Quaest: 55% dos deputados avaliam Hugo Motta positivamente e 13% de forma negativa
De acordo com o levantamento, 30% dos entrevistados apontaram a gestão de Motta como regular
Lula Marques/Agência Brasil
A aprovação do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), entre os parlamentares da Casa recuou 13%, segundo levantamento realizado pelo Genial/Quaest. A quarta edição da pesquisa sobre “O que pensam os deputados federais” aponta uma piora na avaliação de Motta, que viu a aprovação cair de 68% em junho para 55% em dezembro.
Ainda de acordo com o levantamento, 30% dos entrevistados apontaram a gestão de Motta como regular (antes eram 25%). Outros 13% avaliaram a gestão negativamente (antes eram 6%) e 2% não souberam ou não responderam (antes era 1%).

Crédito: Quaest
O levantamento foi realizado entre os dias 29 de outubro e 11 de dezembro de 2025. Ao todo, foram ouvidos 167 deputados federais em exercício, o equivalente a 33% da composição da Câmara. A margem de erro é de sete pontos percentuais.
Lula melhora avaliação do governo entre deputados
A pesquisa também indicou uma recuperação no prestígio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrou entre os deputados e nas expectativas para a eleição de 2026. Na pesquisa anterior, 46% dos parlamentares avaliavam negativamente o presidente, enquanto 27% davam avaliação positiva. Agora, o cenário mostra empate técnico, com 40% de avaliação negativa e 38% positiva.
Sobre a eleição presidencial, a preferência por Lula subiu de 35% para 43%, empatando com os 42% que apostam em candidato de oposição. Quanto à possibilidade de um candidato oposicionista vencer sem o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), 42% acreditam ser viável, enquanto outros 42% discordam.
Apesar da melhora na avaliação pessoal de Lula, 50% dos deputados ainda consideram a relação entre governo e Congresso negativa, levemente abaixo dos 51% registrados em junho. Entre os parlamentares independentes, a avaliação negativa caiu de 65% para 44%, enquanto no Centro a queda foi de 40% para 33%.
Segundo os deputados, a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, é a interlocutora mais efetiva do governo, citada por 21% dos entrevistados, seguida pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Crédito: Divulgação/Quaest
A pesquisa também detalha a distribuição política dos parlamentares: 20% se declaram Lulistas, 9% de esquerda não lulista, 24% independentes, 25% direita não bolsonarista e 21% bolsonaristas. Em relação à posição frente ao governo, 32% se consideram alinhados ao Executivo, 28% independentes e 35% de oposição.
Cenário eleitoral e percepção da oposição
A avaliação do presidente Lula melhorou desde o último levantamento, e a percepção de que a oposição seria favorita em 2026 diminuiu. No levantamento de junho, a avaliação negativa de Lula superava a positiva; agora há empate técnico, com 38% de opiniões positivas (ante 27% em junho) e 40% de negativas (eram 46%).
O levantamento também mostrou consenso entre os deputados sobre medidas fiscais: 90% apoiam cortes em supersalários do setor público e aumento da taxação de apostas para cumprir a meta fiscal. A pesquisa perguntou ainda quais ações o governo deveria priorizar para atingir esse objetivo, detalhando a visão dos parlamentares sobre políticas de ajuste fiscal.
Em relação aos planos políticos para 2026, 83% dos deputados entrevistados pretendem concorrer à reeleição, 6% cogitam disputar outro cargo e 4% não planejam candidatura.
O levantamento foi realizado entre os dias 29 de outubro e 11 de dezembro, por meio de entrevistas presenciais e online. Foram ouvidos 167 deputados, correspondentes a 33% do total da Câmara, abrangendo todas as regiões do Brasil. A margem de erro estimada é de 7 pontos percentuais.
Motta diz que Câmara não aceitará atos de intimidação
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), voltou a se manifestar, nesta última terça-feira (9), sobre o episódio envolvendo o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), que ocupou a cadeira da Presidência durante sessão deliberativa e acabou removido pela Polícia Legislativa, gerando tumulto no plenário. Segundo Motta, o comportamento do parlamentar representa desrespeito reincidente às normas da Casa e exige resposta institucional para preservar a ordem e o funcionamento do Legislativo.
O posicionamento do presidente foi reforçado tanto em plenário quanto em publicações feitas em sua conta oficial na rede X. Motta afirmou que o episódio não se tratou apenas de um ato simbólico, mas de uma ação que ultrapassou limites regimentais, criando um ambiente hostil e prejudicando a condução dos trabalhos.
“A cadeira da Presidência não pertence a mim. Ela pertence à República. Pertence à democracia. Pertence ao povo brasileiro. E nenhum parlamentar está autorizado a transformá-la em instrumento de intimidação, espetáculo ou desordem. Deputado pode muito, mas não pode tudo. Na democracia, ele pode tudo dentro da lei e dentro do Regimento. Fora disso, não é liberdade: é abuso”, disse o presidente da Câmara.
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