STF promove evento em Brasília para relembrar atos golpistas de 8 de janeiro
Programação inclui exposição, documentário e debates sobre os ataques de 8 de janeiro e seus impactos institucionais
Marcello Casal Jr./Agência Brasil
O Supremo Tribunal Federal (STF) vai realizar, nesta quinta-feira (8), em Brasília, um evento institucional para marcar os três anos dos atos golpistas ocorridos na capital federal. Na ocasião, milhares de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que defendiam a instalação de um golpe militar, invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes. As informações são da Agência Brasil.
Para lembrar a data, a Corte promove o evento intitulado “Democracia Inabalada: 8 de janeiro – Um dia para não esquecer“. A programação prevê uma série de atividades institucionais e culturais, incluindo exposição, exibição de documentário, roda de conversa com jornalistas e mesa-redonda.
Programação do evento no STF
A agenda do dia 8 de janeiro terá início no começo da tarde, com a abertura da exposição 8 de janeiro: Mãos da Reconstrução. A mostra será exibida no Espaço do Servidor, nas dependências do STF, e aborda o processo de reconstrução dos prédios após os ataques.
Na sequência, será apresentado o documentário Democracia Inabalada: Mãos da Reconstrução, no Museu do Supremo Tribunal Federal. A produção registra os desdobramentos dos atos golpistas e os trabalhos realizados para a recuperação do patrimônio público atingido.
Evento promoverá debates e terá participação da imprensa
A programação segue com uma roda de conversa com profissionais da imprensa, também no Museu do STF, com foco na cobertura jornalística dos acontecimentos e no papel da comunicação na defesa da democracia. O evento será encerrado com a mesa-redonda “Um dia para não esquecer”, que acontece no salão nobre do Supremo. O debate reunirá autoridades e convidados para discutir os impactos institucionais e políticos dos ataques de 8 de janeiro.
STF relembra atos como tentativa de golpe de Estado
Ao relembrar os dois anos dos ataques, em cerimônia realizada neste ano, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, classificou os atos como a “face visível” de um movimento “subterrâneo” que articulava um golpe de Estado.
“Relembrar esta data, com a gravidade que o episódio merece, constitui, também, um esforço para virarmos a página, mas sem arrancá-la da história”, frisou Fachin durante cerimônia que lembrou os dois anos do 8 de janeiro.
Relembre escalada dos atos golpistas após as eleições de 2022
Os atos de 8 de janeiro foram precedidos por uma sequência de mobilizações iniciadas logo após a divulgação do resultado das eleições de 30 de outubro de 2022, que elegeram Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a Presidência da República.
Após o pleito, grupos passaram a pedir um golpe militar com o objetivo de impedir a posse do presidente eleito. O movimento resultou no bloqueio de rodovias e na instalação de acampamentos em frente a quartéis em diversas cidades do país.
Outros episódios investigados
A escalada de ações também incluiu a implantação de uma bomba nas proximidades do Aeroporto Internacional de Brasília, na véspera do Natal, e a invasão de uma delegacia da Polícia Federal após a queima de ônibus no dia da diplomação de Lula, igualmente na capital federal. Esses episódios foram alvo de investigações conduzidas pelas autoridades, com desdobramentos no âmbito do Supremo Tribunal Federal.
Condenações por tentativa de golpe
Após a apuração dos fatos, o STF condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados próximos por tentativa de golpe de Estado e outros crimes. A Corte responsabilizou Bolsonaro por uma conspiração contra o resultado eleitoral, com o objetivo de permanecer no poder após a derrota em 2022. De acordo com a condenação, o ex-presidente tentou convencer comandantes das Forças Armadas a aderirem a um golpe de Estado para anular o resultado das eleições.
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