Quase metade dos brasileiros quer Bolsonaro preso por golpe; veja quem apoia e quem rejeita
Maioria, no entanto, ainda acredita que ex-presidente não será condenado; confira números
Valter Campanato/Agência Brasil
Uma nova pesquisa divulgada, nesta última sexta-feira (1º), pelo Datafolha mostra que 48% dos brasileiros são favoráveis à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por sua suposta participação em uma trama golpista após as eleições de 2022. Outros 46% se posicionam contra a medida, e 6% disseram não saber opinar.
O levantamento foi feito nos dias 29 e 30 de julho e ouviu 2.044 pessoas em todas as regiões do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Expectativa é de que Bolsonaro não será preso
Apesar de quase metade da população defender a prisão, a maioria ainda acredita que Bolsonaro não será condenado. Cerca de 51% afirmaram que ele escapará da prisão, enquanto 40% disseram esperar que o ex-presidente seja de fato detido. Outros 9% não souberam ou preferiram não opinar.
Essa percepção segue estável desde abril, quando o instituto fez o último levantamento sobre o tema. Na ocasião, 52% também acreditavam que Bolsonaro não seria preso, contra 41% que apostavam em condenação.
Apoio à prisão caiu desde abril
Houve, porém, uma oscilação nos índices de apoio à prisão de Bolsonaro. Em abril, 52% defendiam a detenção do ex-presidente, número que caiu para os atuais 48%. Já o grupo contrário à prisão cresceu de 42% para 46% — uma inversão dentro da margem de erro, mas que aponta para o acirramento das opiniões sobre o caso.
A queda no apoio à prisão, ainda que pequena, pode refletir o impacto da retórica bolsonarista nas redes sociais e a mobilização de seus apoiadores, sobretudo em segmentos mais conservadores da sociedade.
Perfil dos que apoiam ou rejeitam prisão
A divisão sobre a responsabilização penal de Bolsonaro também apresenta recortes regionais, econômicos e ideológicos. O apoio à prisão é mais expressivo entre:
- Eleitores com renda de até dois salários mínimos;
- Moradores da região Nordeste;
- Pessoas que se identificam como petistas ou simpatizantes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Já o grupo que rejeita a condenação de Bolsonaro é composto, majoritariamente, por:
- Evangélicos;
- Moradores da região Sul;
- Pessoas da classe média baixa;
- Eleitores declaradamente bolsonaristas.
STF avaliará denúncia por tentativa de golpe
O ex-presidente Jair Bolsonaro é investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) sob a acusação de ter articulado uma tentativa de golpe de Estado após a derrota nas eleições de 2022. A denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) aponta que ele teria participado de uma trama envolvendo militares da ativa, políticos aliados e integrantes de seu governo com o objetivo de manter-se no poder de forma ilegal.
As investigações apontam que a ofensiva teria culminado nos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas por manifestantes radicais em Brasília. Na ocasião, milhares de pessoas quebraram vidraças, invadiram gabinetes e vandalizaram espaços públicos em protesto contra o resultado das urnas.
Bolsonaro, por sua vez, nega todas as acusações. Sua defesa argumenta que ele jamais incitou ou participou de qualquer plano golpista e afirma confiar na Justiça para o arquivamento do processo.
Julgamento ainda sem data definida
Ainda não há previsão para o julgamento de Bolsonaro pelo STF. No entanto, o caso segue avançando no Supremo e está sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes. A expectativa é de que, até o fim de 2025, o ex-presidente enfrente alguma definição jurídica — seja com a aceitação ou o arquivamento da denúncia.
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