mercosul reage à tentativa de golpe de Estdo na Bolívia

Os países do Mercosul e associados ao bloco manifestaram ontem “profunda preocupação e enérgica condenação” à tentativa de golpe. Em um comunicado conjunto, o bloco disse que a movimentação de tropas armadas descumpre os “princípios internacionais da vida democrática e, em particular, do Mercosul”.

Os países expressaram “solidariedade e apoio irrestrito à institucionalidade democrática do governo constitucional do presidente Luis Arce Catacora e suas autoridades democraticamente eleitas, e exortam a manutenção da democracia e a plena vigência do estado de direito”.

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Agência Brasil